quinta-feira, 20 de agosto de 2020

AULA SOBRE ÓLEOS ESSENCIAIS | CURSO DE AROMATERAPIA FABI CORREA





AULA SOBRE ÓLEOS ESSENCIAIS | CURSO DE AROMATERAPIA FABI CORREA
Venha saber mais sobre os benefícios dos óleos essenciais nessa aula de aromaterapia grátis! 


Este conteúdo apareceu primeiro em: https://ift.tt/2zzdrTw


Curso de Aromaterapia Online Fabi Correa



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Exercícios para síndrome do ombro congelado: saiba quais aplicar em cada fase do tratamento

*Este conteúdo é científico e pode ser utilizado para pesquisas*

O Método Pilates é, desde sua criação, considerado um método para reabilitação. Joseph Pilates, devido à sua infância doentia (ele sofria de asma, raquitismo e febre reumática), dedicou sua vida para melhorar sua saúde física e força. 

Além de criar um programa de exercícios para melhorar sua própria saúde, Joseph utilizou seu programa, inicialmente chamado de Contrologia, para melhorar a condição física e mental e reabilitar os soldados durante a Primeira Guerra Mundial. A partir daí os princípios do método foram difundidos, atingindo o atual reconhecimento. 

Por este motivo, nós, instrutores de Pilates, devemos ter sempre em mente que podemos utilizar o Método não apenas no condicionamento físico, mas também para reabilitação de lesões de pacientes que chegam ao nosso Studio. 

Vale ressaltar sempre, a importância em realizar uma minuciosa avaliação para então definir os objetivos do tratamento e elaborar o programa de aulas ideal para as necessidades de cada um dos nossos alunos.

É comum recebermos no nosso Studio pacientes com o diagnóstico de Síndrome do Ombro Congelado, sendo de grande importância o conhecimento desta patologia e também, de como o Pilates pode ajudar no tratamento.

Sendo assim, nesta matéria vamos apresentar diversos exercícios para síndrome do ombro congelado e dicas para te auxiliar na elaboração de um programa de aulas específico para esta patologia. Vamos lá?

 Formas de tratamento da Síndrome do Ombro Congelado 

Os objetivos do tratamento são basicamente: aliviar a dor, recuperar as amplitudes de movimento e minimizar as limitações funcionais.

As medidas de tratamento conservador incluem  intervenções medicamentosas com anti-inflamatórios, analgésicos, corticóides ou, em alguns casos, infiltrações; e o tratamento fisioterapêutico, no qual se encaixa o Método Pilates

Dentro da fisioterapia há uma gama enorme de recursos para o tratamento, como: crioterapia, eletroterapia, cinesioterapia convencional (por meio de exercícios passivos, ativo assistidos e ativos), terapias manuais, liberação miofascial, massagem terapêutica, acupuntura e o Método Pilates.

Em alguns casos, pode ser realizado um procedimento médico chamado manipulação sob anestesia, que consiste na aplicação de uma anestesia local e mobilização manual do ombro, para soltar as aderências e diminuir a rigidez do ombro.

Mais de 90% dos pacientes melhoram com o tratamento conservador, porém, caso isso não ocorra, há também o tratamento cirúrgico, indicado em casos mais graves, que não respondem ao tratamento conservador e que têm pouca evolução na recuperação.

Como o Pilates pode ajudar no tratamento? 

Apesar de atingir apenas de 3% a 5% da população, não é difícil chegar um aluno com Síndrome do Ombro Congelado no seu Studio de Pilates. 

Como o Método promove bem-estar e saúde por meio de exercícios específicos com objetivo de restaurar as alterações cinesiológicas funcionais, podemos reabilitar através dos exercícios para síndrome do ombro congelado.

Mesmo na reabilitação devem ser sempre respeitados os princípios de respiração, concentração, centralização, controle, precisão e fluidez do Pilates, para uma melhor compreensão do corpo e um melhor alinhamento corporal.

Além disso, deve-se sempre enfatizar a ativação do powerhouse, responsável pela manutenção e estabilização do tronco, pela prevenção de desequilíbrios musculares desta região e pelo alinhamento biomecânico com menor gasto energético aos movimentos.

É de extrema importância o fisioterapeuta realizar uma avaliação minuciosa para investigar qual a fase que o paciente se encontra, quais os principais acometimentos articulares e quais as limitações funcionais.

Por meio da anamnese podemos investigar as atividades diárias comprometidas, pois esta é a principal queixa do paciente ao chegar ao Studio. Realizar a avaliação da escala da dor também ajuda bastante na elaboração do tratamento.

No exame físico a goniometria é muito importante para determinar a real perda da amplitude de movimento. Vamos relembrar os valores base para goniometria de ombro:

  • Flexão de ombro: 0° a 180°
  • Extensão de ombro: 180° a 0° (a volta da flexão)
  • Abdução de ombro: 0° a 180°
  • Adução de ombro: 180° a 0° (a volta da abdução)
  • Abdução horizontal: 0° a 90°
  • Adução horizontal: 0° a 40°
  • Rotação interna: 0° a 90°
  • Rotação externa: 0° a 90°

Testes de força e função muscular também devem ser aplicados, para avaliar os desequilíbrios musculares de deltoide, trapézio, romboide, levantador da escápula, supraespinhoso, infraespinhoso, redondo maior e menor, serrátil, peitoral maior e menor, grande dorsal, rotadores laterais e mediais do braço, bíceps e tríceps.

A partir daí o instrutor conseguirá elaborar um diagnóstico cinesiológico funcional, que irá determinar a prescrição adequada de exercícios para síndrome do ombro congelado em cada uma das fases da recuperação e, assim, elaborar as suas aulas de Pilates.

22 Exercícios para Síndrome do Ombro Congelado

Para um melhor entendimento, iremos separar os exercícios para síndrome do ombro congelado de acordo com as fases da patologia.

1ª fase dolorosa

A dor vai delinear esta fase do tratamento. Ele deve ser baseado em analgesia (crioterapia local, de 20 a 30 minutos, no mínimo 3 vezes por dia); mobilização leve de ombro e cintura escapular para manter as amplitudes de movimento; alongamentos leves de cintura escapular, ombro, coluna cervical e torácica, pois a dor gera uma carga de estresse muscular. 

Exercícios de Codman (exercícios pendulares) também são bastante indicados nessa fase. Lembrando-se que os exercícios para síndrome do ombro congelado devem ser realizados sempre no limite da dor do paciente.

Sugestões de exercícios:

1. Mobilidade de ombro

Posição inicial: aluno em decúbito dorsal, joelhos flexionados e membros superiores apoiados ao longo do corpo.

Movimento: instrutor deve realizar exercícios ativoassistidos de flexão, extensão, adução horizontal e abdução horizontal de ombro, retornando à posição inicial.

2. Torção

Posição inicial: aluno em decúbito lateral, membros superiores esticados a frente do corpo e membros inferiores flexionados em 90º.

Movimento: realizar ativamente movimentos de abdução e adução de ombro, girando o tronco para acompanhar o movimento, voltando à posição inicial.

 3. Rest position

Posição inicial: aluno sentado nos calcanhares, com as mãos apoiadas num rolo (ou bola).

Movimento: realizar flexão de tronco deslizando o rolo para frente, retornando à posição inicial.

 4. Bird dog

Posição inicial: aluno ajoelhado em 4 apoios.

Movimento: realizar a elevação de membro superior e membro inferior opostos, retornando à posição inicial. Inverta a posição do membro superior e membro inferior na próxima repetição.

 5. Pêndulo

Posição inicial: aluno com um membro superior apoiado em uma cadeira (ou no Barrel).

Movimento: realizar movimentos circulares, anteroposteriores e latero-laterais do outro membro superior. Pode-se utilizar um peso ou anilha, para fazer uma decoaptação da articulação do ombro, proporcionando alívio da dor e da pressão na articulação do ombro (exercícios de Codman, ou exercícios pendulares).

2ª fase de congelamento

A ênfase desta fase deve ser na restauração da amplitude de movimento. 

O instrutor pode inicialmente realizar técnicas de terapia manual (como pompage), liberação miofascial e exercícios passivos. 

A partir de então podem ser realizados alguns exercícios de Pilates de solo e nos aparelhos de Pilates, com resistência leve ou com o uso de elástico e do Magic Circle. 

Vale ressaltar que, devido à rigidez articular, os exercícios de fortalecimento devem ser incluídos lenta e progressivamente, de acordo com a resposta do paciente.

Sugestões de exercícios

6. Retração escapular

Posição inicial: aluno em pé (ou sentado), segurando o Magic Circle atrás do corpo e paralelo ao solo.

Movimento: fazer adução de escápula, pressionando o círculo, retornando à posição inicial.

7. Twist – variação

Posição inicial: aluno sentado, com os joelhos flexionados, segurando o Magic Circle em frente ao corpo, ombros em 90°.

Movimento: realizar a adução horizontal de ombro, pressionando o circulo, retornando à posição inicial. Pode-se fazer uma variação incluindo uma rotação de tronco durante o movimento (como na foto acima).

8. Prancha – variação

Posição inicial: aluno ajoelhado em 3 apoios, com um membro superior apoiado no chão, e outro membro superior apoiado no Magic Circle.

Movimento: fazer a extensão de cotovelo, pressionando o círculo, retornando à posição inicial.

9. Manguito rotador

Posição inicial: paciente em pé ou sentado, segurando a ponta de um elástico (preso em alguma base).

Movimento: realizar movimentos de rotação interna e externa de ombro, voltando à posição inicial.

10. Abdução

Posição inicial: paciente sentado (ou em pé), segurando um elástico na frente do corpo.

Movimento: realizar movimentos de elevação, adução e abdução de ombro, retornando à posição inicial.

 11. Tríceps

Posição inicial: aluno sentado (ou em pé), segurando um elástico atrás do corpo.

Movimento: realizar o movimento de extensão de cotovelo, separado ou concomitantemente, retornando à posição inicial.

12. Cat stretch

Posição inicial: paciente ajoelhado em 4 apoios.

Movimento: realizar a abdução de escápulas, curvando a coluna para cima, e voltando à posição inicial.

13. Mermaid 

Posição inicial: aluno sentado no Cadillac, um membro inferior flexionado à frente do corpo e outro atrás.

Movimento: realizar alongamento lateral do corpo, elevando o membro superior ao lado do corpo, voltando à posição inicial.

3ª fase de descongelamento

Com a diminuição da dor e da rigidez articular, os exercícios para síndrome do ombro congelado podem ser mais intensos. 

A resistência das molas deve ser selecionada de acordo com a resposta do paciente, com o objetivo de restaurar a força e o comprimento muscular da cintura escapular, ombro, coluna cervical e coluna torácica. 

Nesta fase também pode-se inserir exercícios de propriocepção e coordenação da musculatura acometida.

Sugestões de exercícios

14. Puxada

Posição inicial: aluno sentado no Cadillac, membros inferiores semiflexionados, coluna alinhada, segurando a barra fixa.

Movimento: realizar movimentos de flexão e extensão de ombros e cotovelos, trazendo a barra próxima ao corpo, retornando à posição inicial.

15. Sit up

Posição inicial: aluno em decúbito dorsal no Cadillac, joelhos flexionados e mãos apoiadas na barra fixa.

Movimento: realizar a flexão de ombros, elevando a barra e flexão de tronco, até sentar-se completamente. Retornar à posição inicial lentamente, articulando as vértebras.

16. The saw – variação

Posição inicial: paciente sentada no Cadilac, joelhos estendidos e pés apoiados, coluna alinhada e mãos na barra fixa.

Movimento: realizar movimento de rotação lateral de tronco, elevando e rodando lateralmente o outro membro superior, retornando à posição inicial.

17. Arms works

Posição inicial: paciente no Reformer, em decúbito dorsal, joelhos flexionados em 90° e membros superiores elevados e estendidos, segurando as alças.

Movimento: realizar movimentos de extensão e rotação interna e externa de ombros, retornando à posição inicial (arms up and down, arms circle).

18. Rowing back – variação

Posição inicial: paciente sentado no Reformer, joelhos estendidos, membros superiores em frente ao corpo, cotovelos estendidos, segurando as alças.

Movimento: realizar o movimento de extensão de ombros, flexionando o tronco, retornando à posição inicial.

19. Elevação frontal

Posição inicial: aluno sentado no Reformer, joelhos flexionados, membros superiores ao longo do corpo, cotovelos estendidos e segurando as alças.

Movimento: realizar a flexão e extensão de ombro, retornando à posição inicial.

20. Mermaid 

Posição inicial: paciente sentado de lado na Chair, um membro inferior flexionado e o outro abduzido com o pé apoiado no chão, e membros superiores ao longo do corpo.

Movimento: realizar a inclinação lateral de tronco, apoiando e pressionando uma das mãos no pedal, elevando lateralmente o outro membro superior.

21. Swan – variação

Posição inicial: aluno em decúbito ventral na Chair, membros superiores apoiados no pedal, cotovelos estendidos e membros inferiores no ar, com os joelhos estendidos.

Movimento: realizar o movimento de extensão e rotação de coluna, abduzindo o ombro lateralmente, retornando à posição inicial.

22. Prancha

Posição inicial: paciente ao lado da Chair, ajoelhado ou em posição de flexão de braço, um membro superior com mão apoiada em uma caixinha e cotovelo estendido, e outro membro superior com a mão apoiada no pedal e o cotovelo flexionado.

Movimento: realizar a extensão do cotovelo, pressionando o pedal para baixo, retornando à posição inicial.

É de extrema importância o instrutor ensinar alguns exercícios para síndrome do ombro congelado em que o paciente possa realizar em casa para acelerar o processo de recuperação. 

Porém, dependendo do acometimento da doença (bem como da demora para início do tratamento), infelizmente em alguns casos pode-se permanecer alguma pequena limitação na amplitude de movimento.

Restrições de exercícios para Síndrome do Ombro Congelado

Como na Síndrome do Ombro Congelado a dor e a restrição ao movimento são as maiores queixas, deve-se sempre respeitar o limite do paciente, evitando realizar exercícios de força na fase dolorosa e, independente da fase do tratamento, evitar sempre o impacto articular, razão pela qual os médicos estão indicando o Método Pilates para o tratamento.

Conclusão

A Síndrome do Ombro Congelado, também conhecida como Capsulite Adesiva, é uma condição dolorosa associada à perda severa de movimento no ombro, causada por um processo inflamatório da cápsula articular. 

Sua etiologia ainda é desconhecida, mas o tratamento, apesar de demorado, evolui bem e tem perspectiva de cura. 

Cada vez mais o Método Pilates vem sendo utilizado para a reabilitação de lesões e, a partir deste artigo, você já tem as diretrizes para o tratamento da síndrome do ombro congelado.  

Vale sempre ressaltar que o instrutor deve analisar as particularidades do aluno e adaptar os exercícios para síndrome do ombro congelado a fim de uma total recuperação. E também, que a participação ativa do paciente é essencial para restaurar sua qualidade de vida e retornar às suas atividades de vida diária.

Já recebeu no seu Studio e tratou pacientes com a Síndrome do Ombro Congelado? Conte-nos sua experiência!

 

 

Referências:

CARTUCHO; MOURA; SARMENTO. Capsulite Adesiva ou Ombro Congelado. 2013.

FILHO, A. Capsulite Adesiva. Revista Brasileira de Ortopedia. 2005.

GONÇALVES; SILVA. Intervenção Fisioterapêutica na Capsulite Adesiva. 2009.

NETTER, F. A. Atlas de Anatomia Humana. 2000.



Este conteúdo apareceu primeiro em: Blog Pilates – O maior blog de Pilates do Brasil https://ift.tt/2YdjRkn
via IFTTT

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Mobilidade articular: o segredo para uma reabilitação eficiente (+ exercícios)

Você usa exercícios de mobilidade articular como parte do processo de reabilitação? Mesmo que a resposta seja sim, quero que fique atento à esse artigo! 

Aqui aprenderemos a importância de trabalhar essa característica funcional com alguns exercícios que te ajudarão a inseri-la em aula. Vamos lá?

Importância da mobilidade articular na reabilitação

A reabilitação já se tornou sinônimo de fortalecimento para muitos profissionais. Lesão no joelho? Comece a fortalecer agora! Lesão no quadril? Fortalecimento é a solução! Lesão na coluna lombar? Fortalecimento nela!

Fortalecer musculaturas realmente é parte essencial do nosso trabalho na reabilitação, mas não é tudo. 

Uma articulação lesionada passa por um processo gradual de perda de movimento. Lembre-se que a primeira reação do corpo à dor é tentar não sentir mais dor. Se um certo movimento causa desconforto, a pessoa começa a evitá-lo.

Já viu alguém que tem dor no joelho caminhando? A pessoa manca e faz uma movimentação completamente diferente com a perna lesionada somente para não precisar flexionar o joelho. Ela está impondo a imobilidade sobre aquela articulação. Isso acontece com boa parte dos nossos alunos lesionados.

Considerando que quase todos eles só buscam ajuda médica e fisioterapêutica depois de algum tempo com a patologia, já os encontramos com articulações rígidas. 

O ombro é outro exemplo muito comum de falta de mobilidade por causa de lesões. Alguém que sofreu uma lesão que causa dor ao levantar o braço acima da altura da cabeça simplesmente deixa de fazer o movimento. Ou seja, deixa seu ombro rígido.

Mobilidade articular é uma característica funcional que todo o corpo precisa para conseguir realizar seus movimentos sem risco. Quando ela não existe ou está diminuída estamos criando o cenário ideal para o surgimento de:

  • Dores;
  • Patologias;
  • Desequilíbrios e tensões musculares;
  • Lesões.

Não importa com quem você está trabalhando, todos precisam recuperar sua mobilidade articular para terem um bom tratamento. Mesmo quem não trabalha com reabilitação precisa prestar atenção nessa característica.

Quais as causas da rigidez?

Por acaso você já viu alguém que não consegue agachar? Eles costumam realizar alguns erros, como levantar os calcanhares ou hiperestender a coluna lombar. Esses erros são indicativos de falta de mobilidade.

A maioria dos alunos iniciantes possuem algum tipo de limitação de movimento. Isso acontece porque o sedentarismo é um dos grandes causadores de rigidez articular, algo que queremos evitar a qualquer custo.

O trabalho de mobilidade articular pode servir como parte do tratamento de indivíduos lesionados ou somente como melhora de vida. Você pode ter certeza que seu aluno iniciante estará bem melhor quando conseguir realizar movimentos na sua amplitude total de movimento.

Abordagem joint by joint (articulação por articulação)

No Pilates o corpo é visto como um todo e não musculaturas e articulações separadas. Isso é evidenciado pela existência de cadeias musculares e cadeias cinéticas que regem o movimento. 

Existe também, mais uma abordagem importante para essa visão global, a abordagem joint by joint (articulação por articulação). 

Criada pelos fisioterapeutas Gray Cook e Mike Boyle, essa abordagem vê o corpo como uma junção de articulações trabalhando em conjunto. Cada segmento tem a função de estabilidade ou mobilidade e de acordo com ela conseguimos prever suas disfunções.

Para manter o equilíbrio, o corpo possui segmentos com função de mobilidade alternadamente com aqueles que têm função de estabilidade. A tendência é que os desequilíbrios articulares gerem um exagero na função da articulação. Ou seja, uma articulação com função de estabilidade se torna rígida quando desequilibrada.

Como resultado, surgem as patologias e dores que tanto conhecemos. Mais importante ainda é entender que essas articulações formam um conjunto. Por isso, o desequilíbrio articular costuma se manifestar como dor na articulação imediatamente acima ou abaixo. 

Veja um tornozelo sem mobilidade como exemplo. É raro encontrar pacientes com dores no próprio tornozelo, mas as dores no joelho são bastante comuns.

Exercícios para mobilidade articular

Como falei anteriormente, se quisermos um corpo com seu funcionamento fisiológico correto, precisamos trabalhar a mobilidade articular. 

Para isso, separei aqui algumas opções de exercícios funcionais que você pode aplicar em suas aulas de Pilates. Confira a seguir!

Conclusão

Sem trabalhar mobilidade articular sua reabilitação dificilmente estará completa. Provavelmente você percebeu que nos exercícios mostrados acima tivemos forte ênfase em mobilidade de regiões como torácica e quadril.

Para entender isso, basta observar novamente a abordagem joint by joint. Nela, o quadril e a torácica são duas regiões com função de estabilidade. 

Como parte de um conjunto articular que anula e distribui forças, o quadril precisa de uma estabilização bastante eficiente, mas em alguns casos essa estabilização causa rigidez. O mesmo ocorre com a coluna torácica.

Ou seja, precisamos trabalhar mobilidade com ainda mais frequência quando estamos enfrentando problemas articulares em um local com função de estabilidade. Isso não quer dizer que você pode descartar a mobilidade em articulações que têm essa função! Elas podem estar rígidas, especialmente quando a pessoa passou muito tempo com dor.



Este conteúdo apareceu primeiro em: Blog Pilates – O maior blog de Pilates do Brasil https://ift.tt/2DTbp2O
via IFTTT

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

4 lesões comuns no ombro que podemos tratar com movimento

Considerando que o ombro é uma articulação bastante instável, é comum encontrarmos alunos com lesões nesta região do corpo. Isso pode acontecer por diversos motivos, incluindo disfunções, traumas e desequilíbrios musculares. Algumas vezes as lesões são até multifatoriais. Por isso, é importante observar cuidadosamente o paciente para realizar o tratamento ou prevenção de lesões comuns no ombro.

Nossos alunos com frequência realizam movimentos compensados que recarregam as estruturas do ombro. Isso pode acontecer em movimentos diários, como ao levantar uma carga ou durante atividades esportivas.

Falando em gestos esportivos, eles são grandes causadores de lesões. Quando realizados de maneira errada ou com a ativação muscular incorreta é o suficiente para causar algum tipo de problema no complexo do ombro do indivíduo. 

Mesmos traumas que ocorrem durante o esporte e causam lesões podem estar relacionados a fraqueza muscular e um padrão de movimento errado.

Os mecanismos que levam a uma lesão no ombro são complexos e podem estar ocultos até nas bases do corpo. O que estou tentando dizer é, mesmo sendo um problema localizado em um complexo articular específico, não devemos olhar somente para ele. É possível que a causa esteja em outro lugar ou relacionada a outra articulação.

Mas quero que você tenha alguma base mais prática para começar o tratamento de lesões comuns no ombro dos alunos. Por isso, selecionei essa pequena lista que te auxiliará nessa tarefa.

Lesões comuns no Ombro

1. Luxações no ombro

As luxações aparecem com muita frequência entre as lesões no ombro mais comuns. Ela ocorre quando algum fator leva à separação de tecidos moles das suas estruturas articulares. Um ligamento que foi hiperextendido, por exemplo, pode passar do seu limite elástico e se romper ou sofrer um trauma.

Existem quatro tipos principais de luxações no ombro:

  • Anteriores;
  • Posteriores;
  • Superiores.

Depois que o problema ocorre uma vez o aluno pode se tornar um reincidente. Como muitos não buscam tratamento profissional, a lesão nunca se cura completamente e volta assim que ele realizar um movimento mais brusco. Esse é um caso comum com atletas amadores que não possuem o acompanhamento adequado.

2. Lesão na articulação acromioclavicular

A articulação acromioclavicular realiza a conexão entre as estruturas do complexo do ombro e da clavícula. Ela é uma articulação bastante estável graças à presença de diversos ligamentos ao seu redor que realizam a estabilização dinâmica. Apesar da estabilidade, não é incomum encontrar pessoas com lesões nos tendões da articulação.

A causa mais comum para esse problema são impactos ou traumas diretos. Os traumas ocorridos na escápula e na parte superior do ombro são os mais perigosos. 

Por isso, indivíduos que praticam esportes de alto contato, como artes marciais, tendem a sofrer mais do problema. Também é possível encontrarmos pacientes que sofreram uma lesão por causa de traumas indiretos.

Imagine alguém que sofreu um impacto na mão quando estava com o cotovelo estendido ou passou por uma tração forte no membro superior. Esse impacto não causa lesão diretamente na mão que o sofreu, mas sim nos tendões da articulação acromioclavicular. Como resultado eles podem sofrer pequenas lesões e traumas ou se romperem completamente.

Na maioria dos casos, os tendões lesionados são os que se encontram entre o acrômio e a clavícula. Eles são a parte mais superficial e propensa a sofrer traumas. Outra região mais frágil são os ligamentos que ficam entre o coracóide e a clavícula, mas para atingi-los o trauma deve ser bem mais forte.

O tratamento depende bastante da gravidade e da porção do tendão danificada. Em alguns pacientes é possível tratar somente com métodos conservadores que, é claro, envolvem fisioterapia e Pilates

Só teremos problemas quando a lesão é mais extensa e causou rompimento total de alguns tendões, exigindo o procedimento cirúrgico. Ainda estamos presentes no tratamento, especialmente na porção pós-operatória.

3. Lesão na articulação esternoclavicular

É raro encontrar lesões na articulação esternoclavicular, mas elas acontecem. Essa raridade é justificada pela grande quantidade de ligamentos fortes que rodeiam a articulação. 

Boa parte dos casos de lesão acontece por causa de traumas fortes, como os que acontecem em acidentes de trânsito. Eles podem afetar tanto ligamentos na parte posterior quanto anterior da articulação.

As lesões na articulação esternoclavicular costumam surgir junto a outras lesões ou problemas na cintura escapular. Elas podem exigir tratamento cirúrgico ou conservador, tudo depende da quantidade de tecido lesado.

Além de lesões ligamentares, também existem entorses e subluxações que afetam a articulação esternoclavicular. Esse é um problema de ombro bastante mais comum que costuma ser tratado através da fisioterapia.

4. Lesões na articulação escapuloumeral

Quando dizemos que o complexo do ombro é instável, uma das grandes culpadas é a articulação glenoumeral. Ela é extremamente móvel por possuir uma cápsula articular rasa e uma quantidade menor de ligamentos para estabilizá-la. Graças a esses fatores os membros superiores são capazes de uma impressionante amplitude de movimento, mas também estão mais sujeitos a lesões.

Detalhe: as lesões na articulação escapuloumeral são bastante relacionadas a desequilíbrios e fraquezas musculares, principalmente do manguito rotador.

Algumas das lesões comuns no ombro são as luxações traumáticas da escapuloumeral. Elas ocorrem após traumas, como acidentes, impactos diretos ou quedas atingem o ombro diretamente. 

Seu paciente provavelmente vai te dizer que está com o ombro deslocado, mas essa é uma luxação. O ombro precisa voltar ao seu lugar original, mas a manobra não deve ser realizada por alguém não especializado. Isso pode causar ainda mais danos às estruturas da região.

É comum encontrarmos uma luxação da articulação escapuloumeral junto de lesão em tendões ou até no Labrum. A maioria dos pacientes sente dor aguda que precisamos aliviar antes de dar início ao tratamento.

Vou te contar um detalhe interessante: a maioria dos pacientes não fazemideia de qual foi o movimento que causou a luxação. A lesão costuma ser anterior e acontece com o membro superior em abdução e rotação externa. Essa posição está presente em muitos movimentos do dia a dia, tudo que a pessoa percebe é uma dor súbita que a impede de mover corretamente o membro superior.

Oriente seus alunos a tomarem muito cuidado com o ombro enquanto estiver com o ombro em cicatrização. Uma lesão que cicatriza na posição incorreta deixa a articulação glenoumeral ainda mais instável e propícia à reincidência das lesões.

Conclusão

Por ser uma articulação bastante lesionada, é importante ter conhecimento a respeito das lesões comuns no ombro. Precisamos aprender o máximo possível sobre tais lesões, assim conseguiremos dar atendimentos cada vez mais completos para nossos alunos. 

Quer aprender ainda mais? Baixe agora o ebook gratuito e saiba como utilizar o Método Pilates no tratamento das lesões comuns no ombro.



Este conteúdo apareceu primeiro em: Blog Pilates – O maior blog de Pilates do Brasil https://ift.tt/3gXh0Dh
via IFTTT

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Pilates para Disfunções Neurológicas: saiba como o Método pode auxiliar no tratamento (+dicas de exercícios)

Hoje vamos abordar uma patologia que de modo geral, compromete a vida de milhares de pessoas e incapacita muitas outras, no Brasil e no mundo. E ainda, mostrar como o Pilates para Disfunções Neurológicas pode ser um ótimo aliado ao tratamento desses pacientes.

Vale lembrar que disfunção nos remete ao funcionamento anormal, prejudicado, ou uma anomalia de um organismo ou órgão.

As disfunções neurológicas podem gerar alterações motoras irreversíveis, temporárias ou permanentes, com os mais variados tipos de sequelas. 

Contudo, atualmente, existem muitos métodos para reabilitação neurológica dos diferentes tipos e subtipos de patologias. 

Para iniciar, que tal relembrarmos alguns detalhes importantes para melhor compreensão das disfunções neurológicas? Vamos lá!

Sistema Nervoso

O sistema nervoso, é anatomicamente dividido em sistema nervoso central (formado pelo encéfalo e medula espinal) e sistema nervoso periférico (formado pelo encéfalo, nervos, espinha e gânglios)

Já a divisão fisiológica do sistema nervoso, apresenta-se em duas partes, voluntário e autônomo.

O sistema autônomo está dividido em duas partes: sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático (SNS, SNPS). Porém, as funções desses dois sistemas são opostas. Um controla a ação do outro em relação aos órgãos, através das substâncias adrenalina e acetilcolina.

O sistema nervoso autônomo garante a homeostase, que por sua vez, modera e regula o interior do corpo humano. Além disso, este sistema responde pelas funções estruturais do organismo. 

O sistema nervoso voluntário possui uma parte central que é representada pelo córtex e uma parte periférica representada por nervos. 

Sistema nervoso autônomo simpático

É constituído por fibras (amielinizadas), que tem como princípio a medula, e os gânglios (mielinizadas), que tem como início os axônios.

As fibras liberam a acetilcolina, produzindo o princípio do impulso nervoso.

Sistema nervoso autônomo parassimpático. 

É constituído pelo mesencéfalo, mielencéfalo e medula sacral, tem fibras extensas realizando o contato de dois neurônios que por eles passam os impulsos nervosos e sua substância é a acetilcolina. 

Curiosidade: o mielencéfalo é um termo de embriologia para a estrutura do sistema nervoso central embrionário, parte do rombencéfalo, que se desenvolve formando a medula oblonga. Durante o desenvolvimento fetal, divisões que dão origem ao rombencéfalo começam a ficar visíveis após 28 dias de concepção.

As subdivisões mais específicas, metencéfalo e mielencéfalo, vão tomando forma a 7 semanas após a concepção. Diferenciação de forma definitiva na medula oblongata pode ser observado em torno da 20ª semanas de gestação.

O mielencéfalo conecta o encéfalo com a medula espinhal, por isso danos e má-formação nessa área costumam ser rapidamente fatais.

Pilates para Disfunções Neurológicas

O  Método Pilates busca a reeducação do movimento, com o objetivo de introduzir consciência ao movimento, e atualmente é  chamado pela área da saúde como ‘’um exercício pensante’’.

Pilates estimula a circulação, melhora o condicionamento físico, flexibilidade, alongamento, alinhamento postural, consciência corporal e a coordenação motora (é possível trabalhar a coordenação fina e grossa, com a introdução de acessórios e tipos variados de movimentos a serem executados).

Notoriamente esses benefícios do Pilates para Disfunções Neurológicas ajudam a melhorar o quadro do paciente e também na prevenção de lesões, proporcionando um alívio de dores crônicas.

Segundo Joseph Pilates, os benefícios do Método Pilates só dependem da execução dos exercícios com fidelidade aos seus princípios.

Torna-se indispensável que nós, profissionais que utilizamos o Método Pilates, tenhamos amplo conhecimento da técnica e da patologia em questão.

O Pilates tem como vantagens a melhora dos níveis de consciência corporal e a coordenação motora.

Os exercícios de Pilates são, na sua maioria, realizados na posição deitada, o que reduz qualquer impacto nas articulações de sustentação do corpo na posição ortostática e apresenta muitas variações de exercícios. Por isso pode ser realizado por indivíduos com desordens neurológicas.

O Pilates para Disfunções Neurológicas bem conduzido por um profissional competente, é de fato nula a possibilidade de lesões ou dores musculares. E pode ser uma forma eficiente para o fisioterapeuta na reabilitação, quando executado de acordo com os seus princípios.

7 Exercícios de Pilates para Disfunções Neurológicas

Gostamos bastante dos exercícios solo de Pilates para Disfunções Neurológicas durante o tratamento das patologias dos nossos alunos.

Principalmente no início, por uma questão de prevenção de quedas, pois lembremos sempre, que existe um déficit de equilíbrio e em muitos casos alterações psicológicas já se instalaram. 

De acordo com andamento de cada atendimento, podemos dar sequência na evolução, acompanhando as limitações de cada paciente. 

1. Matwork

2. Roll Up

Fortalecer abdominais, alongar cadeia posterior e mobilizar a coluna.

3. Saw

Trabalho rotadores de tronco e isquiotibiais.

4. Equilíbrio sentado com a bola

Para potencializar, utilize um tapete emborrachado, com textura diferenciada, para trabalhar também a propriocepção dos pés. 

Importante, muito importante mesmo, é ficar junto com seu paciente, auxiliando em cada movimento até que o movimento seja executado o mais próximo do fisiológico, com leveza e fluidez. 

Quando essa etapa progride, pode-se introduzir a respiração adequada do Pilates, contração do esfíncter e na sequência fortalecimento de assoalho pélvico, controle postural, alinhamento cervical, controle dos MMSS e MMII. 

Se o paciente desde o início tiver condições de executar todos os princípios do Pilates, aproveite e faça. Porém, tudo depende da condição geral do paciente. Não existe receita pronta! Cada pessoa é única, jamais esqueça disso! Sabemos que essas frases parecem bordão, mas é a mais pura realidade.

 5. Forward Push Through 

Exercício muito utilizado no Pilates para Disfunções Neurológicas, por trabalhar isquiotibiais, tríceps sural e mobilizar a coluna. 

Realiza-se uma variação, elevando os braços para o alto também, com objetivo de melhorar a mobilidade escapular, que em paciente com sequelas de AVE é um dos problemas mais comuns. 

Em muitos casos é necessário realizar uma mobilização passiva dessa região, antes de qualquer tentativa de exercício.

É de extrema importância que nós, instrutores de Pilates, sempre demos orientações de posicionamento de membro superior e inferior. 

6. Mermaid

Alonga cadeia lateral e melhora o controle dos ombros. Nem sempre o paciente com AVE e outras disfunções conseguirá realizar. Muitas vezes quando ao tentar levar o braço oposto em direção a barra torre, sinta-se ‘travado’’.

7. Cat no Cadillac 

Descarga de peso, equilíbrio e fortalecimento. 

Muito útil e benéfico para desordens neurológicas, introduzir texturas (tapete emborrachado, existe de várias texturas diferentes), para apoio das mãos e pés, melhora propriocepção, que nesse tipo de desordem existe uma forte tendência a ficar diminuída ou exacerbada em alguns casos.

Como montar uma aula de Pilates para Disfunções Neurológicas? 

Em primeiro lugar, como já mencionamos anteriormente, não existe uma receita pronta. Cada aula necessita ser pensada. 

É extremamente importante para garantirá o sucesso da  reabilitação, a anamnese. Afinal, a avaliação é a base e início de todo tratamento. 

Então vamos lá! Abaixo listamos algumas dicas para te auxiliar na hora de preparar uma aula de Pilates para Disfunções Neurológicas.

  • Avaliação

Observar desalinhamentos, força muscular, o que foi preservado e o que está comprometido. Conversa olho no olho, exames recentes, medicamentos de uso contínuo, patologias associadas, feridas, traumas visíveis ou não, converse com a família, analise cada indivíduo como ÚNICO que é, e somos.

  • Identificar qual o objetivo primário da pessoa

Muitos dizem de forma generalizada: “quero melhorar”. Todavia, isso é geral demais, é importante saber o que pode melhorar e deixar  isso bem claro para a pessoa.

  • Bom senso e ética profissional

Pacientes com disfunções neurológicas já enfrentam muitas dificuldades. O que essa pessoa não precisa é de um profissional que o deixe com um psicológico pior do que ele já está. Claro que existem pessoas que nada abala a sua fé, mas são raras quando se trata de disfunção neurológica. 

  • Determinar o nível de controle motor, força, estabilidade, flexibilidade, habilidade, equilíbrio e tolerância para certas posições

Analisar quais as preferências do paciente e principalmente, entender que trata-se de um ser humano. Em determinados momentos será aquele turbilhão de sentimentos e confusões. Já tivemos paciente que no meio de um exercício desabou chorar, o que fizemos? Acalentamos, óbvio ! Abraço acalma a alma e em  momentos assim, palavras são desnecessárias.

  • Planejar e colocar no papel quais exercícios irá utilizar

Preferimos dividi-los por aparelhos e grupos musculares que serão trabalhados. Forma prática para não fadigar a musculatura do aluno e também, saber onde e quando progredir.  

  • Conhecimento da patologia do seu paciente

Combinações medicamentosas pode afetar diretamente o rendimento, de forma alguma devemos interferir no tratamento medicamentoso, mas, saber qual a ação e o que pode causar ao paciente é importante. 

Isso pode auxiliá-lo numa conduta mais vigorosa ou menos vigorosa, por exemplo. Pode ser que em alguns casos, o ganho de força muscular não aconteça, mesmo realizando um trabalho para essa finalidade, e isso poderá ser causado por medicamentos que o paciente toma diariamente.  

Conclusão

O Método Pilates é um programa completo de condicionamento físico e mental numa ampla esfera de exercícios potenciais.

O Pilates para Disfunções Neurológicas pode ser utilizado com o intuito de: alcançar ganhos de força muscular, controle neuromuscular, potência e resistência muscular e também, favorecer o funcionamento muscular equilibrado de toda cadeia cinética.

A eficiência do sistema neural e muscular permite que os agonistas, antagonistas, estabilizadores e sinergistas atuem de forma sinérgica na direção de gerar e diminuir forças, assim como estabilizar a cadeia cinética em todos os três planos de movimento.

O Método Pilates para pacientes com sequelas motoras apresenta resultados e melhoras significativas no equilíbrio, marcha e força muscular quando executado de maneira correta, segura e eficiente.

Recordando que os pacientes que apresentam sequelas neurológicas, a evolução terapêutica é em longo prazo. 



Este conteúdo apareceu primeiro em: Blog Pilates – O maior blog de Pilates do Brasil https://ift.tt/3fNN4Ir
via IFTTT

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Como usar Treinamento Funcional na reabilitação de seu aluno?

Sabemos que exercícios funcionais são excelentes para melhorar a condição física geral do paciente. E que além disso, podemos usar o treinamento funcional na reabilitação com muita eficiência.

Mas, para isso, é fundamental aplicar os conceitos do funcional aos exercícios corretivos de forma correta e eficiente.

Agora chegou a hora de entender como aplicar o treinamento funcional na reabilitação do seu aluno. Continue lendo para entender o que você deve usar ou evitar para cada caso.

Exercícios de Treinamento Funcional na reabilitação

Na verdade, podemos considerar a maioria dos movimentos usados no funcional como tipos de exercícios corretivos.

Eles são focados em melhorar o padrão de movimento usado nas atividades diárias, consertando disfunções do aluno. Isso mesmo quando estamos usando o funcional para treinamento de pessoas sem patologias.

Através do treinamento funcional na reabilitação conseguimos corrigir as compensações que o corpo realiza, seja por desequilíbrios musculares, lesões ou patologias.

Está na hora de esquecer a ideia de que essa modalidade só serve para melhorar as aptidões físicas de quem já está preparado para o movimento.

Um de seus principais benefícios para a reabilitação é a visão e trabalho global do corpo. Ao contrário de outras modalidades que trabalham com exercícios isolados, o treinamento funcional – assim como o Método Pilates – trabalha com o corpo de forma global.

Boa parte de seus exercícios são multiarticulares e em cadeia fechada, ideais para reabilitar um paciente lesionado.

Importância de trabalhar na Globalidade

Durante a reabilitação, precisamos ver o corpo inteiro do aluno em desequilíbrio, não apenas a parte que está lesionada.

Assim que uma região perde sua mobilidade por causa de dor, outra região ganha mobilidade para compensar.

Por isso, na maioria dos casos a articulação dolorida não é o local primário da lesão. Sabemos bem disso estudando a abordagem joint by joint.

Por causa desse esquema compensatório, encontramos diversas musculaturas e articulações com sua função alterada. E isso mesmo em locais, aparentemente, não conectados com o local da lesão.

Perceba que boa parte dos seus pacientes têm dificuldade em fazer alguns tipos de exercícios, mesmo usando áreas do corpo sem dor. Sempre gosto de usar o agachamento como exemplo porque ele realmente é excelente.

Algumas vezes encontramos pessoas que nos buscam por um problema no ombro, por exemplo, que mostram seus desequilíbrios quando tentam agachar.

Elas não têm mobilidade de tornozelo e quadril, portanto estão com a base do corpo comprometida.

Apesar de não estarem doloridas, essas articulações são essenciais para um bom padrão de movimento.

Com sua mobilidade comprometida, elas causam uma série de compensações que podem afetar áreas mais distantes. Isso é especialmente importante quando falamos da base do corpo, mas se aplica em todo o restante.

Precisamos fazer duas coisas para que o exercício corretivo funcione:

Em geral, o problema é um desequilíbrio muscular ou articular que pode gerar compensações.

Através do uso do treinamento funcional na reabilitação damos a oportunidade ao aluno de identificar e recuperar suas disfunções.

Ou seja, não estamos trabalhando para melhorar o condicionamento físico, deixá-lo mais atlético ou algo do tipo como alguns pensam ao falar de funcional. Estamos recuperando seu corpo.

Usando exercícios dentro do limite do aluno

Quer começar a usar o treinamento funcional na reabilitação? Nesse caso, está na hora de aprender a usar seus exercícios com segurança.

Primeiramente, lembre-se que está trabalhando com alguém com dores ou lesões. Se ele perceber que o exercício só o deixa mais dolorido pode se assustar logo na primeira aula e nunca mais voltar.

Assim, devemos respeitar seus limites. A dor é um dos principais indicadores que seu aluno está no seu limite. Nunca deixe que alguém faça exercícios que causam dor, seja na área lesionada ou não.

Também devemos tomar cuidado com o nível de dificuldade dos exercícios propostos.

Apesar de estar falando aqui do treinamento funcional na reabilitação, ele também tem diversos outros usos. O funcional possui movimentos que vão desde os mais simples até os mais avançados.

Decidir qual deles é adequado para seu paciente envolve também saber para qual nível de dificuldade ele está preparado.

Um exercício mais difícil ou complicado não é exatamente algo ruim. O desafio serve de motivação e mostra à pessoa como ela está evoluindo. Mas em excesso pode desmotivar ou até piorar o quadro da lesão.

Trabalhando a dor com Funcional

A dor é um alerta do corpo de que algo está muito errado. Quando o desconforto começa, a pessoa está com um sério desequilíbrio ou falta de alguma habilidade, como:

  • Força;
  • Flexibilidade;
  • Estabilidade.

Os desafios que mencionei no tópico anterior precisam ser muito bem planejados. Em exagero, eles aumentam a dor, especialmente quando o paciente não tem controle motor suficiente para fazer o movimento.

Preste atenção nas reações do aluno, se ele mostrar algum sinal de desconforto algo pode estar errado. Talvez aquele corpo simplesmente ainda não esteja preparado para evoluir.

Trabalhar com alunos com dor ou lesionados é bastante complicado. A dor e a lesão acabam com o controle motor e a propriocepção do indivíduo.

Portanto, estamos trabalhando com alguém que altera seus padrões de movimento para evitar a dor em todos os movimentos.

Se insistirmos em realizar o movimento que causa algum incômodo sem corrigir as compensações, ele vai se lesionar.

Por acaso já viu alguém saindo de uma aula de funcional dizendo que ficou com dor na coluna depois? É porque o instrutor não corrigiu sua postura e padrão de movimento nos exercícios.

Quem está utilizando o treinamento funcional na reabilitação deve começar sempre aliviando a dor e com exercícios preparatórios.

Aproveite esse momento inicial para corrigir sua postura, identificar fraquezas e fortalecer os músculos de base do corpo.

Assim, a pessoa torna-se capaz de enfrentar os excelentes desafios do funcional com segurança.

Começando a aplicar o Treinamento Funcional na reabilitação

Até agora dei alguns avisos e dicas preventivas para usar o treinamento funcional na reabilitação. Mas finalmente chegou a hora de aprender a aplicar modalidades nas suas aulas focando na recuperação do cliente.

Sempre recomendo começar a reabilitação de um aluno trabalhando as bases do corpo. No funcional isso é representado pelas musculaturas do Core.

Imagino que, se você já procurou exercícios funcionais em algum lugar, percebeu que existem dezenas de exercícios para Core, certo?

Começamos trabalhando o Core e músculos de base porque eles são essenciais para o movimento. E muitos podem se perguntar: “Mas Keyner, meu aluno tem lesão na cervical, ele precisa trabalhar as bases?” 

E eu respondo: “Com certeza! O primeiro motivo para isso é aliviar a dor e proporcionar  mais movimento.”

Já percebeu que alunos com dor aguda dificilmente conseguem trabalhar a área lesionada nas primeiras sessões?

Além de aplicar técnicas para alívio, como crioterapia e terapia manual, podemos aproveitar para fortalecer suas bases.

Com movimentos funcionais mais adequados, a pessoa já consegue perceber uma boa melhora no quadro álgico.

Conforme fortalecemos e ativamos as estruturas do Core, nosso paciente ganha percepção da postura. Assim, começa a corrigir alguns dos padrões errados que poderiam causar dor e melhora a estabilidade do corpo.

Além disso, nunca podemos esquecer que o corpo e suas musculaturas são interconectados. Estudos mostram que ao ativarmos musculaturas do “centro”, conseguimos uma ativação mais eficiente de músculos nas extremidades também.

Escolhendo o tipo de exercício adequado

Para ser mais didático, dividirei os exercícios funcionais em dois tipos aqui:

  • Fortalecimento;
  • Corretivos.

Sei que existem diversas habilidades que trabalhamos no funcional, mas falarei desses dois tipos inicialmente, porque eles estão muito relacionados à reabilitação.

Na hora de escolher exercícios de treinamento funcional na reabilitação, devemos escolher entre os corretivos e de força.

Realmente, o corpo precisa de fortalecimento para as articulações lesionadas. Mas ele também necessitam de correção dos padrões de movimento funcional, então por onde começar?

Compare esses dois tipos de treinamento com a dieta de alguém. Os legumes podem ser considerados os exercícios corretivos, enquanto os de força são a carne. Ambos os alimentos são necessários para a saúde, mas em quantidades diferentes.

Uma dieta balanceada contém os dois tipos de alimentos. Portanto, podemos considerar que o treinamento funcional na reabilitação também precisa usar os dois tipos de exercício.

Como você pode adivinhar quando comparo os exercícios corretivos aos legumes, eles são os que devem vir em maior quantidade inicialmente.

Chamo esses movimentos de corretivos porque eles tentam solucionar ou corrigir um padrão errado do paciente. Como seu aluno conseguiria realizar um exercício de força sem saber se movimentar corretamente?

Usando o treinamento funcional na reabilitação precisamos primeiramente encontrar e corrigir o problema de movimento. Só depois podemos investir mais em habilidades, como força e flexibilidade.

Depois da correção, o corpo está mais preparado e seguro, sendo capaz de realizar a atividade sem grandes riscos.

Ciclo do Treinamento Corretivo

Para conseguir aplicar o treinamento funcional na reabilitação corretamente, precisamos seguir um ciclo. Já falei a respeito do primeiro passo nesse artigo, que é encontrar o problema. Você consegue isso através de uma excelente avaliação.

Depois de descobrir os diversos desequilíbrios do corpo do nosso aluno, conseguimos começar a aplicar exercícios corretivos. 

Só depois que seus padrões de movimento forem corrigidos chega a hora de utilizar trabalhos específicos para força e outras habilidades funcionais.

Durante o treinamento de habilidades, ainda é necessário balancear o uso de exercícios de estabilidade e mobilidade. Um corpo estável demais desenvolve rigidez, um corpo móvel demais desenvolve lesão.

É exatamente por isso que utilizamos tanto a abordagem articulação por articulação no treinamento corretivo.

Conclusão

Tendo um excelente conhecimento sobre as necessidades primárias de cada articulação você consegue prescrever os exercícios mais adequados.

Assim como acontece com as cadeias musculares, desequilíbrios articulares geralmente afetam diversas partes do corpo.

Sabe por que recomendo trabalhar tanto mobilidade quanto estabilidade? Porque a rigidez já é um problema extremamente comum na nossa sociedade.

Atualmente, boa parte das pessoas ficam sentadas muitas horas por dia. Além de causar tensões musculares importantes, essa posição proporciona rigidez de articulações importantes, como quadril e torácica.

Dessa forma, podemos considerar que a maioria dos pacientes lesionados ou com dor têm rigidez em alguma articulação. É claro que não basta focar somente na articulação ou musculatura acometida pelo problema.

Já falei e repito, precisamos trabalhar o corpo inteiro ao usar o treinamento funcional na reabilitação. Ignorar essa ideia seria tirar uma das principais vantagens de trabalhar com funcional.



Este conteúdo apareceu primeiro em: Blog Pilates – O maior blog de Pilates do Brasil https://ift.tt/3abLUFk
via IFTTT

Os 4 melhores exercícios para tratar Dor Lombar

Dor lombar crônica é uma ocorrência tão comum nos Studios que a maioria dos profissionais já está acostumado com ela. Mesmo assim, nem sempr...