segunda-feira, 13 de julho de 2020

13 exercícios no Bosu para tornar sua aula mais dinâmica e desafiadora

Deseja inovar, tornar a aula mais dinâmica e fugir dos tradicionais exercícios em equipamentos e MAT Pilates? Então temos a solução para você: aplique exercícios no Bosu e deixe seus alunos mais motivados com esse diferencial!

Não temos o que questionar, os exercícios de Pilates são eficazes e completos por si só. Mas se podemos deixar nossas aulas mais animais com os acessórios, por que não aproveitar os benefícios proporcionados por eles? 

O Bosu pode ser incluído de várias formas: no pré-pilates (sequência introdutória e preparatória), em exercícios avançados, em conjunto com equipamentos, no solo, em exercícios funcionais e até mesmo para grupos especiais. 

Os exercícios no Bosu são ótimos para estímulos proprioceptivo, reforço da musculatura profunda, consciência corporal, melhora da coordenação motora e também da performance. 

Vamos conhecer mais sobre esse acessório? 

Conhecendo o acessório: Bosu

Criado em 1999 por David Weck, o Bosu ganhou este nome a partir de um acrônimo (sigla formada por iniciais) de “Both Side Up” ou em português, ambos os lados para cima, que refere-se às suas características em poder ser usado dos dois lados.

O acessório é dividido em duas partes: uma semiesfera de plástico inflável e uma base horizontal com suporte de plástico rígido. Em qualquer um dos lados usados, a execução dos exercícios são desafiadores para os alunos. 

Quando a superfície reta estiver para cima, o Bosu é uma plataforma instável e serve para treinar equilíbrio e propriocepção e também, dificultar os exercícios. 

Já quando a superfície da bola está para cima, o acessório serve de apoio para os membros e tronco, podendo ser trabalhado exercícios de fortalecimento e aeróbicos

Benefícios dos exercícios no Bosu

O uso de acessórios proporciona um aumento no nosso repertório de exercícios e torna as aulas mais desafiadoras e estimulantes para os alunos.

Contudo, é importante que nós instrutores tenhamos sempre em mente a biomecânica do movimento, para que o aluno se adapte ao exercício com acessório e alcance com eficácia e segurança os objetivos traçados. 

Como mencionamos anteriormente, os exercícios no Bosu são usados para:

  • Auxiliar no trabalho de melhora da consciência corporal;
  • Alinhamento de eixo em relação à gravidade;
  • Aumento da coordenação motora e sensorial;
  • Melhora do equilíbrio; 
  • Aumento de força;
  • Estabilização do centro de força – power house;
  • Melhora do alinhamento postural;
  • Trabalho neuromuscular das musculaturas agonistas e antagonistas, estabilizadores e neutralizadores. 

Quando utilizamos acessórios que nos colocam em situação de instabilidade, acionamos as cadeias musculares estabilizadoras. Por isso, devemos nos atentar ao alinhamento postural para que o nosso corpo se reorganize e mantenha o máximo possível na posição correta. 

Assim, através da ativação das musculaturas, acrescentamos dificuldade na execução dos exercícios propostos e consequentemente, aumentamos a consciência corporal do aluno.

Cada variação dos exercícios no Bosu vão depender do perfil do aluno, faixa etária, nível de consciência e principalmente, das necessidade e objetivos. 

13 exercícios no Bosu para inserir em suas aulas

Confira nos vídeos abaixo, 13 exercícios no Bosu ensinados pelo fisioterapeuta e instrutor de Pilates, Keyner Luiz. 

Veja como inseri-los para tornar suas aulas mais desafiadoras e dinâmicas. 

Aaah! Quando for elaborar as aulas, você pode dar foco no Bosu explorando diversos exercícios ou incorporar outros acessórios junto a ele, trazendo uma grande diversidade e fugindo do monótono. 

Conclusão

A principal vantagem dos exercícios no Bosu em relação aos outros acessórios é a versatilidade. 

Quando trabalhados da forma correta são capazes de proporcionar benefícios para o corpo e mente. Sem contar que permite ser trabalhado em qualquer pessoa, independe do nível de atividade, condição, gênero e idade. 

Nunca se esqueça de levar em consideração a biomecânica do movimento e a adaptação do aluno a fim de evitar danos, dificuldades e perda de interesse por não conseguir executar os exercícios corretamente. 



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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Aulas de Yoga Online Iniciantes

Aulas de Yoga Online – Iniciantes

Duas Aulas de Yoga Online Iniciantes para você que está começando no Yoga. Pratique com os professores de Yoga Daniel De Nardi e Raissa Zoccal. Se você é iniciante no Yoga vai gostar dessas aulas que ensinam as principais técnicas do Yoga.

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22 Exercícios de Pilates com Overball: do básico ao avançado e para grupos especiais

Não é de hoje que a Overball, conhecida também como Soft Gym, é presença certa nas sessões de reabilitação e condicionamento dos nossos alunos. Mas estamos usando essa “bolinha” com todo potencial e dinâmica que ela pode proporcionar?

A Overball começou a ser utilizada pelos italianos, se disseminou pela Europa para, então, chegar ao Brasil. Aqui ganhou espaço nas sessões de fisioterapia, com finalidade terapêutica, e aos poucos, em função da sua versatilidade, invadiu as academias, estúdios de Pilates e as residências. 

Sim, isso mesmo. Além de ser utilizada como acessório pelos profissionais da saúde e do esporte, hoje ela é muito utilizada também pelas pessoas para fazer exercícios em casa. 

Lembrando que sempre incentivamos a atividade física, seja onde for, desde que orientada por um profissional conhecedor do assunto. Isso evita possíveis lesões e garante resultados!

Conheça exercícios de Pilates com Overball e um pouco mais sobre essa bola que opera milagres e caiu no gosto dos profissionais, alunos e pacientes. Vamos lá?

O que é e para que serve a Overball?

Já é do nosso conhecimento que a Overball nada mais é do que uma bola, que mede entre 23 e 30 centímetros, é macia e de baixo custo. 

Mas se é uma bola, como várias outras, porque utilizamos especificamente esse modelo? Porque é barato? Não, não, não. A Overball tem suas particularidades, o que a torna perfeita para ser usada por nós em nossos consultórios e estúdios.

Como ela tem uma textura diferenciada e um pino para regular a pressão, nos permite enchê-la e esvaziá-la no momento que quisermos, possibilita a realização de exercícios diferentes dos convencionais. 

Quando cheia aumenta a resistência e nos permite trabalhar exercícios de força e condicionamento, e quando murcha permite trabalhar exercícios de instabilidade e propriocepção. Ela é pequena, mas aguenta muito bem pesos variados, dependendo da marca suporta até 250 quilos de carga.

Os exercícios de Pilates com Overball podem ser realizados no solo e nos aparelhos, em todas as fases de evolução da sequência e com todos os pacientes que nos procuram, sejam eles crianças, idosos ou grávidas. Claro que sempre respeitando as particularidades e as necessidades de cada um.

Agora que conhecemos um pouco mais sobre os  seus detalhes, que tal esquematizarmos exercícios de Pilates com Overball?! Vamos lá…

Exercícios de Pilates com Overball para iniciantes

1. The Hundred adaptado com a Overball

Objetivos: Aquecimento; fortalecimento de abdômen, extensores de membros superiores, membros inferiores; controle de escápulas; coordenação.

Execução: Em decúbito dorsal, membros inferiores suspensos a 90 graus de joelhos e quadril, com Overball entre os tornozelos, braços a 90 graus para o teto, abdômen contraído, escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar subir porção superior do tronco, baixar os braços e estender as pernas. Inspirar e expirar dez vezes enquanto pressiona e solta a Overball entre os tornozelos. Ao final da décima expiração voltar à posição inicial. Inspirar e ao expirar, repetir o movimento.

Sequência: 10 repetições. 

2. Agachamento com a Overball

Objetivos: Fortalecimento de membros inferiores.

Execução: Em pé, com a Overball entre os joelhos, braços ao longo do corpo, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar flexionar os joelhos e o quadril até 90 graus, pressionando a Overball entre os joelhos e flexionando os braços até 90 graus também, mantendo o alongamento axial. Inspirar retornando à posição inicial e expirar repetindo o movimento.

Sequência: 12 repetições.

3. Extensão da coluna com apoio na Overball

Objetivos: Fortalecimento de paravertebrais, de membros superiores e de abdômen; controle da cintura escapular; trabalho de mobilidade articular.

Execução: Em decúbito ventral, com as pernas estendidas e os braços estendidos, mãos apoiadas na Overball (controlar para exercer pouca pressão na bola), abdômen contraído e ombros alinhados. Inspirar, e ao expirar elevar porção superior do tronco fazendo a extensão da coluna, rolando a Overball para a direção do peito. Inspirar retornando à posição inicial. Controlar a descarga de peso para não exercer força sobre a cervical, aplicar força no abdômen.

Sequência: 10 repetições.

 4. Ponte (Bridge) com a Overball no Ladder Barrel

Objetivos: Fortalecimento de isquiotibiais e glúteos, membros superiores; mobilidade articular.

Execução: Em decúbito dorsal, com a ponta dos pés apoiadas na barra superior da escada do aparelho, a cabeça e as escápulas apoiadas no barril, a Overball entre os joelhos, com as mãos próximas às orelhas, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar apertar a Overball entre os joelhos, contraindo mais o abdômen e o glúteo. Inspirar relaxando a perna e expirar voltando a pressionar a Overball.

Sequência: 10 repetições.

 5. Stretch Thigh com a Overball no Cadillac

 Objetivos: Fortalecimento do centro de força e membros inferiores; alongamento do quadríceps.

Execução: De joelhos, de frente para barra de respiração, segurando a barra nas mãos, com a Overball entre os joelhos, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar puxar a barra para a direção das pernas e descer o tronco estabilizado (em prancha), contraindo abdutores para apertar a Overball. Inspirar retornando à posição inicial e expirar voltando a realizar o movimento.

Sequência: duas sequências de 10 repetições.

Exercícios de Pilates com Overball avançado   

6. Rolling Back com Overball (variação)

Objetivos: Fortalecimento de abdômen e membros inferiores; trabalho de coordenação e mobilidade articular.

Execução: Sentado encaixado sobre os ísquios, abraçando as pernas pelos tornozelos, joelhos flexionados, sem apoio dos pés no chão, segurando a Overball entre os joelhos, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar “rolar” o corpo para trás até deitar descarregando peso nas escápulas, mantendo as pernas junto ao corpo e a pressão na Overball. Inspirar “rolando” para frente até sentar e expirar estendendo as pernas e os braços (corpo em “V”) e pressionando mais a Overball ao final do movimento. Inspirar voltando à posição inicial e expirar reiniciando o ciclo.

Sequência: 10 repetições.             

7. The Saw adaptado com a Overball

Objetivos: Fortalecimento de abdômen e membros inferiores; controle de escápulas; mobilidade articular.

Execução: Em decúbito dorsal com membros inferiores estendidos no chão, braços em flexão de 90 graus em direção ao teto, segurando a Overball nas mãos, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar elevar uma das pernas e o tronco. Inspirar e ao expirar segurar a perna que está elevada com a mão oposta, mantendo a Overball na outra mão, girando o tronco e abrindo este braço, mantendo alongamento axial. Inspirar baixando a perna, voltando a segurar a Overball nas mãos e voltando à posição inicial, ao expirar repete o movimento para o lado contralateral. Lembrando que o movimento deve ser fluído.

Sequência: 8 repetições para cada lado.

8. Prancha com base instável de membros superiores

Objetivos: Fortalecimento de abdômen, coluna, membros inferiores e membros superiores.

Execução: Em decúbito ventral, com apoio dos cotovelos na Overball (que deve estar murcha), pés apoiados no chão, sem apoio do restante do corpo, abdômen, glúteo e quadríceps contraídos, ombros alinhados. Inspirar e ao expirar elevar uma das pernas, mantendo estendido o joelho. Inspirar retornando à posição inicial e expirar repetindo o movimento com a perna contralateral.

Sequência: 8 repetições para cada perna.

 9. Roll over no Cadillac com a Overball

Objetivos: Fortalecimento de abdômen e membros inferiores (abdutores); fortalecimento de tríceps; alongamento posterior; mobilidade da coluna.

Execução: Em decúbito dorsal no Cadillac, pés apoiados e joelhos flexionados, Overball entre os tornozelos, mãos segurando alças de mãos (mola azul) com braços à 90 graus em direção ao teto, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar baixar os braços, apertar a Overball controlando a força e rolar o corpo para trás, ou seja, elevar as pernas; seguir elevando a coluna até chegar com o apoio nas escápulas (os pés estarão além da cabeça). Inspirar e ao expirar, retornar à posição inicial sempre coordenando para manter a pressão na Overball.

Sequência: 10 repetições.

10. Knee off – Stretch com a Overball no Reformer

 Objetivos: Fortalecimento de abdominais, extensores e flexores de quadril e joelho e membros superiores; estabilização das escápulas e ombros. Neste exercício a Overball irá recrutar mais a musculatura dos membros inferiores e abdômen para execução do movimento.

Execução: Em posição de “quatro apoios”, sem apoio dos joelhos, pés distantes aproximadamente um palmo das ombreiras, mãos na barra fixa, com membros superiores estendidos, coluna articulada em “C”, abdômen contraído e peso distribuído entre membros inferiores e superiores. A Overball estará posicionada entre os joelhos. Inspirar e ao expirar manter a estabilidade da porção superior do tronco, apertar a Overball entre os joelhos e “empurrar” a base móvel do Reformer até estender os joelhos (posição de prancha ao final do movimento). Inspirar, e ao expirar retornar à posição inicial.

Sequência: 10 repetições

Exercícios de Pilates com Overball para gestante

Os exercícios de Pilates com Overball para a gestantes, ou com qualquer outro acessório, inspiram alguns cuidados. Devemos nos atentar às mudanças que estão ocorrendo no corpo da mulher grávida e aos estágios da gravidez. 

Só para relembrar: as taxas hormonais estão alteradas o que proporciona à mulher maior mobilidade, o corpo aumenta a produção sanguínea e exige mais do coração, o refluxo sanguíneo pode sofrer alterações, aumenta os níveis de retenção de líquido, aumenta o volume das mamas, existe possibilidade de ocorrer diástase dos retros do abdômen, assoalho pélvico passa a ser mais exigido. 

Desta forma precisamos: cuidar dos exercícios que exigem mobilidade para não causar lesão, evitar exercícios que aumentem demais a frequência cardíaca, priorizar exercícios metabólicos e que trabalhe os músculos pélvicos e posturais, cuidar com os abdominais que envolvam flexão de tronco.

Do primeiro ao terceiro mês

Nesta fase, a paciente que já estiver realizando o Pilates, se autorizada pelo médico, pode dar sequência aos exercícios. No entanto, para quem ainda não é praticante, não é recomendado iniciar o Método antes de completar o quarto mês.

Os objetivos nessa fase envolvem fortalecimento de membros superiores e exercícios para correção postural de região medial da coluna.

11. Mobilização da pelve (relógio pélvico) sobre a Overball

Objetivos: Acionar o assoalho pélvico e fortalecer musculatura da região pélvica.

Nível: Iniciante.

Execução: Sentada sobre a Overball (paciente pode estar no chão com as pernas cruzadas e abduzidas, ou sentada na caixa alta com os pés no chão), com alongamento axial, braços ao longo do corpo, ombros alinhados e abdômen acionado. Inspirar e ao expirar contrair o assoalho pélvico; inspirar relaxando e ao expirar fazer retroversão da pelve; inspirar relaxando e ao expirar realizar a anteroversão pélvica. Iniciar o ciclo novamente.

Sequência: 10 repetições

12. Ponte (Bridge) com base instável na Overball

Objetivos: Fortalecimento de posteriores, glúteos, abdômen e membros superiores (isometria); mobilidade articular (pélvica e vertebral).

Nível: Intermediário.

Execução: Em decúbito dorsal, com os pés na Overball, joelhos flexionados, braços ao longo do corpo, abdômen acionado e ombros alinhados. Inspirar e ao expirar elevar o quadril, a lombar e a torácica até o chegar com o apoio nas escápulas, articulando o movimento de forma fluída. Inspirar e ao expirar retornar à posição inicial “desenrolando” a coluna até apoiar quadril novamente no chão.

13. Chest expansion com a Overball no Cadillac

Objetivos: Fortalecer membros superiores, corrigir postura de coluna torácica organizando cintura escapular e acionar músculos pélvicos.

Nível: Iniciante.

Execução: Em pé, com a Overball entre os joelhos, com as mãos nas alças de mão, braços estendidos à frente, abdômen contraído e ombros alinhados, mantendo alongamento axial. Inspirar e ao expirar puxar as alças para trás até alinhar braços com o tronco e pressionar a Overball entre os joelhos contraindo musculatura pélvica, abdômen e glúteos. Inspirar retornando à posição inicial e expirar realizando o movimento novamente.

Sequência: 10 repetições.

Do quarto ao sexto mês

Nesta fase devemos lembrar que a barriga está maior, então não são recomendados os exercícios de Pilates com a Overball em decúbito ventral. 

Os exercícios em decúbito dorsal por muito tempo também não são ideais, pois podem comprimir a veia cava. 

Resumindo então, devemos alternar com mais frequência as posições em que os exercícios são realizados.

14. Cat Back com a Overball

Objetivos: Alongar e mobilizar a coluna a fim de aliviar possíveis dores; fortalecer membros inferiores e superiores; trabalhar músculos posturais.

Nível: Iniciante.

Execução: Em posição de quatro apoios, com a Overball entre os joelhos, abdômen contraído, coluna e ombros alinhados, distribuindo o peso com equilíbrio entre membros superiores e inferiores. Inspirar e ao expirar curvar a coluna para cima, pressionando a Overball; inspirar e ao expirar curvar a coluna para baixo mantendo a pressão na Overball. O movimento vai gerar uma “aproximação” e um “afastamento” das vértebras lombares.

Sequência: 10 repetições.

15. Abdominal com Overball em membros superiores

 Objetivos: Fortalecer membros superiores, abdômen e membros inferiores.

Nível: Avançado.

Execução: Em decúbito dorsal, com as pernas em flexão de 90 graus (joelhos e quadril), braços flexionados a 90 graus, segurando a Overball nas mãos, abdômen contraído e ombros alinhados. Inspirar e ao expirar elevar a porção superior do tronco, estender as pernas à frente e pressionar a Overball nas mãos. Inspirar retornando à posição inicial.

Sequência: 10 repetições.

Observação: Esse exercício deve ser realizado somente na mulher que tiver condicionamento abdominal para executá-lo e que não tiver sinal de diástase dos retos abdominais.

Do sétimo ao nono mês

Nesta fase é importante que o médico que acompanha a gestante no pré-natal autorize a continuidade dos Pilates. Se a paciente tiver contrações durante os exercícios, devemos interromper a sessão.

16. Relaxamento com a Overball

Objetivos: Esse exercício pode ser utilizado ao final da sessão, como forma de relaxamento, para distensionar a lombar.

Nível: Iniciante.

Execução: Em decúbito dorsal, com a Overball sob a região do cóccix, pernas em flexão de quadril e joelhos (90 graus), braços ao longo do corpo e ombros alinhados. Inspirar rolando o quadril sobre a Overball para a direita e expirar rolando o quadril sobre a Overball para a esquerda e assim sucessivamente.

Sequência: realizar o movimento de 30 segundos a 1 minuto.

Exercícios de Pilates com Overball para crianças

O Método Pilates para crianças é um desafio para o instrutor. A concentração que o Método exige, muitas vezes, não é introduzida junto à criança de forma fácil. 

Os exercícios de Pilates com Overball vem para auxiliar a aplicação do Método, pois, mesmo não sendo essa a intenção principal, ela não deixa de ser um acessório lúdico para o trabalho com as crianças.

Até aqui falamos da Overball como um instrumento de condicionamento físico que oferece resistência ou instabilidade conforme nosso objetivo. No Pilates para as crianças a Overball pode ser um importante meio de trazer a concentração da criança para o exercício. Vamos ver alguns exemplos disso?

17. Ponte (Bridge)

O exercício de ponte é presença certa nas sessões de Pilates. Se propusermos à criança realizar o exercício com a Overball entre os joelhos, ela irá posicionar melhor as pernas e acionará melhor a musculatura dos membros inferiores para executar o movimento.

Objetivos: Mobilidade articular; trabalho de centro de força e de membros inferiores.

Nível: Iniciante.

Execução: Em decúbito dorsal, com as pernas flexionadas, pés apoiados no chão, Overball entre os joelhos, braços ao longo do corpo, abdômen contraído. Inspirar e ao expirar elevar o quadril, a lombar e a torácica até chegar com o apoio nas escápulas. Inspirar e ao expirar retornar à posição inicial.

Sequência: 10 repetições.

Comandos: Podemos dar comandos de atenção à criança, como: “segura a bola; não deixa cair a bola”.

18. Rolamento para cima

Esse exercício pode ser executado com força de membros superiores ou somente utilizando a Overball como guia durante o movimento.

Objetivos: Fortalecimento de abdômen; alongamento posterior; mobilidade articular; fortalecimento de membros superiores (se assim desejarmos).

Nível: Iniciante.

Execução: Em decúbito dorsal, com as pernas estendidas e segurando a Overball nas mãos, com braços em flexão de 90 graus, cotovelos estendidos, abdômen contraído. Inspirar, e ao expirar elevar gradativamente o tronco iniciando pela parte superior e subindo até a posição sentada. Inspirar e ao expirar, flexionar o tronco à frente levando a Overball em direção aos pés, sem flexionar os joelhos. Se o objetivo for trabalhar membros superiores, neste momento podemos pedir ao paciente pressionar a Overball entre as mãos. Inspirar e ao expirar, retornar à posição inicial “desenrolando” a coluna até deitar.

Sequência: 10 repetições.

Comandos: Podemos dar comandos de objetivo à criança, como: “vamos levar a bola para os pés”.

 19. Agachamento unilateral

Neste exemplo, a Overball é utilizada de forma lúdica, possibilidade citada acima. A criança vai quicar a bola durante o movimento, Além de ser divertido, trabalha a atenção e a coordenação.

Objetivos: fortalecer membros inferiores, trabalhar postura, coordenação e concentração.

Nível: Intermediário.

Execução: Em pé, com uma perna à frente da outra em uma distância considerável que permita o movimento na posição correta (o calcanhar da perna que está posicionada atrás ficará sem apoio do peso, o apoio estará na ponta do pé), Overball nas mãos, abdômen contraído e ombros alinhados. Inspirar e ao expirar, flexionar ambos os joelhos “agachando”, segurar a postura flexionada e quicar a bola uma vez (ou duas, ou três vezes conforme a evolução da criança). Inspirar, e ao expirar retornar à posição inicial.

Sequência: 10 repetições para cada perna. 

Estes são alguns exemplos de exercícios de Pilates com Overball que podem ser propostos para as crianças. 

Assim como nos pacientes adultos, a Overball pode ser utilizada como acessório nos exercícios realizados nos aparelhos. Tanto como um fator de dificuldade como um acessório lúdico. Vamos colocar nossa criatividade para jogo!

Exercícios de Pilates com Overball para idosos

Trabalhar com os exercícios do Pilates para idosos é uma delícia. É muito interessante porque podemos, e devemos, variar as sequências, as posições e a resistência. 

Os nossos objetivos no trabalho com idosos são variados. Precisamos pensar em força, em resistência, em equilíbrio, em mobilidade, em condicionamento cardiorrespiratório, em respiração, em concentração, em coordenação. Ufa! 

E não para por aí. Dependendo da patologia do idoso que estamos atendendo, alguns objetivos serão agregados e outros objetivos serão priorizados.

A Overball, assim como no caso das crianças, vai ser importante não só para os exercícios de condicionamento, como para os exercícios de equilíbrio e coordenação.

O Método pode ser aplicado no idoso, assim como é aplicado no adulto jovem, respeitando, claro, as condições e limitações de cada paciente. Por se tratar de idosos, podemos pensar em mais força e menos resistência ao aplicar nossos protocolos.

A sugestões que iremos passar a seguir, são sugestões para um trabalho diferente, de exercícios que podem ser agregados à sequência tradicional do Pilates.

20. Leg Press em pé com ativos de membros superiores

Objetivos: Fortalecer músculos da panturrilha; trabalhar amplitude de membros superiores; reforçar coordenação.

Nível: Iniciante.

Execução: Em pé, com Overball nas mãos, braços posicionados à frente do corpo, ombros alinhados e abdômen contraído. Inspirar e ao expirar subir na ponta dos pés, abrindo os braços e os elevando acima da cabeça, com a Overball em uma das mãos. Transferir a Overball de uma mão para a outra e retornar à posição inicial inspirando novamente. Ao expirar repetir o movimento.

Sequência: Repetir de 30 segundos a 1 minuto.

Variações de membros superiores: o movimento de membros superiores pode ser feito também no plano antero-posterior, então, ao subir na ponta dos pés, o paciente pode passar a Overball por trás do glúteo de uma mão para outra e voltar a trocar na frente do quadril e assim sequencialmente.

21. Flexão unilateral de membros inferiores

Objetivos: Fortalecer membros inferiores; trabalhar equilíbrio e coordenação.

Nível: Intermediário.

Execução: Em pé, com a Overball nas mãos, braços flexionados acima da cabeça (se possível a 180 graus), cotovelos estendidos, abdômen contraído e ombros alinhados. Inspirar, e ao expirar elevar uma das pernas em flexão de 90 graus de joelho e quadril, baixando os braços e transferindo a Overball de uma mão para outra por baixo da coxa que foi elevada. Inspirar retornando à posição inicial e expirar repetindo o movimento com a perna contralateral.

Sequência: 10 repetições para cada perna.

22. Abdominal com pernas à 90 graus

Objetivos: Fortalecimento de abdômen e membros inferiores; coordenação.

Nível: Avançado.

Execução: Em decúbito dorsal, com as pernas em flexão de 90 graus (joelhos e quadril), segurando Overball nas mãos, braços em flexão de aproximadamente 100 graus, abdômen contraído e escápulas alinhadas. Inspirar e ao expirar elevar tronco superior, acompanhando os braços na extensão e passando a Overball de uma mão para outra por baixo das pernas. Inspirar retornando à posição inicial e expirar repetindo o movimento.

Sequência: 10 repetições.

Sugestão: O exercício pode ser realizado de forma a aumentar o grau de concentração que o paciente precisa ter. Podemos, por exemplo, solicitar, de forma aleatória, que o paciente transfira a Overball de uma mão para outra iniciando pelo lado direito, ou pelo lado esquerdo e alternando da forma que quisermos durante a sequência.

Conclusão

Os exemplos relacionados nesse artigo são uma pequena faixa do grande leque de exercícios de Pilates com Overball

A sua versatilidade permite que seja feito um trabalho com vários públicos diferentes, em várias situações diferentes conforme as necessidades individuais de cada um.

Assim como no Pilates com aparelhos ou no MAT Pilates, o uso da Overball deve respeitar a sequência evolutiva do Método. 

Ela pode facilitar ou dificultar um determinado exercício, isso vai depender do nosso objetivo e da nossa criatividade para inseri-la nas nossas sessões. 

Mas, independente da forma que vamos usá-la, uma afirmativa é certa: a aula com exercícios de Pilates com Overball fica muito mais interessante. Vamos usar e abusar!



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quarta-feira, 8 de julho de 2020

6 ótimos exercícios para evitar a Dor no Punho do seu aluno

Sabia que existem maneiras eficientes de evitar dor no punho durante nossas aulas? Não importa a modalidade que você ensina, alguma hora seu aluno precisará enfrentar um movimento de apoio de punho ou que exija mobilidade dessa região.

Será que ele está preparado para fazer isso sem dor? Ou você precisa ficar tirando exercícios da sua aula por causa disso? 

Se o seu caso é o da segunda pergunta, então está na hora de adotar alguns exercícios de fortalecimento e mobilidade. Para sua sorte, separei alguns deles nesse artigo para que você consiga melhorar suas aulas. Continue lendo!

Fatores anatômicos do Punho

Os problemas de punho estão bastante relacionados à sua anatomia e biomecânica.

Isso não quer dizer que não podemos evitar dor no punho, somente que a maioria das pessoas estão predispostas a desenvolvê-la por causa de uma mistura de fatores anatômicos e desequilíbrios.

O punho possui 15 ossos que realizam articulações entre si, são eles:

  • Rádio e Ulna: são os dois ossos do antebraço;
  • Ossos do carpo: oito ao total que estão dispostos em duas fileiras;
  • Cinco ossos do metacarpo.

As articulações do punho são pequenas, sendo as principais delas as intercárpicas e a radiocárpica. Elas são responsáveis por realizar os movimentos do punho, que incluem:

  • Flexão;
  • Extensão;
  • Adução;
  • Abdução.

Você conhece a síndrome do túnel do carpo? Se não é tão familiar com esse problema, recomendo o excelente artigo da Janaína Cintas sobre o túnel do carpo.

O túnel do carpo é um espaço razoavelmente pequeno por onde passa o nervo mediano. Ele é uma das principais causas de boa parte das patologias do punho.

Um exemplo é a síndrome do túnel do carpo, que acabei de mencionar. Nessa síndrome o paciente sente dor no membro inferior afetado por causa da compressão do nervo.

Além de ser um espaço limitado para a passagem de nervos e estabilizadores estáticos, o punho possui pouco suporte muscular. Por causa da região anatômica, a proteção fornecida pela pele também é menor.

Esse problema é similar ao enfrentado por articulações como o tornozelo.

Dificuldades para fazer apoio de punho

Os alunos de Pilates têm duas grandes dificuldades relacionadas ao punho: exercícios que envolvem mobilidade e outros que envolvem apoio de punho (este é o momento que recebemos a maior quantidade de reclamação de dor).

Percebemos na rápida revisão anatômica que fiz anteriormente como o punho tem estruturas fáceis de comprimir. Além disso, ele possui poucos estabilizadores dinâmicos e uma pele que não proporciona muita proteção.

A dificuldade no apoio depende também da zona de base utilizada. A primeira zona é o túnel do carpo, considerando que é nela que passa o nervo mediano, imagino que você já consegue adivinhar problemas relacionadas a ela.

Um apoio errado na primeira zona causa compressão, provocando dor e sensação de formigamento.

A segunda zona de apoio é mais adequada para usarmos nos exercícios. Ela possui tendões que são melhor distribuídos e um pouco mais de suporte muscular. É nessa região que encontramos os músculos intrínsecos da mão.

Atividades que causam Dor no Punho

Não é só durante uma aula de Pilates que a pessoa tende a sentir dor no punho. As atividades rotineiras também são causas frequentes do problema.

Sabia que a síndrome do túnel do carpo e a tendinite do punho são LER (Lesões por Esforço Repetitivo) bastante comuns?

A dor no punho pode aparecer durante as aulas de Pilates, mas lembre-se que seu aluno também possui um trabalho no qual passa cerca de 8 horas por dia. 

Trabalhadores de escritório estão especialmente propensos ao desenvolvimento da dor. Eles passam tempo demais no computador realizando apoio de punho. Dependendo da posição do mouse e tipo de computador, eles provavelmente estão usando a primeira zona de apoio.

Quem digita no notebook, por exemplo, mantém a região do túnel do carpo apoiada sobre a borda do equipamento, o que pode causar compressão.

Além disso, a posição de trabalho proporciona tensão muscular na cervical e ombro, que também podem levar a dor referida no punho.

Para começar a evitar dor no punho é importante conhecer a atividade laboral do paciente. Depois, invista em exercícios para fortalecer membros superiores e corrigir desvios posturais.

Também dê uma orientação adequada sobre a posição que a pessoa adota no trabalho e recomende equipamentos adaptados para suas necessidades.

Maneiras de evitar dor no punho

Na verdade, o punho não possui exatamente uma zona de apoio perfeita. Apesar de ser mais estável, a segunda zona de apoio também está sujeita a dores e lesões se permanecer na mesma posição por muito tempo.

Além disso, temos o problema de exercícios de mobilidade de punho que causam bastante dor em alunos que já estão lesionados.

Portanto precisamos investir em exercícios específicos para fortalecimento de punho durante nossas aulas.

Apesar de eu ter mencionado que o punho possui pouco suporte muscular, ele ainda tem alguns músculos para ajudar no exercício.

O único problema é a fraqueza dessa região que existe na maioria das pessoas, especialmente indivíduos não treinados.

Através de exercícios de fortalecimento e mobilidade de punho conseguimos evitar a lesão ou compressão de nervos e tendões.

Realizar exercícios preventivos é a melhor maneira de garantir uma aula com segurança e sem dor na região.

Quando o aluno já sente dor no punho é recomendado que ele utilize um apoio no chão para a região, uma almofada antiderrapante ou um pedaço de tatame já ajudam a diminuir a compressão na região.

Também é importante encontrar a parte com menos dor e utilizá-la no movimento.

Exercícios para evitar dor no punho

Sempre gosto de enfatizar a importância de exercícios preventivos nas nossas aulas e não é diferente para evitar dor no punho. Para isso, devemos usar movimentos que trabalhem fortalecimento e mobilidade.

O aluno precisa de ambas as características funcionais para conseguir realizar movimentos mais complexos. Recomendo os seguintes exercícios para conseguir evitar dor no punho:

Conclusão

É necessário evitar dor no punho para conseguir proporcionar uma aula completa para nossos alunos. Nem sempre é possível adaptar alguns exercícios para prevenir essas lesões.

Além disso, quem sente dor no punho em aula provavelmente vai sentir o mesmo incômodo durante suas atividades diárias e de trabalho.

Quer melhorar os movimentos funcionais e, dessa maneira, dar melhor qualidade de vida para o aluno? Então comece a considerar esses exercícios de trabalho de punho.

Eles proporcionam diminuição da dor, não importa se a pessoa está fazendo exercícios ou no trabalho.



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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Conheça os 7 principais exercícios de MAT Pilates com acessórios

O legado deixado por Joseph Pilates sem dúvida é umas das práticas de atividade física que vem se destacando e despertando o interesse da população pela procura do Método. 

Mesmo por aqueles que procuram como parte de reabilitação ou até mesmo como busca para o condicionamento físico.

Entretanto, muitos alunos estão acostumados a praticar em equipamentos e não conhecem as diversas possibilidades que podem ser exploradas com os exercícios de MAT Pilates com acessórios

Por isso, é nossa responsabilidade como instrutores, mostrarmos a eles!

Abaixo listamos dicas de como preparar aulas e os 7 principais exercícios de MAT Pilates com acessórios para você diversificar e desafiar seus alunos. Continue lendo e confira!

A técnica desenvolvida por Joseph Pilates

Este Método que se baseia na cultura oriental, em movimentos de yoga, traduz através da sua técnica, a busca pelo movimento com qualidade, respeitando todos os princípios proposto por Joseph. Que são eles: 

  • Concentração;
  • Centralização;
  • Precisão;
  • Controle;
  • Respiração;
  • Fluidez.

Joseph assim, para a prática de sua técnica, cria seus próprios aparelhos para a realização dos exercícios de Pilates (Reformer, Cadilac, Chair e Barrel). 

Contudo, também podemos realizar exercícios de MAT Pilates, ou também chamado de exercícios no solo. 

Dos 34 principais exercícios deixados por Joseph, hoje resultam em mais de 500 exercícios, tanto em aparelhos como no solo.

Tendo o Pilates uma gama de recursos para a sua prática, percebe-se em Studios, através de conversa com alguns amigos, que trabalham com o Pilates,  que o nosso aluno, tem uma maior preferência em realizar os exercícios nos aparelhos, não preferindo o MAT Pilates durante a sua aula.

Mas o que seria então este MAT Pilates?

O que é o MAT Pilates?

Como dissemos anteriormente, o MAT Pilates engloba exercícios realizamos no solo, com uso ou não de alguns acessórios.

Pensando em nossos alunos, alguns não gostam que inserimos a modalidade em sua aula, pois os exercícios de MAT Pilates acabam por depender da própria força do corpo, ficando assim mais difícil de ser realizado. 

Diferente do Pilates em aparelhos, que possuem a ajuda de molas e alças, tornando “aparentemente” os exercícios mais leves e tranquilos de estar realizando. 

Contudo, de acordo com que o se deve alcançar, o uso das molas podem estar dificultando ou não o exercício.

Mesmo o Pilates realizado no MAT, não devemos deixarmos de lado os princípios para a realização dos exercícios, o trabalho constante da consciência corporal, fator contribuinte para assim estarmos buscando a realização dos movimentos com qualidade.

O MAT Pilates requer muito mais dos nossos alunos durante a sua realização, e suas principais características são o desempenho de maior força muscular, alongamento e equilíbrio, tornando assim os exercícios em um nível maior de complexidade.

Por estas características serem bem destacadas no MAT Pilates, observa-se que os resultados podem ser adquiridos com maior rapidez.

Para isto, temos que fazer um planejamento com objetivos que atendem ao nosso aluno, respeitando assim a sua individualidade e suas capacidades, pois o MAT pode ser feito por qualquer pessoa, pois ele atende a vários tipos de aulas, desde as básicas, intermediárias e avançadas.

Hyn (2014), realizou um estudo com o objetivo de examinar o efeito dos exercícios de MAT Pilates sobre o equilíbrio em mulheres idosas, com média de idade de 65 anos. Essas realizaram exercício 3 vezes por semana, durante 12 semanas com duração de 40 minutos cada sessão. 

Ao final do estudo eles concluíram que houve efeitos significativos sobre o equilíbrio estático e dinâmico em mulheres idosas após exercícios de MAT Pilates, classificando-o como o mais seguro em relação ao feitos em base instável.

MAT Pilates na prática

Através de estudos e até mesmo da nossa prática clínica, podemos observar que o MAT Pilates pode ser feito por qualquer tipo de pessoa, resta apenas nós instrutores sabermos adequar nossas aulas para cada tipo de aluno.

Enfrentamos também um dilema, na maioria dos casos as aulas de MAT Pilates costumam ter uma quantidade maior de alunos. 

Este cenário pode ser notado com maior frequência em academias que dispõe deste tipo de aula, ficando assim a orientação e supervisão do instrutor deficiente. 

Sendo assim, se na sua aula tiver algum aluno que necessite de uma atenção maior, faça com que o mesmo frequente uma aula mais personalizada, individualizada. Mostre para este aluno o porquê desta mudança, que isto estará beneficiando ele próprio.

O nosso maior desafio é manter a fidelidade de nossos alunos, por isso temos que ver nosso aluno como um global, e não como uma parte específica, deixar ele perceber que a aula de MAT Pilates está lhe dando resultados em base dos objetivos que ele quer alcançar.  

Exercícios de MAT Pilates com acessórios auxiliam ou dificultam as aulas?

São diversos os adereços que podemos utilizar nos exercícios de MAT Pilates com acessórios. Destacamos:

  • Bozu;
  • Bola suíça;
  • Rolo EVA;
  • Meia lua;
  • Faixa elástica;
  • Magic Circle;
  • Disco proprioceptivo;
  • Tonning ball.

Explorando algum desses citados acima, nossa cama de adaptações e exercícios de MAT Pilates com acessórios aumentam, basta utilizarmos de acordo com a necessidade de cada aluno.

O uso de acessórios faz com que aumente o repertório de exercícios e torne a aula de solo mais desafiante para o aluno, e a maioria deles se sentem estimulados para estar realizando os exercícios cada vez mais com maior confiança e segurança.

Devemos ter sempre em mente a biomecânica do movimento de cada exercício estipulado por um determinado acessório.

Colocar seu aluno para realizar um exercício, com um acessório que talvez não se adepta ao movimento, podemos estar fazendo com que ele não alcance os objetivos traçados por nós instrutores.

Com isso, acabamos por fazer com que nossos alunos percam o interesse pela aula, pois eles relatam ter dificuldades em executar determinados exercícios, tornando-os pesados pelo fato de não ter ajuda de um aparelho.

Como elaborar aula de MAT Pilates com acessórios?

Eis um dilema que nós instrutores enfrentamos ao termos que elaborar nossas aulas, principalmente quando se encontra mais de um aluno e que cada um atende à uma necessidade específica.

Se vamos elaborar uma aula de Pilates, no qual vamos reunir exercícios de aparelhos e mais o MAT, sugerimos que deixe a parte de solo do meio para o final da aula, ou seja no ápice da aula.

Como o  MAT necessita de mais força muscular de nosso aluno, se colocarmos já no início ele não terá mais desempenho até o final da aula, mesmo realizando em aparelhos. 

Principalmente os quais o foco é abdominal, procuramos deixar para este momento, assim o aluno gastará toda a sua energia final para os exercícios.

Se a aula for focada apenas em exercícios de MAT Pilates com acessórios, como é o nosso tema aqui abordado, sugerimos que comece com um pré-Pilates, uma preparação do corpo para os exercícios mais complexos. 

Exercícios respiratórios, de alongamento (sentado ou deitado), aquecimento do tronco e um aquecimento breve de abdominal, não necessariamente uso de The Hundred.

Procuramos usar mais de um tipo de acessório ou dar foco em apenas um e com base nesse, realizar diversos exercícios. O único problema em utilizar apenas um acessório, é que a aula pode se tornar cansativa, monótona, mesmo tendo uma maior diversidade de exercícios.

Um exemplo, se uso a bola suíça numa aula de MAT, procuro além de atender à necessidade específica daquele aluno, realizar todos os exercícios que englobam alongamentos, fortalecimentos e equilíbrios. 

Temos que não apenas pensar em nosso aluno como uma parte específica, e sim vê-lo de forma global.

Quer aprender mais ainda sobre exercícios de MAT Pilates com acessórios? Participe do Desafio da Nany Sevilla, durante todo o mês de Julho, e saiba como aliar técnicas do MAT Pilates e Fitness. Clique aqui para se inscrever e participar! 

7 Principais exercícios de MAT Pilates com acessórios

A seguir segue alguns exemplos dos principais exercícios de MAT Pilates com acessórios realizados em aulas de solo, desde a sua posição inicial, sua execução e posição final.

 

1. Swan

Execução:

Em decúbito ventral, com a região abdominal e pélvica apoiada sobre o Fitball. Apoie as mãos no solo com os membros superiores à direita. Mantenha quadris abduzidos. Inspire preparando o movimento e expire realizando a abdução do quadril. Inspire retornando à posição inicial.

2. Roll Over

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Execução:

Em decúbito dorsal, mantenha os quadris abduzidos e fletidos à 90º. Os membros superiores devem estar em prolongamento do corpo segurando o Fitball com as mãos.

Inspire preparando o movimento e expire realizando a flexão da coluna lombar e torácica até estar com o apoio sobre as escápulas e pés sobre o Fitball, priorize a mobilidade vertebral. Inspire realizando a extensão do quadril direito e expire voltando à posição anterior.

Repita com o membro inferior esquerdo e inspire realizando a extensão da coluna torácica e lombar, até a posição final.

3. Bridge com Fitball

Execução:

Em decúbito dorsal e joelhos a 90º de flexão, com os pés apoiados sobre o Fitball, mantenha os membros superiores ao longo do corpo. Inspire e expire realizando a mobilização da coluna vertebral. Inspire e retorne à posição inicial.

4. Roll Up

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Execução:

Em decúbito dorsal, com os membros superiores no prolongamento do corpo, segurando o Tonning balls. Mantenha o quadril em rotação externa com calcanhares unidos.

Inspire elevando flexionado os ombros até 90º, expire começando o movimento pela flexão da cervical. Posteriormente continue o movimento com a flexão da coluna torácica até na sua máxima flexão, os membros superiores devem estar à frente na linha das orelhas.

Inspire e expire realizando a extensão da coluna vertebral, iniciando pela região sacral, e seguindo para a região lombar e torácica, de forma a mobilizar a coluna vertebral até o retorno à posição inicial.

5. Rolling Back

Execução:

Sentado com o quadril e joelhos flexão à 90º e com pés em flexão plantar. Mantenha os ombros em flexão segurando as Tonning balls nas mãos.

Inspire e comece a rolar para trás, mobilizando a coluna vertebral até apoiar as escápulas no solo. Expire retornando à posição inicial. Não toque o solo com os pés. 

6. Mobilidade de coluna com Flexão e Rotação 

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Execução:

Ajoelhada em frente à Fitball, com as mãos apoiadas sobre ela. Mantenha os braços à frente com os cotovelos estendidos.

Inspire e expire fletindo primeiramente a coluna cervical, posteriormente a coluna torácica e lombar, em seguida o quadril deve flexionar também. Inspire e expire estendendo o quadril, a coluna lombar, torácica e cervical, em ordem, priorizando a mobilidade da coluna vertebral. Inspire para preparar a expiração realizando os movimentos inversos para retornar à posição inicial.

Como variação pode-se associar a rotação de coluna ao final da primeira fase. Para isso, cruze o membros superiores sobre o Fitball, inspire antes de começar a expiração realizando a rotação da coluna. Inspire e retorne à posição inicial.

7. Agachamento unipodal (Bosu e Magic Circle) 

Execução:

Em pé, estando com o membro inferior direito em flexão de quadril e leve flexão de joelho. O membro inferior deve estar em hiper extensão de quadril e joelho estendido, apoiado no Bosu. Mantenha os membros superiores à frente do corpo segurando o Magic circle.

Inspire para preparar o movimento e expire ao flexionar quadril e joelhos de ambos os membros inferiores. Simultaneamente, realize uma flexão horizontal de ombros contra a resistência do Magic Circle. Inspire e Expire retornando à posição inicial. 

Conclusão

Em relação aos exercícios de MAT Pilates com acessórios acima, apenas especificamos alguns exemplos, mas muitos outros existem neste repertório rico e completo que é o Método Pilates.

Ao montar uma aula de MAT Pilates, temos a contribuição que este Método nos fornece uma gama de exercícios, sendo assim diversificar nossa aula é algo que não parece ser desafiador.

Pensar no nosso aluno como um global, atender às suas necessidades, respeitar todos os princípios do Método, é tarefa que devemos realizar com os nossos alunos em todas as aulas.

Ao manter um aula com qualidade, tenha certeza que os objetivos serão alcançados, e não deixar nenhum detalhe “escapar” em nossas aulas, pois o diferencial do profissional está em como ensinar, e se esse ensinar é com amor.

Quer aprender mais sobre exercícios de MAT Pilates com acessórios? A especialista Nany Sevilla, durante todo o mês de Julho, estará realizando um desafio para te auxiliar na inovação de suas aulas aliando MAT Pilates e Fitness. Clique aqui para se inscrever e participar! 



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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Asma: o que é, sintomas, diagnóstico, tratamento e uso do Método Pilates

*Esse conteúdo é científico e pode ser utilizado para pesquisas*  A asma é uma patologia bastante comum que acomete cerca de aproximadamente 300 milhões de pessoas, segundo pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, colocando o Brasil na oitava posição no ranking de países asmáticos. 

Os indivíduos que convivem com asma frequentemente encontram dificuldades para realizar atividade físicas. Mas você sabia que o Pilates pode ser um ótimo aliado no tratamento desses pacientes?

Se você conhece um pouco da história de Joseph Pilates, com certeza  já ouviu falar que durante toda a sua infância ele sofreu de raquitismo, febre reumática e a popular asma. Acredita-se ainda, que foram essas dificuldade que o levaram a dedicar às atividades e posteriormente desenvolver a sua técnica: a Contrologia ou como chamamos, Pilates.

Quer conhecer mais sobre a Asma e sua relação com o Pilates? Então continue lendo esta matéria!

O que é a Asma?

A asma brônquica é uma doença crônica caracterizada por inflamação da via aérea, hiperresponsividade brônquica e crises de broncoespasmo com obstrução reversível ao fluxo aéreo. 

O desenvolvimento e manutenção da asma dependem da ação de fatores externos variados em indivíduos geneticamente predispostos, e é considerada em todo mundo, um problema de saúde pública, devido à alta prevalência e custos socioeconômicos.

Indivíduos asmáticos apresentam consideráveis restrições físicas, que quando não controladas devidamente, geram limitações nas atividades de vida diária e atividades de lazer, além de também apresentarem alterações sociais e emocionais. 

A asma traz consequências como a hiperinsuflação ocasionada pelo aumento da resistência das vias aéreas que altera a posição dos músculos respiratórios, incluindo o diafragma que tem sua eficiência mecânica diminuída.

Desenvolve também alterações posturais devido ao comprometimento da mecânica respiratória, o aumento do volume residual e o uso excessivo da musculatura acessória da respiração que contribuem para uma restrição na mobilidade do tórax e podem causar assimetrias, problemas musculoesqueléticos e movimentos compensatórios.

Além disso, pacientes com doença respiratória crônica tendem a apresentar menor tolerância ao exercício físico em função de diversos fatores, como: dificuldade respiratória, restrição a atividades ou mesmo falta de atividades fisicomotoras, levando ao descondicionamento do sistema cardiorrespiratório, gerando diminuição da força muscular de membros superiores e inferiores.

Epidemiologia

A asma incide em qualquer idade, com predomínio na infância e adolescência. 

Os maiores custos relacionados à asma concentram-se nos atendimentos em emergência e hospitalizações, sendo que a mortalidade por asma é baixa, mas apresenta uma magnitude crescente em diversos países.

A asma tem, em todo o mundo, um grande impacto econômico, seja por custos diretos ou indiretos, e social, relacionado a perdas de dias de escola e trabalho, assim como ao sofrimento individual e familiar. 

O custo para o controle da asma é alto, mas certamente os custos do não tratamento da doença são muito maiores tanto para o indivíduo quanto para o sistema de saúde.

Patologia

Vários fatores, ambientais, ocupacionais e individuais genéticos estão associados ao desenvolvimento de asma brônquica, sendo que os principais fatores externos associados ao desenvolvimento de asma são:

  • Alérgenos inaláveis – substâncias do corpo e fezes de ácaros domésticos, antígenos fúngicos, de insetos como baratas e de animais domésticos, além de polens;
  • Vírus respiratórios. 

Poluentes ambientais como a fumaça de cigarro, gazes e poluentes particulados em suspensão no ar, como as partículas provenientes da combustão do óleo diesel, também parecem atuar como fatores promotores ou facilitadores da sensibilização aos alérgenos e da hiperresponsividade brônquica em indivíduos predispostos.

A grande heterogeneidade fenotípica da asma, que pode iniciar em qualquer idade, pode ser intermitente e leve, e até mesmo transitória, ou, ao contrário, persistente e extremamente grave, além de estar associada a diferentes fenótipos intermediários, como atopia, hiperresponsividade brônquica, níveis séricos de IgE, dermatite atópica, dentre outros. Assim, colabora para a dificuldade na caracterização do papel específico de genes isolados no desenvolvimento da doença.

A inflamação brônquica constitui o mais importante mecanismo fisiopatológico da asma, e resulta de interações complexas entre células inflamatórias, mediadores e células estruturais das vias aéreas.

Está presente não apenas em asmáticos graves ou com doença de longa duração, mas também em pacientes com asma de início recente, em pacientes com formas leves da doença e mesmo nos assintomáticos. 

A mucosa brônquica inflamada torna-se hiper-reativa a diversos estímulos, sejam eles alérgicos ou não. 

Na asma alérgica, que representa a maioria dos casos, a resposta mediada por IgE causa alterações imediatas, minutos após a exposição ao(s) alérgeno(s), e alterações tardias, que representarão a resposta inflamatória crônica característica da doença.

Manifestações Clínicas

Seus principais sinais e sintomas são episódios recorrentes de:

  • Sibilos;
  • Dispneia;
  • Opressão torácica e tosse – principalmente à noite ou pela manhã ao despertar, que são uma consequência da obstrução variável ao fluxo aéreo, que pode ser reversível espontaneamente ou com tratamento;
  • Exacerbações – decorrentes da interação entre genética, exposição ambiental a alérgenos e irritantes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da asma baseia-se nos dados clínicos obtidos pela anamnese, na identificação da sensibilidade alérgica e, em crianças maiores e adultos, em parâmetros de função pulmonar. 

As perguntas frequentes para facilitar o resultado do diagnóstico são sobre os episódios recorrentes de dispneia, sibilância, tosse, dor torácica, medicações em uso, alívio dos sintomas, antecedentes familiares e sobre os principais alérgenos inaláveis intradomiciliares (ácaros, fungos, cães/gatos e baratas).

Para confirmação do diagnóstico há o teste cutâneo de leitura imediata, que é o método mais rápido, sensível e de melhor relação custo-benefício para este fim, se realizado de forma adequada, por profissional treinado e com extratos alergênicos confiáveis. 

Em adultos e crianças maiores deve ser realizada a espirometria antes e após administração de broncodilatador inalado, para o diagnóstico funcional e classificação inicial da gravidade da doença. 

A variação diurna exagerada do pico de fluxo expiratório (PFE) pode ser utilizada para documentar a obstrução variável do fluxo aéreo.

Possíveis Complicações

As possíveis complicações da crise de asma são:

  • Infecção respiratória;
  • Desidratação;
  • Atelectasias por tampões de muco;
  • Síncope por tosse;
  • Pneumotórax;
  • Cor pulmonale agudo;
  • Fadiga respiratória e insuficiência respiratória com hipercapnia;
  • Hipoxemia e suas consequências, como agitação psicomotora, coma, parada cardiorrespiratória e óbito.

Quanto a asma crônica, com o crescente conhecimento das alterações decorrentes do remodelamento brônquico, cada vez mais se aceita que na asma grave e de longa duração, a evolução para pouca ou nenhuma reversibilidade da obstrução ao fluxo aéreo aproxima-a muito da DPOC, com perda progressiva de função respiratória, limitação importante e permanente da qualidade de vida, além de maior incidência de infecções.

Tratamentos para Asma

Os objetivos principais do tratamento da asma são controlar os sintomas, prevenir a limitação crônica ao fluxo aéreo – secundária ao remodelamento brônquico, permitir atividades normais (trabalho, escola e lazer), manter a função pulmonar normal ou a melhor possível, evitar crises, idas à emergência e hospitalizações, reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio, minimizar efeitos adversos da medicação e prevenir a morte.

O tratamento de manutenção baseia-se em medidas de controle ambiental para diminuir a exposição aos alérgenos e irritantes inaláveis, como retirar tapetes, cortinas de pano, livros e bichos de pelúcia, limpar diariamente o piso, trocar roupas de cama, não ter animais com pelos dentro da casa e não ser fumante ativo ou passivamente. 

A farmacoterapia, para redução da inflamação e hiperresponsividade brônquica e, em casos selecionados, imunoterapia, para reduzir a sensibilidade alérgica. 

Além disso, o tratamento referente a fisioterapia respiratória e até o Método Pilates são benéficos para melhora do quadro clínico.

Devido ao nível de obstrução das vias aéreas, indivíduos asmáticos tendem a apresentar menor tolerância ao exercício, quando comparados com indivíduos comuns, pois apresentam limitações durante a prática de atividade física. 

O exercício induz a ocorrência de broncoespasmos, gerando diminuição da capacidade ventilatória e aumento da dispneia, o que contribui para que o indivíduo reduza a prática de atividades físicas e adote, consequentemente, um estilo de vida sedentário. 

A espirometria, o Teste de Caminhada de 6 Minutos antes e após o início do programa, traz melhora da Capacidade Vital Forçada (CVF) e do Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo (VEF1), aumenta a distância percorrida, melhora da sensação de dispneia e da fadiga durante a atividade de vida diária.

Asma e Pilates

O Método Pilates vem se destacando como importante ferramenta, principalmente nas correções de alterações posturais, pois tem a função de fortalecer, alongar e melhorar a postura. 

Os diferentes tipos de exercícios realizados no Pilates possibilitam a melhora do condicionamento cardiorrespiratório e muscular, além de apresentar um diferencial em relação às outras atividades físicas, pois uma de suas importantes características é o controle da respiração, que enfatiza a importância de manter os níveis de oxigenação da circulação sanguínea.

A eficácia do Pilates na asma é decorrente do fortalecimento do centro corporal e pelo alongamento da musculatura da região torácica e da musculatura acessória da respiração, visando à correção das alterações posturais e, consequentemente, a melhora da função pulmonar. 

O Método Pilates contribui para a melhoria na qualidade de vida, pois, através da prática de exercícios físicos específicos, promove bem-estar e saúde, proporcionando maior agilidade, mobilidade e equilíbrio.

Durante a realização dos exercícios, são ativados diversos músculos que estão envolvidos na respiração, principalmente os responsáveis pela expiração, visto que os mesmos se encontram contraídos durante as fases de inspiração e expiração. 

O trabalho dos músculos respiratórios, especificamente dos músculos abdominais, e dos exercícios de alongamento da musculatura acessória da respiração melhora significativamente a força muscular expiratória, e consequentemente é possível diminuir a resistência das vias aéreas.

Conclusão

Durante a crise de asma, ocorre estreitamento da via aérea, levando ao aumento da resistência ao fluxo de ar, resultando em uso excessivo da musculatura acessória da inspiração e um padrão respiratório apical. 

De acordo com o a evolução da doença e com o aumento das crises, ocorre encurtamento da musculatura acessória da respiração, levando a uma alteração postural da caixa torácica. 

Os pacientes passam a adotar um padrão apical e pode ocorrer uma hiperinflação, prejudicando a mecânica do músculo diafragma e o posicionamento da coluna cervical e da cintura escapular, com redução da mobilidade torácica. 

Por isso, exercícios de alongamento da musculatura acessória da respiração – como o Método Pilates  –  trazem resultados benéficos para essas consequências proporcionadas pela asma.

Escrito por: Liga Acadêmica de Fisioterapia Respiratória e Tabagismo – LAFREST – FEPI (Joyce Mara de Souza, Mariana Ferreira e Tainara Nielly Alves).

Orientado por: Profa Pâmela Pereira

 

Referências

SILVA K. S., et al. Influência do Método Pilates nas alterações pulmonar, postural e psicossocial observadas na asma. Fisioterapia Ser. vol. 11 – nº 4. 2016.

SILVA E. C. F. Asma Brônquica. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, UERJ. 2008.

PANELLI, C.; DE MARCO, A. Método Pilates de condicionamento do corpo: um programa para toda vida. 2.ed. São Paulo: Phorte, 2009.

SOUSA M. E., MARTINS D. J. N., GONZAGA D. B. Influência do Método Pilates na função cardiorrespiratória de idosos. Revista Expressão Católica Saúde. v.2, n1, 2017.

TORRI B. G., BARROS R. J., OLIVEIRA A. Q., et al. O Método Pilates melhora a função pulmonar e a mobilidade torácica de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. Revista Fisioterapia Brasil. v.18, p.56-62, 2017.



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