quarta-feira, 4 de novembro de 2020

MAT Pilates como aliado na busca da tão sonhada flexibilidade

Pensando em um tema para escrever meu primeiro artigo para o Blog Pilates, resolvi buscar inspiração na minha própria experiência. Pratiquei Ballet por alguns anos na minha infância e adolescência, e confesso, sempre fui fascinada pela flexibilidade das grandes bailarinas. 

Anos depois, ainda na graduação, tive o primeiro contato com o Método Pilates durante meu primeiro curso de MAT, e para minha felicidade, encontrei algo que realmente me aproximou daquele universo e permitiu conquistar novamente minha flexibilidade perdida, após o fim da minha breve carreira de bailarina.

Hoje, como profissional, percebo que o encantamento pela flexibilidade, motiva grande parte dos pacientes que procuram atendimento e buscam conquistar essa habilidade através do Método.

Por isso, resolvi mostrar nesta matéria como a modalidade MAT Pilates pode ser um ótimo aliado e colaborar para a conquista da flexibilidade. Vamos lá?

Mas afinal, o que é a flexibilidade?

De acordo com Ghorayeb & Barros (1999), a flexibilidade é a amplitude máxima passiva fisiológica de um determinado movimento. Ela pode ser definida como a capacidade da estrutura muscular se estender, sem danos, ferimentos ou lesões. 

É determinada, não só pela extensibilidade do músculo, mas também pelas outras estruturas articulares, como a cápsula articular, ligamentos e tendões. 

Na prática, a maioria dos pacientes busca se beneficiar pelo ganho de amplitude dos movimentos, alívio de dores e aumento da funcionalidade nas suas atividades diárias. 

Quais os tipos de flexibilidade?

Ela pode ser dividida em flexibilidade estática, que se refere ao grau máximo que uma articulação pode ser movida passivamente. 

Ou dinâmica, que é a amplitude máxima que uma articulação pode ser movida através de uma contração muscular ativa feita pelo próprio paciente.

Quais são os benefícios proporcionados pela flexibilidade?

Abaixo listei alguns benefícios proporcionados pelo ganho de flexibilidade:

  • Melhora a postura corporal;
  • Melhora a qualidade dos movimentos; 
  • Diminui o risco de lesões; 
  • Melhora funções respiratórias;
  • Retarda o surgimento de fadiga muscular, acelerando a recuperação dos tecidos. 

Os pacientes geralmente relatam ainda, sensação de relaxamento, diminuição do estresse e de tensões nervosas, além do alívio de câimbras.

Na prática clínica, observo grande melhora na mobilidade, ajudando a liberar movimentos que antes estavam “bloqueados”, reduzindo tensões musculares e articulares, contribuindo muito para a prática das atividades de vida diária dos pacientes, devolvendo sua funcionalidade.

Quais fatores influenciam na flexibilidade?

Idade: teoricamente, quanto mais velha a pessoa fica, menor será sua flexibilidade, devido às mudanças relacionadas ao processo de envelhecimento, em especial as alterações do sistema musculoesquelético. 

As cápsulas articulares e os ligamentos sofrem alterações com o passar dos anos, tornando-se mais rígidos, consequentemente, o enrijecimento das cápsulas e dos ligamentos causa efeito direto sobre a extensão e qualidade dos movimentos, deixando-os mais lentos, imprecisos ou descoordenados, comprometendo, como consequência, toda amplitude do movimento.

Sexo: as mulheres possuem tecidos menos densos, por isso geralmente são mais flexíveis do que os homens.

Individualidade corporal: o grau de flexibilidade pode variar de pessoa para pessoa, independentemente da idade ou sexo, devido a fatores genéticos e hereditários.

Tônus Muscular: o aumento do tônus muscular pode prejudicar a flexibilidade.

Temperatura Ambiente: normalmente o frio reduz a capacidade elástica do músculo, assim como temperaturas altas tendem a relaxar a musculatura e podem aumentar a flexibilidade.

Horário: ao acordar, nosso corpo está em uma condição de “repouso” e isso faz com que os componentes da musculatura e das articulações estejam em sua forma mais próxima do original; isto pode ocasionar resistência em movimentos de maior amplitude. 

Com o passar do dia, a flexibilidade pode atingir níveis melhores, mais próximos da normalidade.

Além disso, a flexibilidade pode ser reduzida pela falta de atividade do indivíduo; assim como a prática regular de exercícios de MAT Pilates, por exemplo, pode aumentá-la.

O Método Pilates

O Método foi criado pelo alemão Joseph Pilates, no início de 1920, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos seus praticantes. Ele acreditava que era possível utilizar nosso corpo como mediador do desenvolvimento físico e mental. 

A prática abrange exercícios de alongamento, fortalecimento e mobilidade, que podem ser realizados em aparelhos específicos desenvolvidos pelo próprio Joseph ou no MAT (solo).

O sistema de exercícios criados por Joseph trabalha movimentos corporais com base em seis princípios: concentração, respiração, centralização, fluidez, precisão e controle, procurando dessa forma, integrar corpo e mente. 

O Método se difere das modalidades comuns porque é sustentado nesses princípios, e prioriza a integridade óssea, muscular e ligamentar dos seus praticantes. 

Ele permite que os pacientes realizem os movimentos de maneira segura, com baixo impacto, reduzindo possíveis compensações e mecanismos de lesão. Além de promover alívio de dores, melhora da postura, aumento de força, maior controle muscular, aumento da circulação e flexibilidade.

O que é o MAT Pilates?

Como mencionei anteriormente, ele engloba os exercícios que são realizados no solo, podendo utilizar ainda alguns acessórios

Diferente dos exercícios realizados nos aparelhos, onde existe a “ajuda” de molas e alças que de certa maneira “facilitam” na execução dos movimentos, no MAT não temos essa ajuda. 

Sendo assim, os exercícios dependem da própria força do corpo, mais a ação da gravidade, exigindo um pouco mais do praticante, tornando os movimentos mais difíceis de serem realizados.

Uma vez que o MAT Pilates requer mais dos pacientes durante a realização dos movimentos, sua execução garante um ganho maior de força muscular, flexibilidade e equilíbrio, tornando os exercícios mais complexos e desafiadores. No entanto, com essas características, os resultados podem ser adquiridos de forma mais rápida.

Exercícios de MAT Pilates para ganho de flexibilidade

1.    Roll Over

exercicio-roll-over

Execução: em decúbito dorsal, membros superiores estendidos ao lado do tronco e quadris flexionados em 90º. Eleve os membros inferiores acima da cabeça, tentando tocar os pés no solo. Retorne à posição inicial desenrolando a coluna.

2. Roll Up

Execução: em decúbito dorsal, membros superiores acima da cabeça, membros inferiores estendidos e alinhados com os tornozelos unidos e pés em dorsiflexão.

Enrole a coluna lentamente, levando o queixo em direção ao peito, elevando o tronco, direcionando os membros superiores para frente o mais distante possível. Desenrole a coluna de forma controlada até retornar à posição inicial no MAT.

3.  Single Straight Leg Strech

exercicio-para-flexibilidade-Single-Straight-Leg-Strech

Execução: em decúbito dorsal, eleve ligeiramente o tronco, retirando as escápulas do MAT. Flexione um quadril até conseguir encostar as mãos próximas ao tornozelo. O membro inferior contralateral deve perder o contato com o solo, mantendo a extensão de joelho. Faça o movimento de troca alternada dos membros inferiores.

4. Open Leg Rocker

Execução: sentado sobre os ísquios, com os calcanhares próximos ao quadril, joelhos flexionados e afastados na largura dos ombros, as mãos irão segurar os tornozelos ou calcanhares e a coluna estará flexionada em “C”, com abdômen contraído e escápulas alinhadas. 

Inspirar, e ao expirar estender os joelhos para o alto promovendo o alongamento axial da coluna e acionando o centro de força. Inspirar novamente rolando para trás – com controle do movimento nesta etapa – e, ao expirar, subir o tronco sem soltar o apoio das mãos nos membros inferiores e sem flexionar os joelhos, voltando à posição intermediária. Nesse caso não retornaremos à posição inicial.

Conclusão

Como diria nosso querido Joseph Pilates ”A arte do Pilates prova que a sua idade não é medida em anos, ou como você acha que você se sente, mas sim pela flexibilidade normal da sua coluna ao longo da sua vida”.

Sendo assim, eu convido você que está lendo esse artigo, a se permitir experimentar e se beneficiar praticando esse Método incrível! 

O MAT Pilates tem um amplo repertório de exercícios, que podem ser realizados de maneira simples, em qualquer lugar, sem necessitar de grandes investimentos. São exercícios livres, que trabalham de forma integrada corpo e mente, permitindo infinitas possibilidades de estimular nosso corpo, a fim de conquistar músculos mais flexíveis, que nos permitam viver com mais qualidade de vida e maior funcionalidade.

“Se um jovem tem 20 anos e está encurtado, é um velho. Porém se tem 60 anos com flexibilidade e força, é um jovem” – Joseph Pilates.



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terça-feira, 3 de novembro de 2020

DIÁRIO PÓS-PARTO | CESÁREA X PARTO NORMAL

Quer saber quais as principais diferenças entre o pós-parto da minha cesárea X parto normal natural? Nesse vídeo eu falei sobre as mudanças no corpo, emoções, resguardo e muito mais!

Liam está com quase um mês e começamos uma série de vídeos e posts sobre o pós-parto. Inicialmente, vou contar detalhes da minha experiência e perspectiva sobre o pós-parto normal em comparação com a cesárea.

Anne Liv está com quase três anos e a minha experiência com a chegada dela foi uma emocionante cesárea de emergência. Já a chegada do Liam, foi um emocionante parto natural e na água, do jeito que sempre sonhei.

Sinceramente, uma das minhas expectativas em relação ao parto natural era que fosse algo profundo e intenso, e sim, foi bastante. Mas vamos falar de como foi a recuperação.

Processo de recuperação – cesárea X parto normal

Pós-parto imediato

Eu esperava que fosse me recuperar como algo instantâneo, sabe aqueles relatos de mães que já saíram caminhando e deram banho no bebê e tudo mais? Comigo não foi bem assim. É claro que a recuperação pós-parto natural foi bem melhor e vamos falar das sensações que eu senti.

Logo depois que o Liam nasceu, eu lembro que fiquei tremendo por muito tempo, devido a questões hormonais. Mas na cesárea, eu também tremi bastante por conta da anestesia e realmente é algo muito desconfortável porque foge ao nosso controle.

Outro ponto interessante é que mesmo tendo a pressão mais baixa eu tive apenas um mal estar ao me levantar e tomar o meu primeiro banho, que aconteceu quase uma hora depois do parto.

Alta hospitalar

Na experiência da cesárea foram três dias de internação, devido às complicações e tudo que aconteceu. Dessa vez, como ele nasceu a noite nós ficamos duas noites para poder esperar até o dia seguinte para ter alta e não tive pressa para ir embora.

A parte mais chata

Eu senti bastante desconforto com os pontos que precisaram fazer devido a laceração. Achei bem chato a parte da higiene, já que depois de usar o banheiro é preciso lavar, não pode usar papel para evitar infecção ou algo do tipo.

Fazendo um comparativo entre os pontos de laceração e os pontos de cesárea, como foi uma cesárea de emergência acredito que sofri um pouco mais. Naquele contexto, lembro que fiquei muito debilitada, tinha dificuldades para coisas básicas como levantar e me deitar, mesmo depois de um tempo sentia incômodo com a sensação dos pontos.

O corpo

Eu pensava que a volta do corpo após o parto normal seria muito mais rápida. Só que não. Está exatamente igual. Mas quer saber de uma coisa, a gente às vezes fica muito sugestionada com essa questão de corpo e o que realmente importa é que eu estou bem, meu filho também, então precisamos descontruir esse foco na imagem e dar atenção ao que realmente importa.

Emocional

Pelo susto e gravidade que foi o parto da Liliu, eu fiquei muito abalada emocionalmente e com muito medo. Dessa vez, depois de um parto natural do jeito que eu sonhei, foi bem diferente. Senti uma energia diferente, uma certa potência, e isso impactou nos meus dias em casa, pois me senti mais disposta, foi infinitamente melhor dessa vez. No entanto, acredito que isso tem a ver com a minha realização mesmo, por ter conseguido viver essa experiência de modo pleno e seguro.

Lóquios

Lóquios são aqueles sangramentos pós-parto e nas duas experiências senti que foi tudo igual. Percebo um pouco de diferença porque o Liam mama mais, e quando o bebê mama o útero se contrai e acaba expulsando o sangue que ainda ficou, às vezes percebo uns picos com um maior volume de sangue, que logo passam. Na primeira experiência foi algo mais contínuo e menos prolongado.

Resguardo de cesárea X parto normal

Aqui falamos do período em que temos vários cuidados, mas principalmente, da abstinência de relação sexual. Lembro que após a cesárea foram 40 dias antes de voltar a ter relação e as primeiras experiências foram bem dolorosas e desconfortáveis. Dessa vez, foi um pouco diferente, não serão apenas 40 dias de abstinência, mas 60 dias, por conta dos pontos de laceração. A cicatrização está indo super bem, mas ainda preciso esperar um pouco mais e depois conto para vocês como foi.

Enfim, ainda temos muito para falar ainda sobre essas duas experiências e eu espero que vocês tenham gostado desse post. Compartilhem suas experiências nos comentários que eu adoro saber.

Aqui estão outros posts que vocês podem gostar:

Relato de parto da Anne Liv

Relato de parto normal após cesárea

Beijos,

Ju

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Primeiro mês do bebê: saiba o que esperar

Você está esperando um bebê ou tem um recém-nascido? Nessa fase, é superimportante saber o que esperar do primeiro mês do bebê – tanto em relação à rotina e cuidados quanto em relação ao desenvolvimento. Para isso, eu uso um app muito legal chamado Kinedu desde a gestação da Anne Liv, e agora estou usando com o Liam também!

O Kinedu é uma mão na roda para estimular e acompanhar o desenvolvimento dos nossos pitucos, não só no primeiro mês do bebê, como até os 48 meses! Eu amo e super recomendo!

Clique AQUI para baixar GRÁTIS o Kinedu para iPhone ou Android!

Dito isso, vamos falar um pouco sobre o desenvolvimento do bebê nessa fase!

Marcos do desenvolvimento no primeiro mês no bebê

No primeiro mês do bebê, você vai observar marcos relacionados à postura, ao desenvolvimento dos sentidos e aos reflexos primitivos. São eles:

Postura do bebê

  • Seu bebê fica com os braços e joelhos flexionados.
  • Ele mantém as pernas ligeiramente abertas quando está deitado de barriga para cima.
  • Ele fica com as mãos fechadas.
  • Ele sorri como um reflexo (por exemplo, quando está dormindo).

Reflexos do recém-nascido

  • Se você colocar o seu dedo na mão dele, ele fecha a mão ao redor do seu dedo (é o chamado reflexo de preensão).
  • Quando ele se assusta, joga a cabeça para trás, estica os braços e as pernas e, depois, encolhe-os contra o peito (é o chamado reflexo de Moro, e acontece frequentemente quando você vai colocar o seu bebê no berço).
  • Quando você pressiona o pé do seu bebê, o dedão dele levanta, enquanto os outros dedos se esticam (é o chamado reflexo de Babinski).
  • Ele começa a sugar automaticamente quando alguma coisa toca o palato dele (é o chamado reflexo de sucção).
  • Se você tocar a bochecha dele, ele vira o rostinho em direção ao toque e abre a boca (é o chamado reflexo de busca).

Baixe GRÁTIS o Kinedu e acompanhe o desenvolvimento do seu bebê!

Desenvolvimento dos sentidos

  • O bebê se assusta com ruídos altos.
  • Ele reage ao seu toque.

No Kinedu, você assinala os marcos do desenvolvimento do seu bebê no momento de criar o perfil e depois de realizar as atividades com o seu pituco. Aliás, essa avaliação inicial foi feita em parceria com a Universidade de Stanford, e saber que é um app sério e baseado na ciência faz toda a diferença para nos deixar mais tranquilos aqui em casa, rs!

Com esses marcos preenchidos, além de o seu plano de atividades ficar personalizado de acordo com as necessidades únicas do seu bebê, você também consegue ver como está o progresso dele em relação a outras crianças da mesma idade. É sempre importante ter em mente que cada criança se desenvolve no seu próprio ritmo, mas isso permite que a gente identifique se está tudo certo com o desenvolvimento dos nossos filhos para poder comunicar o pediatra e fazer uma intervenção precoce, se necessário.

Rotina no primeiro mês no bebê

Fiz um post e um vídeo super completos sobre a rotina com recém-nascido, mas trouxe aqui um resumo para você ter uma noção do que esperar no primeiro mês do bebê:

  • Seu bebê vai dormir muito: em média, 16 horas por dia. É importante que ele não durma muito menos do que isso (pois ele precisa de descanso e de todos os benefícios do sono) e nem muito mais do que isso (pois ele também precisa de estímulos para se desenvolver).
  • Ele vai mamar bastante. O Liam acorda mais ou menos de 2 em 2 ou 3 em 3 horas para mamar.
  • Ele vai precisar arrotar depois de mamar. Você pode fazer o bebê arrotar acima do seu ombro, deitado de bruços no seu colo ou sentado no seu colo.
  • Ele vai tomar muitos banhinhos. Se seu bebê nasceu no hospital, é provável que a enfermeira já tenha ensinado como dar o banho, mas lembre-se sempre de garantir também a higiene do coto umbilical a cada troca de fralda.
  • Serão muitas trocas de fralda: no primeiro mês do bebê, ele irá molhar por volta de 6 fraldas e sujar de 1 a 4 fraldas por dia.
  • Ele terá cólicas. As cólicas são muito comuns até o 3 ou 4 mês de vida, pois o aparelho digestivo ainda está amadurecendo e se adaptando à digestão do leite.
  • Vale a pena deixar o bebê de bruços. Essa é a minha dica para incluir na sua rotina, porque ajuda a fortalecer os músculos do bebê. O famoso tummy time pode ser feito desde o nascimento, desde que o seu bebê não tenha acabado de mamar ou esteja com sono. Vários bebês não curtem ficar nessa posição, então eu recomendo que você dê uma olhada nas atividades do Kinedu que facilitam esses momentos!

Gostou de saber sobre como é a rotina no primeiro mês do bebê e o que esperar nessa fase? Aproveite para baixar grátis o Kinedu e acompanhar o desenvolvimento do seu bebê!

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Rotina com recém-nascido: primeiros dias do bebê

7 dicas para mães de recém-nascido

O app que os pediatras recomendam

Como foi ou está sendo o primeiro mês do seu bebê? Deixa aqui nos comentários, vamos trocar experiências!

Beijos com amor,

Ju e Kinedu

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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Tratamento de cervicalgia: princípios úteis para suas aulas

A dor cervical é um mal comum, especialmente em uma sociedade de sedentários com má postura. Por isso o tratamento de cervicalgia é importantíssimo para garantir o bem-estar e qualidade de vida dos nossos alunos.

A dor começa como um incômodo durante o trabalho, até que a pessoa tenta dar uma alongada, melhorar a postura, mas nada funciona. Com o tempo a dor evolui, torna-se limitante, deixa o trabalho insuportável, então a pessoa procura um médico e descobre alguma condição afetando a cervical. 

Se você trata de alunos com dor cervical com frequência nos responda: você sabe o que faz um bom tratamento? Caso a resposta seja não, recomendamos que continue lendo esse artigo! Separamos alguns princípios que te ajudarão a fornecer um tratamento de cervicalgia completo e com ótimos resultados para seus alunos.

Falaremos um pouco sobre as bases de sustentação que precisamos trabalhar, musculaturas e regiões que influenciam na dor. Quer aprender tudo isso e ainda um pouco a mais? Continue lendo.

Bases de sustentação para tratamento de cervicalgia

O corpo é um complexo organismo cheio de partes interdependentes. Percebemos isso através do comportamento das cadeias musculares e das fáscias, sempre que existe uma tensão ela se espalha pela cadeia e afeta outras regiões.

Falamos tudo isso para mostrar uma verdade simples, mas muito esquecida: nenhum problema fica isolado na região cervical.

Quando o aluno entra no seu Studio reclamando que está com dor você pode ter certeza que existem problemas relacionados e tensões espalhadas pelo corpo. Elas podem variar de caso para caso, mas estarão lá. 

Com tantas tensões e desequilíbrios espalhados fica a dúvida, o que trabalhar primeiro? É simples, começamos pelas bases e aos poucos vamos evoluindo.

Existem algumas regiões que servem de base de sustentação da coluna cervical. Sem elas seu tratamento falha porque o corpo é incapaz de sustentar os movimentos e manter a estabilidade e mobilidade da coluna. Elas são:

  • Primeira base: complexo da cintura escapular;
  • Segunda base: região do transverso do abdômen;
  • Base principal: glúteo e membros inferiores.

Precisamos trabalhar coxa, glúteo, escápula, abdômen, todas as bases para obter melhora no quadro.

Com o auxílio dessas regiões, a cervical do aluno estará bem sustentada e pronta para trabalhos isolados e específicos para cervical. Trabalhando as bases também conseguimos melhorar a postura, que está entre uma das grandes causadoras das dores cervicais.

Nossa recomendação é sempre evitar segmentar o corpo durante o tratamento de cervicalgia. Talvez seja necessário usar um ou outro exercício isolado para cervical, mas a maior parte da sessão não deve ser isolada. 

Estamos tratando uma pessoa, não uma coluna cervical sozinha. Prepare sua aula pensando na globalidade do corpo e não em um problema específico da coluna cervical, o que limitaria suas opções.

Musculaturas geralmente comprometidas nos casos

Cada caso que encontramos no Studio é único, apesar disso existem algumas musculaturas que costumam estar comprometidas na cervicalgia. Chamamos essas regiões de vilões visíveis e invisíveis, sendo os visíveis aqueles que quase todo mundo lembra.

Existe uma diferença em importância entre eles? Não, precisamos trabalhar tanto vilões invisíveis quanto visíveis no tratamento de cervicalgia. O que você precisa é não esquecer os vilões invisíveis e incluí-los no seu planejamento de aula.

Os vilões visíveis recebem mais foco durante o tratamento por estarem sempre mais evidentes nos pacientes com cervicalgia. O que quer dizer que raramente são esquecidos, mesmo assim vale à pena conferir alguns deles:

  • Trapézio superior, médio, inferior;
  • Masseter;
  • Musculatura do pescoço;
  • Cintura escapular.

Os vilões invisíveis costumam ser ignorados apesar do seu papel essencial no tratamento. Frequentemente as fáscias e musculaturas que vou mencionar são ignoradas completamente em nossos pacientes. 

Sabemos que esquecer de trabalhar uma região desequilibrada é a melhor maneira de errar no tratamento ou deixar que a dor retorne mais tarde. Por isso é importante relembrar essas áreas e ainda mais importante trabalhá-las em aula.

Fáscia Craniana

Um paciente com cervicalgia terá diversos pontos de tensão localizados no crânio, o mesmo acontece em pacientes com enxaqueca e até sinusite. 

A maioria são pontos gatilhos latentes, fazendo com que sejam difíceis de identificar e tratar. Mesmo assim eles estão lá e muito tensionados, causando praticamente o mesmo problema que um ponto gatilho ativo.

Ao começar o trabalho com um paciente com cervicalgia busque cuidadosamente os pontos espalhados pela fáscia craniana. Depois realize uma boa liberação miofascial e o que for necessário para liberar esses pontos de tensão. 

Está com dificuldades de encontrar os pontos? Realize um teste simples buscando com as mãos ao longo da fáscia e perceba as regiões que estão mais tensas.

Pode até fazer esse teste em você mesmo caso sofra de dores cervicais, apalpe a fáscia craniana e perceba a tensão. É nessas regiões que encontrará os pontos gatilhos que precisam de liberação.

Globo Ocular

Os antigos falam que os olhos são a porta da alma. Talvez eles não consigam te levar até a alma do seu paciente, mas são entradas sensoriais importantes para seu corpo. 

Problemas relacionados a eles causam dificuldades em outras partes do corpo e a coluna sofre em especial. Mesmo que muitas vezes esquecemos que os olhos influenciam muito a postura e, lembrem, a postura influencia nas dores cervicais.

Alguns alunos possuem algum tipo de desvio no olhar, o que força uma adaptação da cabeça. Ele inclina a cabeça para o lado, corrigindo o desnível e melhorando sua visão. Mas essa é uma solução temporária que a longo prazo só piora a situação do aluno. Com o tempo a cervical começa a sofrer pela compensação e desenvolve dores.

Fique muito atento a características do olhar do seu aluno. Eventualmente você identificará um problema que é impossível de corrigir somente com o movimento. 

Nesse caso encaminhe o aluno para um oftalmologista que te ajudará a corrigir o desvio no olhar. Após a correção conseguiremos consertar os desequilíbrios causados pela compensação e realizar o tratamento de cervicalgia.

Referência visual nos exercícios

O globo ocular será importante para a realização de qualquer movimento. Ele é interligado à região cervical em especial graças à uma conexão de músculos e fáscias. 

Duvida do quê estamos falando? Faça o teste abaixo para ver como o olhar muda completamente um movimento.

  1. Olhe para um ponto fixo à sua frente;
  2. Comece a movimentar a cabeça para cima e para baixo, mova os olhos na mesma direção do movimento;
  3. Continue a mover sua cabeça para cima e para baixo, mas agora mova os olhos na direção oposta do movimento.

Ficou desconfortável com a última parte do teste? O olhar direciona os movimentos do corpo, por isso é tão importante orientar o aluno sobre sua direção nos exercícios. Esse é o referencial de movimento de seus alunos.

Falando em referencial, temos outro caso um pouco complicado de problemas relacionados ao olhar: alunos com óculos. 

O ideal é que esses alunos mantenham o acessório durante a aula inteira para evitar mudar o referencial. Só peça para seu aluno retirar os óculos quando existir risco de caírem ou de danificar o acessório.

Outra possibilidade é pedir que o aluno adote o uso de lentes de contato para a aula.

Peitoral Menor

O peitoral menor costuma estar ligado a tratamentos de dores nos ombros, ele é um dos responsáveis pela rotação dessa articulação. Também devemos lembrar que pacientes com cervicalgia costumam apresentar tensão no peitoral menor.

A tensão se espalha, levando a ainda mais tensão na região do trapézio, músculos Psoas, diafragma e, claro, cervical. Com o peitoral menor tensionado os movimentos da cintura escapular inteira ficam prejudicados.

Esses vilões invisíveis são importantíssimos no tratamento de cervicalgia e te ajudam a resolver o problema de maneira definitiva. 

Deveremos trabalhá-los juntamente aos vilões invisíveis e de preferência usando exercícios globais. Todas as regiões do corpo estão interligadas e deverão ser corrigidas para um bom tratamento.

Como a Escápula influencia no tratamento de cervicalgia

Acabamos de mencionar o peitoral menor e sua influência na coluna cervical. Assim como o peitoral menor, a escápula geralmente recebe mais atenção nos tratamentos de ombro, apesar de estar bastante relacionada com a cervical. Essa relação está mais presente quando pensamos no serrátil, que influencia muito o tratamento de dor cervical.

O serrátil é um excelente estabilizador de ombro que mantém as escápulas no gradil costal. Se estiver funcionando bem teremos movimentos eficientes da articulação do ombro e das escápulas. Mas quando ele estiver enfraquecido teremos movimentos de ombro prejudicados e tensões espalhadas para a coluna cervical.

Agora lembre-se que o serrátil não é o único estabilizador do ombro, ele trabalha juntamente ao oblíquo interno e externo. O melhor é realizar um trabalho de serrátil e oblíquos para fazer com que a sustentação da cintura escapular seja mais forte e, consequentemente, a cervical fique também mais estabilizada.

Diagnóstico através do conhecimento de dermátomos e miótomos

Muita gente viu dermátomos e miótomos pela última vez na faculdade de fisioterapia ou em algum artigo científico que estava lendo. Eles costumam estar distantes da prática, tão distantes que é comum esquecer deles completamente. Mesmo assim podemos usá-los no diagnóstico de pacientes com cervicalgia e facilitar o tratamento.

Miótomos estão relacionados à região motora, já dermátomos estão relacionados  região sensitiva. Dependendo do caso do nosso aluno ele terá alguns sintomas diferentes como formigamento em algumas partes do corpo ou dificuldade em alguns movimentos.

Analisando esses sintomas conseguimos entender qual região da coluna cervical está mais comprometida ou lesionada. 

Veja abaixo essa relação até a altura de C8, já que é até ela que vamos com a enervação para casos de cervicalgia.

  • Região de C1: flexão cervical superior (movimento do aceno com a cabeça);
  • Região de C2: extensão cervical superior (musculatura profunda), região occipital;
  • Região de C3: flexão lateral da coluna, fasce lateral do pescoço;
  • Região de C4: elevação da cintura escapular, região da clavícula e levantador da escápula e trapézio;
  • Região de C5: abdução do ombro e rotação externa, região do dermátomo: deltóide lateral e região ântero lateral do braço;
  • Região de C6: flexão de cotovelo e extensão do punho. Fasce lateral do braço até o polegar;
  • Região de C7: extensão do cotovelo e flexão do punho. Fasce posterior do braço e antebraço até o dedo médio;
  • Região de C8: extensão do polegar desvionar. Metade distal do antebraço até a borda do dedinho.

Conclusão

O tratamento de cervicalgia é mais complexo do que alguns de nós pensam. A cervical não é uma região isolada do corpo, na verdade ela está muito conectada com suas bases e musculaturas da cintura escapular. 

Se quisermos um tratamento que funcione e livre o aluno da dor definitivamente precisaremos lembrar disso.

Dá para resumir o sucesso de um tratamento para dor cervical a uso eficiente de exercícios globais. Trabalhar todo o corpo de maneira inteligente nos ajuda a trabalhar a coluna cervical melhor, fortalecendo e reabilitando a região.

Gostou dessas dicas para um bom tratamento de cervicalgia? Aproveite para se inscrever na Newsletter do Blog Pilates e receber atualizações direto no seu e-mail. E caso tenha ficado alguma dúvida, comente aqui embaixo!



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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Como incluir o Pilates para Crianças nos Studios?

*Este conteúdo é científico e pode ser utilizado para pesquisas*

Pilates é um Método completo de condicionamento físico que engloba o fortalecimento dos músculos mais profundos aos superficiais, alinhamento postural e ganho de flexibilidade. Estas são características comuns nessa metodologia que ganhou força no Brasil e no mundo.

A metodologia de Joseph Pilates carrega sua essência e recruta adeptos de todos os perfis devido a sua capacidade de adaptação às aulas. Seja para reabilitação ou condicionamento físico, o Pilates se torna uns dos treinamentos mais procurados em studios convencionais e academias. 

Seu leque de exercícios clássicos é vasto e as novas linhas também apresentam possibilidades diversas de exercícios isolados, combinações com acessórios, movimentos acrobáticos e aparelhos suspensos.

“A Contrologia desenvolve o corpo uniformemente, corrige a má postura, restaura a vitalidade física, revigora a mente e eleva o espírito. Na infância, com raras exceções, aproveitamos os benefícios de um desenvolvimento físico natural e normal” (Pilates & Miller, 2010, pg 121).

A abordagem do Mestre Joseph Pilates aqui enfatiza que, raramente iremos ter um crescimento saudável sem estímulos corretos e exercícios apropriados para esta fase. A aplicabilidade do Pilates para crianças era um dos seus desejos quando relatava sobre os benefícios dessa prática.

Tudo isso é certamente atrativo ao público infantil! A abordagem do Pilates para crianças vem ganhando representatividade aos poucos, e o espaço que apresentar este atendimento diferenciado ganhará mais visibilidade, exclusividade e lucro!

Benefícios do Pilates para Crianças na infância

Pais e familiares buscam hoje possibilidades de treinamentos seguros, divertidos e benéficos para o crescimento saudável de seus filhos. O Pilates para crianças além de ser uma atividade altamente segura, ela também é preventiva.

Você sabia que durante a infância as crianças podem apresentar diversos desvios posturais e que toda sobrecarga vivida nessa fase pode acarretar danos na sua vida adulta?

Sim, a falta de estímulos corretos na infância traz inúmeros prejuízos a vida futura dessa criança. O que acarreta também no aumento do índice de adultos sedentários, obesos e com dores crônicas.

Estudos relatam que promover a prática de atividades físicas na infância e na adolescência significa estabelecer uma base sólida para a redução da prevalência do sedentarismo na idade adulta, contribuindo então para uma melhor qualidade de vida.

O Pilates para crianças é hoje mais uma opção de atividade física específica para as crianças, que proporciona melhora no seu desenvolvimento motor, cognitivo e social.

Mas como iniciar a prática de Pilates para Crianças dentro dos Studios?

Primeiro é necessário o profissional do movimento se atualizar e especializar no público abordado. Lidar com crianças exige do instrutor “jogo de cintura” e muito conhecimento sobre seu desenvolvimento. Dessa forma, o profissional se sentirá qualificado para esta inclusão.

Inserir as crianças nos Studios não demanda ao profissional investimentos extras! Você poderá aproveitar de sua estrutura atual para esta nova abordagem. Mas tenha no ambiente bolas de diversos tamanhos e cores, bexigas, cordas, etc.

Separe suas turmas Kids por faixas etárias. Faz-se necessário uma abordagem diferente a cada idade. Em geral, separar turmas de 4 à 6 anos, de 7 à 9 anos e de 10 à 12 anos é primordial para uma boa condução do Método de forma motivacional e atrativa.

Essas são dicas iniciais e primordiais para iniciar a prática do Pilates para crianças em seu espaço.

Quais as vantagens de aplicar o Pilates para crianças?

As vantagens são inúmeras! Para o profissional, conduzir este Método tão sério com um público tão intenso pode parecer impossível, mas não é! Lidar com crianças é mais simples do que parece. Torna-se também prazeroso por diferentes motivos:

  • Público fiel: crianças criam laços muito fortes com pessoas que fazem parte do seu ciclo de crescimento;
  • Quebra de rotina: o atendimento do Pilates para crianças traz ao profissional novos desafios. Tornar sua aula de Pilates atrativa a este público é o primeiro deles. Por isso, busque especializações e atualizações que te proporcionam diferentes estratégias para esta nova condução do método;
  • Investimento 0: para a atuação com crianças não se faz necessário a compra de outros aparelhos ou acessórios. Você pode utilizar de todos os artifícios já existentes no seu studio;
  • Exclusividade: poder atuar com o máximo possível de perfis dentro do seu espaço traz credibilidade a você e ao seu studio. Torne-se referência no tema! Busque este diferencial!

Existem exercícios preferidos pelas crianças no Pilates Kids?

Essa definição é muito particular, pois isso tem grande variação de idade para idade. Mas em geral, movimentos que simulam posições de animais ou que tem nomenclaturas que estimulam a criatividade da criança sempre chamam mais a atenção.

A seguir exemplifico alguns movimentos do Mat Pilates que eles adoram, como:

The Bicycle

Em decúbito dorsal, realize um rolamento para trás, parecido com o Roll Over. Sustente a região dorsal com as mãos. Faça movimentos cíclicos com os joelhos para cima e para frente, com as pernas no ar.

Swan

Em decúbito ventral, manter as mãos alinhadas ao peitoral. Realizar a extensão de tronco máxima, com o apoio das mãos no solo, mantendo os ombros distantes dos ouvidos (neste exemplo, o exercício foi realizado com o uso da Fitball). .

The One Leg Kick

Em decúbito ventral, manter o antebraço apoiado no solo, com uma leve extensão de tronco e manter um dos joelhos em flexão, apontando os dedos do pé para cima. Realizar o chute de uma perna de forma unilateral.

Shoulder Bridge

Em decúbito dorsal, os joelhos flexionados, evoluir com a retirada da coluna do chão, vértebra por vértebra, contraindo o glúteo e depois volta para a posição inicial.

Quais os exercícios essenciais nas aulas de Pilates para crianças?

Todos os estímulos motores são importantes durante a fase de crescimento. Porém, pontuo como essencial os movimentos que promovam relaxamentos e alongamentos, principalmente da cadeia posterior e exercícios que ativam estabilizadores, para melhora da postura e equilíbrio.

Veja alguns exemplos:

The Spine Strech

The-spine-strech-Pilates-para-criancas

Sentado em cima dos ísquios, afastar levemente as pernas, pés flex e tronco alinhado com braços estendidos na linha dos ombros. Realizar uma flexão de tronco mantendo os braços à frente.

The Saw

Sentado em cima dos ísquios, afastar as pernas ao máximo, pés flex, braços afastados e estendidos na linha dos ombros com coluna ereta. Na Serra faz-se rotação de tronco e inclinação na direção de uma das pernas, levando a mão na direção do pé.

Swimming

Swimming-Pilates-para-Criancas

Em decúbito ventral, manter os membros superiores e inferiores estendidos, com os braços do lado dos ouvidos e pernas unidas. Realizar uma leve extensão de tronco, fazendo simultaneamente o movimento do nado com todos os membros, de forma alternada.

The Side Kick Kneeling

Iniciar de joelhos. Posicione uma das mãos no solo, mantendo o braço estendido. Mantenha-se na lateral, e posicione a outra mão atrás da cabeça. Perna do mesmo lado do braço que está na cabeça, mantém o joelho em extensão, em linha reta com o corpo. Realize o chute para frente e para trás.

Conclusão

Compreendemos através dessa leitura que as atividades físicas na infância são primordiais para um crescimento saudável, sem compensações.

O Pilates para crianças faz parte de um leque de modalidades que desenvolverá o controle do corpo e da mente de forma integrada. Isso resulta na melhora também da autoestima e autoconhecimento. 

O desenvolvimento motor nunca caminha separado do desenvolvimento emocional, social e cognitivo. Atividades físicas na infância auxiliam na formação de opinião e atitude dessa criança diante de situações no seu dia a dia.

Lidar com crianças é fazer parte da transformação de um ser por completo, e contribuir para um futuro com menos sedentarismo e mais qualidade de vida.

Faça parte desse Universo você também! Clique aqui e conheça agora o meu curso online de Pilates Kids!

 

 

Referências Bibliográficas

LAZZOLI et al. Atividade física e saúde na infância e adolescência. Rev Bras Med Esporte – Vol. 4, n 4, 1998.

Pilates & Miller. A obra completa de Joseph Pilates. Return to Life Contrology na Your Health. Phorte editora. 2010.



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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Relato de parto na visão do pai | Dicas do Crica

A visão do pai sobre o parto também pode ser muito rica e emocionante! Por isso, nesse vídeo o Crica fez o relato de parto na visão do pai. E também, falou sobre a importância do envolvimento e apoio por parte de quem vai acompanhar uma gestante!

Oi familinha, eu sou o Crica, marido da Ju e pai da Anne Liv e do Liam! Quero compartilhar com vocês a experiência que tive, desde a primeira gestação, e que me ofereceu inúmeras oportunidades de aprendizado, tanto pessoal, quanto para que eu pudesse apoiar a Ju nessa jornada. Então, tenho algumas dicas que acredito serem úteis para qualquer pessoa que vá acompanhar uma gestante até o parto, e até mesmo para gestantes compartilharem com sua rede de apoio.

1. Coletar informação

Estudar e me informar mais sobre todo o processo foi algo essencial para que eu pudesse entender o que acontece na gravidez, com a mulher e com o bebê. O simples fato de buscar por informações me gerou vários insights e, principalmente, dúvidas, que eu pude depois sanar em conversas com o obstetra, a pediatra e a própria Ju.

2. Interagir com os profissionais

Ter a possibilidade de acompanhar e participar ativamente do pré-natal me trouxe a oportunidade de interagir com os profissionais de saúde e tirar as dúvidas que surgiram durante a jornada. Eu acredito que isso é importante porque quanto mais dúvidas acumulamos, mais inseguros nos tornamos. Se não sabemos bem o que fazer ou como agir, a insegurança toma conta e prejudicamos a nós mesmos e não conseguimos dar o apoio necessário à gestante. Então, a dica é anotar todas as dúvidas e levar aos profissionais de saúde, mesmo que por telefone, caso não seja possível estar presente em todas as consultas.

3. Expor medos e inseguranças

Outro ponto que me ajudou bastante foi me abrir e expor os meus medos e inseguranças com a Ju. Eu sei que a tendência é nos isolarmos, numa tentativa de poupar a mulher que já está passando por tanta coisa, e não comunicamos. Na segunda gravidez eu percebi que a nossa comunicação se aprofundou muito, principalmente no final, foi mais transparente e assertiva. Acredito que só o fato de verbalizar às vezes já é suficiente para que as respostas venham. Além disso, quando nos abrimos e mostramos as nossas inseguranças damos ao outro a oportunidade de se abrir também, principalmente no nosso caso, onde as complicações do parto da primeira gestação nos geraram medos.

4. Confiar na mulher e no processo

O fato de nos abrirmos à comunicação me trouxe a capacidade para confiar na Ju e no processo. Eu pude sentir que o meu papel era deixar fluir e apoiá-la, liberando minhas crenças, meus medos e dúvidas, assim, passar segurança para ela. Principalmente durante o trabalho de parto, que no nosso caso durou doze horas, haverá momentos em que a mulher precisará de apoio de alguém que confie nela e deixar isso claro será fundamental. Enfim, lembrar que quem faz o parto é a mulher e ninguém melhor que quem passa mais tempo com ela para apoiar quando surgirem a dúvidas. E elas irão surgir.

Enfim, esse foi o meu relato de parto na visão do pai e essas são as dicas que trouxe baseadas na minha experiência com as duas gestações, e eu espero que elas realmente ajudem papais, vovós e outros acompanhantes que participam desse momento. Aproveite, acredite e confie, que esse momento é muito, muito especial e quanto mais leveza e tranquilidade, melhor!

Aqui tem outros posts que vocês podem gostar:

Relato de parto normal após cesárea

Parto natural do Liam

Beijo família,

Crica

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9 dicas para o tratamento da cervicalgia que ninguém te contou

Faz algum tempo que você trata seu aluno com cervicalgia, mesmo assim de vez em quando ele volta a sentir bastante dor. Será que o tratamento da cervicalgia nunca dará certo para ele e essa pessoa está destinada a viver com dor? Nada disso!

Provavelmente você só estava precisando encontrar esse artigo para melhorar ainda mais o tratamento. O corpo é uma estrutura complexa que nem sempre deixa todos os seus problemas à mostra.

No caso da cervicalgia, existem diversas camadas de compensações espalhadas que devem ser resolvidas. Se deixarmos nosso aluno com uma musculatura tensionada sem atenção ele pode voltar a sentir o quadro de dor.

Por esse motivo é importante conhecer com muitos detalhes como funciona o processo de reabilitação. Nesse artigo meu objetivo é trazer à sua atenção alguns segredos que te ajudam a trabalhar melhor com seus alunos com cervicalgia. 

Se você começar a aplicá-los, junto a uma boa avaliação, é quase certeza que o tratamento da cervicalgia dará certo. 

Vamos conferir o que são esses segredos e como aplicá-los em aula? Então continue lendo!

1. Tratar as bases de sustentação

Existe um problema bastante comum entre os profissionais do movimento que procuro sempre remediar. Ele é enxergar o corpo de maneira segmentada. 

Muita gente vê um paciente com cervicalgia e já corre para manipular a cervical. A aula fica cheia de exercícios para essa região ou outras partes da coluna e mesmo assim o aluno continua com dor.

Tenho uma explicação bastante simples do motivo: esse profissional esqueceu da importância das bases de sustentação. Trabalhando só a área afetada pela dor, dificilmente conseguimos uma recuperação completa.

Como assim bases de sustentação, Keyner?

Existem algumas regiões no corpo que auxiliam a sustentar a cervical e seus movimentos. Podemos dividi-los em três bases principais:

  • Complexo da cintura escapular;
  • Região do transverso do abdômen;
  • Glúteo e membros inferiores.

Com uma musculatura de base fraca nosso aluno não conseguirá se livrar das compensações que causam a dor. É até possível que essas musculaturas fracas talvez estejam envolvidas na causa da dor.

Lembrar que existem outras regiões no tratamento da cervicalgia também te dá uma opção para quando o aluno está com dor aguda. Se ele está com tanta dor que não consegue fazer exercícios para a coluna você pode usar outros exercícios. Podemos trabalhar coxa, glúteos, musculaturas da cintura escapular e outras enquanto a crise está presente.

Além disso, as musculaturas de base da cervical também estão envolvidas na manutenção da postura. Um bom exemplo são os músculos do Power House, que já sabemos serem essenciais para manter as curvaturas fisiológicas da coluna. 

Sabiam que uma má postura também pode estar entre as causas da cervicalgia? Então também devemos melhorar essa característica.

2. Trabalhar musculaturas esquecidas

Quero que você me responda agora mesmo: Quais são as musculaturas que ficam enfraquecidas ou tensionadas na cervicalgia? 

O que você me diria? Pode parecer só uma pergunta de prova da faculdade. Mas sua resposta a essa questão pode colocar todo o tratamento da cervicalgia a perder.

Geralmente quando faço essa pergunta a algum profissional do movimento, recebo uma resposta com algumas dessas musculaturas:

  • Trapézios (superior, médio, inferior);
  • Músculos do pescoço;
  • Masseter;
  • Músculos da cintura escapular.

Essa resposta está errada? Claro que não, eu realmente precisarei trabalhar essas estruturas durante a reabilitação. O grande problema é que ela está bem incompleta.

Chamo essas musculaturas acima de vilões visíveis da cervicalgia. Isso porque todo mundo lembra delas quando precisa fazer o tratamento da cervicalgia. Existem diversos exercícios que te ajudam a trabalhar essas regiões e sei que você pensa em vários desses quando monta a aula do seu aluno.

Pode até ser que seu aluno melhore depois de ser tratado utilizando exercícios para os vilões visíveis. O que não quer dizer que seu problema está resolvido. Por fazer uma reabilitação incompleta, você arrisca que a dor retorne posteriormente.

Por isso também precisamos sempre lembrar quais outras musculaturas e fáscias conseguem influenciar na região cervical. Lembrando que nosso corpo é completamente conectado, então podemos sim encontrar regiões distantes que ajudam a piorar o problema.

Não vou listar cada uma das musculaturas que também ficam tensionadas em um paciente com cervicalgia. Você precisará realizar uma avaliação completa nesse aluno e identificar como as compensações acontecem em seu corpo.

3. Lembrar da fáscia craniana

Sabe onde a cervical está diretamente conectada? Na fáscia craniana. Então por que é tão comum esquecer que essa estrutura está ali e com problemas?

Quando o paciente está com dor aguda um dos primeiros passos para conseguir trabalhar é a liberação miofascial. E é nesse ponto que devemos lembrar da fáscia craniana. Em pessoas que apresentam cervicalgia, sinusite e enxaqueca costumam existir diversos pontos de tensão na fáscia.

Devemos lembrar também que nem todos os pontos-gatilho podem ser identificados pela dor do aluno. Também existe algo que chamamos de pontos-gatilho latentes. Apesar de não serem dolorosos eles existem e geram um ponto de tensão importante.

Detalhe: boa parte dos pontos que encontramos nessa fáscia costumam estar latentes. Então mesmo que seu aluno entre com dor e você comece a fazer a liberação eles ainda persistirão lá.

Está em dúvida? Apalpe as regiões onde encontram-se os pontos-gatilho mais comuns. É bem provável que você encontre tensão e até dor nesses locais.

Depois de encontrar o ponto, você pode utilizar a técnica de sua preferência para aliviar a dor. Isso inclui liberação miofascial, acupuntura, massagens, dry needling, uso de calor e frio. Procure utilizar uma técnica que não submeta o aluno a ainda mais dor, que pode ser prejudicial para o resto da sua aula.

4. Avaliar o olhar do aluno

Sabe aquela avaliação que realizamos periodicamente no aluno? Através dela conseguimos identificar quais são os desequilíbrios que afetam o corpo e ajudaram a desenvolver a patologia. 

Ela precisa ser extremamente completa e precisa se você realmente quer ajudar esse aluno. E para isso precisamos avaliar o globo ocular.

Eu não sou oftalmologista, Keyner.

Mesmo assim, os olhos são um ponto central no tratamento da cervicalgia. Eles podem até influenciar desvios posturais e outros tipos de compensação que atrapalham o paciente.

Pense no globo ocular como uma porta de entrada para o corpo. Qualquer alteração nele gera uma cadeia de compensações para corrigir o olhar. Muitas vezes nossos alunos apresentam compensações por todo o corpo para compensar um problema nos globos oculares.

Como a cervical está muito próxima dessa região ela sofre em especial. Vamos a um exemplo: Imagine um paciente que apresenta um desnível no olhar. Seu corpo tentará manter a linha do olhar perfeitamente reta, portanto, força uma leve inclinação para o lado. O olhar se corrige, porém ele ficará com a cervical em posição errada.

A posição da cervical acabará levando a tensões em diversas musculaturas, o que pode gerar a dor. Agora imagine que eu recebi esse aluno no meu espaço e comecei a fazer o tratamento da cervicalgia. Sem considerar o desvio que ele possui no olhar eu nunca conseguirei corrigir o problema completamente.

Ao identificar um problema no olhar do meu aluno precisarei recomendar um profissional da oftalmologia para corrigi-lo. Portanto, esse será um trabalho conjunto que ajudará a resolver a cervicalgia.

Dica extra para o tratamento da cervicalgia

Recebemos muitos alunos que usam óculos no Studio de Pilates. O costume da maioria deles é tirar os óculos antes mesmo da aula começar, tem gente que até chega já com o acessório guardado na bolsa. Porém isso pode atrapalhar o aluno por mudar sua referência visual.

Recomendo que ao trabalhar com esses alunos você peça que ele fique com os óculos e só retire quando existir risco de danificar o acessório.

Também lembre-se de orientar a visão do paciente durante o exercício, isso facilita sua execução.

5. Liberar a tensão no peitoral menor

Esse é um dos vilões invisíveis que precisamos trabalhar. Falei que não iria listá-los um por um, mas vale a pena lembrar desse músculo em especial.

Geralmente, relacionamos o peitoral menor com o tratamento das patologias do ombro. O motivo é simples: ele está envolvido em dois importantes movimentos de ombro:

  • Depressão do ombro;
  • Rotação da escápula.

Por ser tão importante para o ombro, esquecemos que ele está influenciando em toda a cintura escapular. Como já sabemos, essa região precisa receber bastante atenção no tratamento da cervicalgia.

Os desequilíbrios na região cervical levam a tensão no peitoral menor. Sem liberar essa tensão e realizar um bom trabalho, a dor cervical permanece. Lembrando que um peitoral menor que trabalha de maneira pouco funcional também causa problemas em:

  • Trapézio;
  • Músculos Psoas;
  • Diafragma;
  • Outros.

O que quer dizer que a cervical e praticamente todo o corpo sente as tensões que afetam o peitoral menor. Não existem desculpas para esquecer essa musculatura no seu tratamento da cervicalgia.

6. Lembrar dos dermátomos e miótomos

Não duvido que a última vez que você ouviu falar de dermátomos e miótomos tenha sido na faculdade. É difícil ficar lembrando de cada um desses detalhes na prática do dia a dia, o que não quer dizer que eles deixam de ser importantes.

Os dérmatomos são regiões da pele que recebem nervos de um gânglio nervoso dorsa. Eles estão mais relacionados com a região sensitiva do corpo. Seu paciente sente formigamento nas mãos, por exemplo? Isso está relacionado ao dérmatomo.

Já os miótomos são músculos que recebem inervação de uma raiz nervosa. Ao falarmos de músculos já conseguimos adivinhar que eles estão relacionados à parte motora.

Vou deixar aqui embaixo uma tabela falando sobre a relação dos dermátomos e miótomos da região C1 a C8. Veremos que essa relação te ajuda muito no diagnóstico e tratamento da cervicalgia.

  • Região de C1: flexão cervical superior (movimento do aceno com a cabeça);
  • Região de C2: extensão cervical superior (musculatura profunda), região occipital;
  • Região de C3: flexão lateral da coluna, face lateral do pescoço;
  • Região de C4: elevação da cintura escapular, região da clavícula e levantador da escápula e trapézio;
  • Região de C5: abdução do ombro e rotação externa, região do dermátomo: deltóide lateral e região anterolateral do braço;
  • Região de C6: flexão de cotovelo e extensão do punho. Face lateral do braço até o polegar;
  • Região de C7: extensão do cotovelo e flexão do punho. Face posterior do braço e antebraço até o dedo médio;
  • Região de C8: extensão do polegar desvionar. Metade distal do antebraço até a borda do dedinho.

Com essas informações você consegue diagnosticar seu aluno de acordo com os sintomas. Analise a região onde ele sente formigamento ou dificuldade no movimento. Depois encontre qual região cervical está relacionada a esse sintoma. É nela que você encontrará o problema principal.

7. Avaliar e tratar escápula e ombro

Vimos que o peitoral menor, uma importante musculatura do ombro, também fica tensionado quando encontramos problemas cervicais. Ele não é o único.

Outra região que também influencia e é influenciada pela cervical é o serrátil. Calma, o serrátil não é importantíssimo para o complexo do ombro? Com certeza!

Ele é responsável por estabilizar o ombro e manter as escápulas grudadas ao gradil costal. Porém, nem sempre sua ação é harmônica. Nesses casos encontraremos problemas tanto no ombro, quanto na coluna torácica. Graças a essa sua conexão com a torácica ele também influencia nos movimentos da cervical.

É possível que no tratamento de cervicalgia você precise realizar um fortalecimento do serrátil para conseguir resultados reais. Lembre-se também que o serrátil não estabiliza o complexo do ombro sozinho. Seu trabalho é aliado aos oblíquos internos e externos. Ou seja, não poderemos fortalecer essa área separadamente.

8. Livrar o aluno de medos e traumas

A dor é muito traumática, independente da região. Tem gente que depois de ter um torcicolo fica semanas sem virar o pescoço para aquele lado que incomodava. E essas pessoas continuam assim mesmo depois de resolver o torcicolo.

No caso da cervicalgia é igualzinho. O aluno sente dor ao se movimentar, vai no médico e ele recomenda alguns remédios e repouso. Sabe qual é o resultado?

Esse aluno nunca mais terá movimentos funcionais na região afetada pela dor. A não ser que um profissional do movimento consiga ajudá-lo, é claro. Nosso papel no tratamento da cervicalgia não é só livrá-lo da dor.

Precisaremos também convencer esse aluno a se mover. Sem recuperar seus movimentos, o aluno provavelmente acabará com cervicalgia outra vez. Devemos encontrar uma maneira de tirar esse medo para ter um tratamento de cervicalgia realmente eficaz.

E isso se aplica a qualquer processo de reabilitação. Veja bem: nosso tratamento é baseado no movimento. O que quer dizer que o aluno precisa conseguir se mexer e muito!

Mas Keyner, meu aluno está com muita dor na cervical.

Você não precisa começa a realizar exercícios na área afetada de primeira. Podemos começar tratando as bases, trabalhando membros inferiores ou até o ombro. O importante é fazer exercícios que ajudem a fortalecer e consertar os movimentos do aluno. B

Força movimentos na cervical quando o aluno está com dor é uma péssima ideia. Ele ficará com ainda mais medo de realizar exercícios e não conseguiremos muitos benefícios.

9. Preparar o aluno para movimentos do dia a dia

Vamos revisar rapidinho os movimentos que realizamos com a coluna:

  • Flexão;
  • Rotação;
  • Extensão;
  • Flexão lateral.

Será que seu aluno estará preparado para esses movimentos depois do tratamento para cervicalgia?

Realizamos ações que incluem esses movimentos diversas vezes por dia, mas é comum faltar mobilidade para realizá-los com qualidade. 

Se o seu aluno não estiver preparado para se mover quando sair da aula, ele raramente estará preparado para esses movimentos e além disso mantém uma postura errada durante quase todo o tempo. 

O que quer dizer que ele está propenso a sofrer uma nova lesão ou ficar com outras musculaturas tensionadas. Tudo porque nunca aprendeu como se movimentar da maneira correta.

É importante que esse acompanhamento continue até depois de terminar o tratamento da cervicalgia. Continue trabalhando com seu aluno para prevenir que o problema retorne.

Conclusão

A cervicalgia se torna cada vez mais comum conforme nossa rotina fica mais digitalizada. Passamos muito tempo com a postura errada, fazemos poucos exercícios, enfim, o corpo perde seus movimentos funcionais. Eventualmente alguma dor surge como resultado desse estilo de vida.

Se o seu aluno sofre de cervicalgia, o seu papel é auxiliá-lo a aliviar a dor e corrigir as compensações que a causaram. Mas nem sempre o tratamento tem sucesso. É bastante comum que um aluno passe pelo processo de reabilitação e posteriormente retorne com a dor.

Isso acontece porque algumas vezes cometemos pequenos erros no processo. E tenho certeza que você não quer cometer esses erros e perder a credibilidade com seus clientes. Por isso fiz essa pequena lista com 9 segredos que te ajudarão a melhorar ainda mais o tratamento da cervicalgia.

Ao usar esses segredos, seu aluno conseguirá um alívio definitivo da dor. Além disso, você será capaz de corrigir desequilíbrios relacionados, mesmo que eles não estejam próximos da cervical. O que está esperando para começar a aplicar essas dicas nos seus alunos?

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