segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Mobilidade articular: o segredo para uma reabilitação eficiente (+ exercícios)

Você usa exercícios de mobilidade articular como parte do processo de reabilitação? Mesmo que a resposta seja sim, quero que fique atento à esse artigo! 

Aqui aprenderemos a importância de trabalhar essa característica funcional com alguns exercícios que te ajudarão a inseri-la em aula. Vamos lá?

Importância da mobilidade articular na reabilitação

A reabilitação já se tornou sinônimo de fortalecimento para muitos profissionais. Lesão no joelho? Comece a fortalecer agora! Lesão no quadril? Fortalecimento é a solução! Lesão na coluna lombar? Fortalecimento nela!

Fortalecer musculaturas realmente é parte essencial do nosso trabalho na reabilitação, mas não é tudo. 

Uma articulação lesionada passa por um processo gradual de perda de movimento. Lembre-se que a primeira reação do corpo à dor é tentar não sentir mais dor. Se um certo movimento causa desconforto, a pessoa começa a evitá-lo.

Já viu alguém que tem dor no joelho caminhando? A pessoa manca e faz uma movimentação completamente diferente com a perna lesionada somente para não precisar flexionar o joelho. Ela está impondo a imobilidade sobre aquela articulação. Isso acontece com boa parte dos nossos alunos lesionados.

Considerando que quase todos eles só buscam ajuda médica e fisioterapêutica depois de algum tempo com a patologia, já os encontramos com articulações rígidas. 

O ombro é outro exemplo muito comum de falta de mobilidade por causa de lesões. Alguém que sofreu uma lesão que causa dor ao levantar o braço acima da altura da cabeça simplesmente deixa de fazer o movimento. Ou seja, deixa seu ombro rígido.

Mobilidade articular é uma característica funcional que todo o corpo precisa para conseguir realizar seus movimentos sem risco. Quando ela não existe ou está diminuída estamos criando o cenário ideal para o surgimento de:

  • Dores;
  • Patologias;
  • Desequilíbrios e tensões musculares;
  • Lesões.

Não importa com quem você está trabalhando, todos precisam recuperar sua mobilidade articular para terem um bom tratamento. Mesmo quem não trabalha com reabilitação precisa prestar atenção nessa característica.

Quais as causas da rigidez?

Por acaso você já viu alguém que não consegue agachar? Eles costumam realizar alguns erros, como levantar os calcanhares ou hiperestender a coluna lombar. Esses erros são indicativos de falta de mobilidade.

A maioria dos alunos iniciantes possuem algum tipo de limitação de movimento. Isso acontece porque o sedentarismo é um dos grandes causadores de rigidez articular, algo que queremos evitar a qualquer custo.

O trabalho de mobilidade articular pode servir como parte do tratamento de indivíduos lesionados ou somente como melhora de vida. Você pode ter certeza que seu aluno iniciante estará bem melhor quando conseguir realizar movimentos na sua amplitude total de movimento.

Abordagem joint by joint (articulação por articulação)

No Pilates o corpo é visto como um todo e não musculaturas e articulações separadas. Isso é evidenciado pela existência de cadeias musculares e cadeias cinéticas que regem o movimento. 

Existe também, mais uma abordagem importante para essa visão global, a abordagem joint by joint (articulação por articulação). 

Criada pelos fisioterapeutas Gray Cook e Mike Boyle, essa abordagem vê o corpo como uma junção de articulações trabalhando em conjunto. Cada segmento tem a função de estabilidade ou mobilidade e de acordo com ela conseguimos prever suas disfunções.

Para manter o equilíbrio, o corpo possui segmentos com função de mobilidade alternadamente com aqueles que têm função de estabilidade. A tendência é que os desequilíbrios articulares gerem um exagero na função da articulação. Ou seja, uma articulação com função de estabilidade se torna rígida quando desequilibrada.

Como resultado, surgem as patologias e dores que tanto conhecemos. Mais importante ainda é entender que essas articulações formam um conjunto. Por isso, o desequilíbrio articular costuma se manifestar como dor na articulação imediatamente acima ou abaixo. 

Veja um tornozelo sem mobilidade como exemplo. É raro encontrar pacientes com dores no próprio tornozelo, mas as dores no joelho são bastante comuns.

Exercícios para mobilidade articular

Como falei anteriormente, se quisermos um corpo com seu funcionamento fisiológico correto, precisamos trabalhar a mobilidade articular. 

Para isso, separei aqui algumas opções de exercícios funcionais que você pode aplicar em suas aulas de Pilates. Confira a seguir!

Conclusão

Sem trabalhar mobilidade articular sua reabilitação dificilmente estará completa. Provavelmente você percebeu que nos exercícios mostrados acima tivemos forte ênfase em mobilidade de regiões como torácica e quadril.

Para entender isso, basta observar novamente a abordagem joint by joint. Nela, o quadril e a torácica são duas regiões com função de estabilidade. 

Como parte de um conjunto articular que anula e distribui forças, o quadril precisa de uma estabilização bastante eficiente, mas em alguns casos essa estabilização causa rigidez. O mesmo ocorre com a coluna torácica.

Ou seja, precisamos trabalhar mobilidade com ainda mais frequência quando estamos enfrentando problemas articulares em um local com função de estabilidade. Isso não quer dizer que você pode descartar a mobilidade em articulações que têm essa função! Elas podem estar rígidas, especialmente quando a pessoa passou muito tempo com dor.



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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

4 lesões comuns no ombro que podemos tratar com movimento

Considerando que o ombro é uma articulação bastante instável, é comum encontrarmos alunos com lesões nesta região do corpo. Isso pode acontecer por diversos motivos, incluindo disfunções, traumas e desequilíbrios musculares. Algumas vezes as lesões são até multifatoriais. Por isso, é importante observar cuidadosamente o paciente para realizar o tratamento ou prevenção de lesões comuns no ombro.

Nossos alunos com frequência realizam movimentos compensados que recarregam as estruturas do ombro. Isso pode acontecer em movimentos diários, como ao levantar uma carga ou durante atividades esportivas.

Falando em gestos esportivos, eles são grandes causadores de lesões. Quando realizados de maneira errada ou com a ativação muscular incorreta é o suficiente para causar algum tipo de problema no complexo do ombro do indivíduo. 

Mesmos traumas que ocorrem durante o esporte e causam lesões podem estar relacionados a fraqueza muscular e um padrão de movimento errado.

Os mecanismos que levam a uma lesão no ombro são complexos e podem estar ocultos até nas bases do corpo. O que estou tentando dizer é, mesmo sendo um problema localizado em um complexo articular específico, não devemos olhar somente para ele. É possível que a causa esteja em outro lugar ou relacionada a outra articulação.

Mas quero que você tenha alguma base mais prática para começar o tratamento de lesões comuns no ombro dos alunos. Por isso, selecionei essa pequena lista que te auxiliará nessa tarefa.

Lesões comuns no Ombro

1. Luxações no ombro

As luxações aparecem com muita frequência entre as lesões no ombro mais comuns. Ela ocorre quando algum fator leva à separação de tecidos moles das suas estruturas articulares. Um ligamento que foi hiperextendido, por exemplo, pode passar do seu limite elástico e se romper ou sofrer um trauma.

Existem quatro tipos principais de luxações no ombro:

  • Anteriores;
  • Posteriores;
  • Superiores.

Depois que o problema ocorre uma vez o aluno pode se tornar um reincidente. Como muitos não buscam tratamento profissional, a lesão nunca se cura completamente e volta assim que ele realizar um movimento mais brusco. Esse é um caso comum com atletas amadores que não possuem o acompanhamento adequado.

2. Lesão na articulação acromioclavicular

A articulação acromioclavicular realiza a conexão entre as estruturas do complexo do ombro e da clavícula. Ela é uma articulação bastante estável graças à presença de diversos ligamentos ao seu redor que realizam a estabilização dinâmica. Apesar da estabilidade, não é incomum encontrar pessoas com lesões nos tendões da articulação.

A causa mais comum para esse problema são impactos ou traumas diretos. Os traumas ocorridos na escápula e na parte superior do ombro são os mais perigosos. 

Por isso, indivíduos que praticam esportes de alto contato, como artes marciais, tendem a sofrer mais do problema. Também é possível encontrarmos pacientes que sofreram uma lesão por causa de traumas indiretos.

Imagine alguém que sofreu um impacto na mão quando estava com o cotovelo estendido ou passou por uma tração forte no membro superior. Esse impacto não causa lesão diretamente na mão que o sofreu, mas sim nos tendões da articulação acromioclavicular. Como resultado eles podem sofrer pequenas lesões e traumas ou se romperem completamente.

Na maioria dos casos, os tendões lesionados são os que se encontram entre o acrômio e a clavícula. Eles são a parte mais superficial e propensa a sofrer traumas. Outra região mais frágil são os ligamentos que ficam entre o coracóide e a clavícula, mas para atingi-los o trauma deve ser bem mais forte.

O tratamento depende bastante da gravidade e da porção do tendão danificada. Em alguns pacientes é possível tratar somente com métodos conservadores que, é claro, envolvem fisioterapia e Pilates

Só teremos problemas quando a lesão é mais extensa e causou rompimento total de alguns tendões, exigindo o procedimento cirúrgico. Ainda estamos presentes no tratamento, especialmente na porção pós-operatória.

3. Lesão na articulação esternoclavicular

É raro encontrar lesões na articulação esternoclavicular, mas elas acontecem. Essa raridade é justificada pela grande quantidade de ligamentos fortes que rodeiam a articulação. 

Boa parte dos casos de lesão acontece por causa de traumas fortes, como os que acontecem em acidentes de trânsito. Eles podem afetar tanto ligamentos na parte posterior quanto anterior da articulação.

As lesões na articulação esternoclavicular costumam surgir junto a outras lesões ou problemas na cintura escapular. Elas podem exigir tratamento cirúrgico ou conservador, tudo depende da quantidade de tecido lesado.

Além de lesões ligamentares, também existem entorses e subluxações que afetam a articulação esternoclavicular. Esse é um problema de ombro bastante mais comum que costuma ser tratado através da fisioterapia.

4. Lesões na articulação escapuloumeral

Quando dizemos que o complexo do ombro é instável, uma das grandes culpadas é a articulação glenoumeral. Ela é extremamente móvel por possuir uma cápsula articular rasa e uma quantidade menor de ligamentos para estabilizá-la. Graças a esses fatores os membros superiores são capazes de uma impressionante amplitude de movimento, mas também estão mais sujeitos a lesões.

Detalhe: as lesões na articulação escapuloumeral são bastante relacionadas a desequilíbrios e fraquezas musculares, principalmente do manguito rotador.

Algumas das lesões comuns no ombro são as luxações traumáticas da escapuloumeral. Elas ocorrem após traumas, como acidentes, impactos diretos ou quedas atingem o ombro diretamente. 

Seu paciente provavelmente vai te dizer que está com o ombro deslocado, mas essa é uma luxação. O ombro precisa voltar ao seu lugar original, mas a manobra não deve ser realizada por alguém não especializado. Isso pode causar ainda mais danos às estruturas da região.

É comum encontrarmos uma luxação da articulação escapuloumeral junto de lesão em tendões ou até no Labrum. A maioria dos pacientes sente dor aguda que precisamos aliviar antes de dar início ao tratamento.

Vou te contar um detalhe interessante: a maioria dos pacientes não fazemideia de qual foi o movimento que causou a luxação. A lesão costuma ser anterior e acontece com o membro superior em abdução e rotação externa. Essa posição está presente em muitos movimentos do dia a dia, tudo que a pessoa percebe é uma dor súbita que a impede de mover corretamente o membro superior.

Oriente seus alunos a tomarem muito cuidado com o ombro enquanto estiver com o ombro em cicatrização. Uma lesão que cicatriza na posição incorreta deixa a articulação glenoumeral ainda mais instável e propícia à reincidência das lesões.

Conclusão

Por ser uma articulação bastante lesionada, é importante ter conhecimento a respeito das lesões comuns no ombro. Precisamos aprender o máximo possível sobre tais lesões, assim conseguiremos dar atendimentos cada vez mais completos para nossos alunos. 

Quer aprender ainda mais? Baixe agora o ebook gratuito e saiba como utilizar o Método Pilates no tratamento das lesões comuns no ombro.



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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Pilates para Disfunções Neurológicas: saiba como o Método pode auxiliar no tratamento (+dicas de exercícios)

Hoje vamos abordar uma patologia que de modo geral, compromete a vida de milhares de pessoas e incapacita muitas outras, no Brasil e no mundo. E ainda, mostrar como o Pilates para Disfunções Neurológicas pode ser um ótimo aliado ao tratamento desses pacientes.

Vale lembrar que disfunção nos remete ao funcionamento anormal, prejudicado, ou uma anomalia de um organismo ou órgão.

As disfunções neurológicas podem gerar alterações motoras irreversíveis, temporárias ou permanentes, com os mais variados tipos de sequelas. 

Contudo, atualmente, existem muitos métodos para reabilitação neurológica dos diferentes tipos e subtipos de patologias. 

Para iniciar, que tal relembrarmos alguns detalhes importantes para melhor compreensão das disfunções neurológicas? Vamos lá!

Sistema Nervoso

O sistema nervoso, é anatomicamente dividido em sistema nervoso central (formado pelo encéfalo e medula espinal) e sistema nervoso periférico (formado pelo encéfalo, nervos, espinha e gânglios)

Já a divisão fisiológica do sistema nervoso, apresenta-se em duas partes, voluntário e autônomo.

O sistema autônomo está dividido em duas partes: sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático (SNS, SNPS). Porém, as funções desses dois sistemas são opostas. Um controla a ação do outro em relação aos órgãos, através das substâncias adrenalina e acetilcolina.

O sistema nervoso autônomo garante a homeostase, que por sua vez, modera e regula o interior do corpo humano. Além disso, este sistema responde pelas funções estruturais do organismo. 

O sistema nervoso voluntário possui uma parte central que é representada pelo córtex e uma parte periférica representada por nervos. 

Sistema nervoso autônomo simpático

É constituído por fibras (amielinizadas), que tem como princípio a medula, e os gânglios (mielinizadas), que tem como início os axônios.

As fibras liberam a acetilcolina, produzindo o princípio do impulso nervoso.

Sistema nervoso autônomo parassimpático. 

É constituído pelo mesencéfalo, mielencéfalo e medula sacral, tem fibras extensas realizando o contato de dois neurônios que por eles passam os impulsos nervosos e sua substância é a acetilcolina. 

Curiosidade: o mielencéfalo é um termo de embriologia para a estrutura do sistema nervoso central embrionário, parte do rombencéfalo, que se desenvolve formando a medula oblonga. Durante o desenvolvimento fetal, divisões que dão origem ao rombencéfalo começam a ficar visíveis após 28 dias de concepção.

As subdivisões mais específicas, metencéfalo e mielencéfalo, vão tomando forma a 7 semanas após a concepção. Diferenciação de forma definitiva na medula oblongata pode ser observado em torno da 20ª semanas de gestação.

O mielencéfalo conecta o encéfalo com a medula espinhal, por isso danos e má-formação nessa área costumam ser rapidamente fatais.

Pilates para Disfunções Neurológicas

O  Método Pilates busca a reeducação do movimento, com o objetivo de introduzir consciência ao movimento, e atualmente é  chamado pela área da saúde como ‘’um exercício pensante’’.

Pilates estimula a circulação, melhora o condicionamento físico, flexibilidade, alongamento, alinhamento postural, consciência corporal e a coordenação motora (é possível trabalhar a coordenação fina e grossa, com a introdução de acessórios e tipos variados de movimentos a serem executados).

Notoriamente esses benefícios do Pilates para Disfunções Neurológicas ajudam a melhorar o quadro do paciente e também na prevenção de lesões, proporcionando um alívio de dores crônicas.

Segundo Joseph Pilates, os benefícios do Método Pilates só dependem da execução dos exercícios com fidelidade aos seus princípios.

Torna-se indispensável que nós, profissionais que utilizamos o Método Pilates, tenhamos amplo conhecimento da técnica e da patologia em questão.

O Pilates tem como vantagens a melhora dos níveis de consciência corporal e a coordenação motora.

Os exercícios de Pilates são, na sua maioria, realizados na posição deitada, o que reduz qualquer impacto nas articulações de sustentação do corpo na posição ortostática e apresenta muitas variações de exercícios. Por isso pode ser realizado por indivíduos com desordens neurológicas.

O Pilates para Disfunções Neurológicas bem conduzido por um profissional competente, é de fato nula a possibilidade de lesões ou dores musculares. E pode ser uma forma eficiente para o fisioterapeuta na reabilitação, quando executado de acordo com os seus princípios.

7 Exercícios de Pilates para Disfunções Neurológicas

Gostamos bastante dos exercícios solo de Pilates para Disfunções Neurológicas durante o tratamento das patologias dos nossos alunos.

Principalmente no início, por uma questão de prevenção de quedas, pois lembremos sempre, que existe um déficit de equilíbrio e em muitos casos alterações psicológicas já se instalaram. 

De acordo com andamento de cada atendimento, podemos dar sequência na evolução, acompanhando as limitações de cada paciente. 

1. Matwork

2. Roll Up

Fortalecer abdominais, alongar cadeia posterior e mobilizar a coluna.

3. Saw

Trabalho rotadores de tronco e isquiotibiais.

4. Equilíbrio sentado com a bola

Para potencializar, utilize um tapete emborrachado, com textura diferenciada, para trabalhar também a propriocepção dos pés. 

Importante, muito importante mesmo, é ficar junto com seu paciente, auxiliando em cada movimento até que o movimento seja executado o mais próximo do fisiológico, com leveza e fluidez. 

Quando essa etapa progride, pode-se introduzir a respiração adequada do Pilates, contração do esfíncter e na sequência fortalecimento de assoalho pélvico, controle postural, alinhamento cervical, controle dos MMSS e MMII. 

Se o paciente desde o início tiver condições de executar todos os princípios do Pilates, aproveite e faça. Porém, tudo depende da condição geral do paciente. Não existe receita pronta! Cada pessoa é única, jamais esqueça disso! Sabemos que essas frases parecem bordão, mas é a mais pura realidade.

 5. Forward Push Through 

Exercício muito utilizado no Pilates para Disfunções Neurológicas, por trabalhar isquiotibiais, tríceps sural e mobilizar a coluna. 

Realiza-se uma variação, elevando os braços para o alto também, com objetivo de melhorar a mobilidade escapular, que em paciente com sequelas de AVE é um dos problemas mais comuns. 

Em muitos casos é necessário realizar uma mobilização passiva dessa região, antes de qualquer tentativa de exercício.

É de extrema importância que nós, instrutores de Pilates, sempre demos orientações de posicionamento de membro superior e inferior. 

6. Mermaid

Alonga cadeia lateral e melhora o controle dos ombros. Nem sempre o paciente com AVE e outras disfunções conseguirá realizar. Muitas vezes quando ao tentar levar o braço oposto em direção a barra torre, sinta-se ‘travado’’.

7. Cat no Cadillac 

Descarga de peso, equilíbrio e fortalecimento. 

Muito útil e benéfico para desordens neurológicas, introduzir texturas (tapete emborrachado, existe de várias texturas diferentes), para apoio das mãos e pés, melhora propriocepção, que nesse tipo de desordem existe uma forte tendência a ficar diminuída ou exacerbada em alguns casos.

Como montar uma aula de Pilates para Disfunções Neurológicas? 

Em primeiro lugar, como já mencionamos anteriormente, não existe uma receita pronta. Cada aula necessita ser pensada. 

É extremamente importante para garantirá o sucesso da  reabilitação, a anamnese. Afinal, a avaliação é a base e início de todo tratamento. 

Então vamos lá! Abaixo listamos algumas dicas para te auxiliar na hora de preparar uma aula de Pilates para Disfunções Neurológicas.

  • Avaliação

Observar desalinhamentos, força muscular, o que foi preservado e o que está comprometido. Conversa olho no olho, exames recentes, medicamentos de uso contínuo, patologias associadas, feridas, traumas visíveis ou não, converse com a família, analise cada indivíduo como ÚNICO que é, e somos.

  • Identificar qual o objetivo primário da pessoa

Muitos dizem de forma generalizada: “quero melhorar”. Todavia, isso é geral demais, é importante saber o que pode melhorar e deixar  isso bem claro para a pessoa.

  • Bom senso e ética profissional

Pacientes com disfunções neurológicas já enfrentam muitas dificuldades. O que essa pessoa não precisa é de um profissional que o deixe com um psicológico pior do que ele já está. Claro que existem pessoas que nada abala a sua fé, mas são raras quando se trata de disfunção neurológica. 

  • Determinar o nível de controle motor, força, estabilidade, flexibilidade, habilidade, equilíbrio e tolerância para certas posições

Analisar quais as preferências do paciente e principalmente, entender que trata-se de um ser humano. Em determinados momentos será aquele turbilhão de sentimentos e confusões. Já tivemos paciente que no meio de um exercício desabou chorar, o que fizemos? Acalentamos, óbvio ! Abraço acalma a alma e em  momentos assim, palavras são desnecessárias.

  • Planejar e colocar no papel quais exercícios irá utilizar

Preferimos dividi-los por aparelhos e grupos musculares que serão trabalhados. Forma prática para não fadigar a musculatura do aluno e também, saber onde e quando progredir.  

  • Conhecimento da patologia do seu paciente

Combinações medicamentosas pode afetar diretamente o rendimento, de forma alguma devemos interferir no tratamento medicamentoso, mas, saber qual a ação e o que pode causar ao paciente é importante. 

Isso pode auxiliá-lo numa conduta mais vigorosa ou menos vigorosa, por exemplo. Pode ser que em alguns casos, o ganho de força muscular não aconteça, mesmo realizando um trabalho para essa finalidade, e isso poderá ser causado por medicamentos que o paciente toma diariamente.  

Conclusão

O Método Pilates é um programa completo de condicionamento físico e mental numa ampla esfera de exercícios potenciais.

O Pilates para Disfunções Neurológicas pode ser utilizado com o intuito de: alcançar ganhos de força muscular, controle neuromuscular, potência e resistência muscular e também, favorecer o funcionamento muscular equilibrado de toda cadeia cinética.

A eficiência do sistema neural e muscular permite que os agonistas, antagonistas, estabilizadores e sinergistas atuem de forma sinérgica na direção de gerar e diminuir forças, assim como estabilizar a cadeia cinética em todos os três planos de movimento.

O Método Pilates para pacientes com sequelas motoras apresenta resultados e melhoras significativas no equilíbrio, marcha e força muscular quando executado de maneira correta, segura e eficiente.

Recordando que os pacientes que apresentam sequelas neurológicas, a evolução terapêutica é em longo prazo. 



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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Como usar Treinamento Funcional na reabilitação de seu aluno?

Sabemos que exercícios funcionais são excelentes para melhorar a condição física geral do paciente. E que além disso, podemos usar o treinamento funcional na reabilitação com muita eficiência.

Mas, para isso, é fundamental aplicar os conceitos do funcional aos exercícios corretivos de forma correta e eficiente.

Agora chegou a hora de entender como aplicar o treinamento funcional na reabilitação do seu aluno. Continue lendo para entender o que você deve usar ou evitar para cada caso.

Exercícios de Treinamento Funcional na reabilitação

Na verdade, podemos considerar a maioria dos movimentos usados no funcional como tipos de exercícios corretivos.

Eles são focados em melhorar o padrão de movimento usado nas atividades diárias, consertando disfunções do aluno. Isso mesmo quando estamos usando o funcional para treinamento de pessoas sem patologias.

Através do treinamento funcional na reabilitação conseguimos corrigir as compensações que o corpo realiza, seja por desequilíbrios musculares, lesões ou patologias.

Está na hora de esquecer a ideia de que essa modalidade só serve para melhorar as aptidões físicas de quem já está preparado para o movimento.

Um de seus principais benefícios para a reabilitação é a visão e trabalho global do corpo. Ao contrário de outras modalidades que trabalham com exercícios isolados, o treinamento funcional – assim como o Método Pilates – trabalha com o corpo de forma global.

Boa parte de seus exercícios são multiarticulares e em cadeia fechada, ideais para reabilitar um paciente lesionado.

Importância de trabalhar na Globalidade

Durante a reabilitação, precisamos ver o corpo inteiro do aluno em desequilíbrio, não apenas a parte que está lesionada.

Assim que uma região perde sua mobilidade por causa de dor, outra região ganha mobilidade para compensar.

Por isso, na maioria dos casos a articulação dolorida não é o local primário da lesão. Sabemos bem disso estudando a abordagem joint by joint.

Por causa desse esquema compensatório, encontramos diversas musculaturas e articulações com sua função alterada. E isso mesmo em locais, aparentemente, não conectados com o local da lesão.

Perceba que boa parte dos seus pacientes têm dificuldade em fazer alguns tipos de exercícios, mesmo usando áreas do corpo sem dor. Sempre gosto de usar o agachamento como exemplo porque ele realmente é excelente.

Algumas vezes encontramos pessoas que nos buscam por um problema no ombro, por exemplo, que mostram seus desequilíbrios quando tentam agachar.

Elas não têm mobilidade de tornozelo e quadril, portanto estão com a base do corpo comprometida.

Apesar de não estarem doloridas, essas articulações são essenciais para um bom padrão de movimento.

Com sua mobilidade comprometida, elas causam uma série de compensações que podem afetar áreas mais distantes. Isso é especialmente importante quando falamos da base do corpo, mas se aplica em todo o restante.

Precisamos fazer duas coisas para que o exercício corretivo funcione:

Em geral, o problema é um desequilíbrio muscular ou articular que pode gerar compensações.

Através do uso do treinamento funcional na reabilitação damos a oportunidade ao aluno de identificar e recuperar suas disfunções.

Ou seja, não estamos trabalhando para melhorar o condicionamento físico, deixá-lo mais atlético ou algo do tipo como alguns pensam ao falar de funcional. Estamos recuperando seu corpo.

Usando exercícios dentro do limite do aluno

Quer começar a usar o treinamento funcional na reabilitação? Nesse caso, está na hora de aprender a usar seus exercícios com segurança.

Primeiramente, lembre-se que está trabalhando com alguém com dores ou lesões. Se ele perceber que o exercício só o deixa mais dolorido pode se assustar logo na primeira aula e nunca mais voltar.

Assim, devemos respeitar seus limites. A dor é um dos principais indicadores que seu aluno está no seu limite. Nunca deixe que alguém faça exercícios que causam dor, seja na área lesionada ou não.

Também devemos tomar cuidado com o nível de dificuldade dos exercícios propostos.

Apesar de estar falando aqui do treinamento funcional na reabilitação, ele também tem diversos outros usos. O funcional possui movimentos que vão desde os mais simples até os mais avançados.

Decidir qual deles é adequado para seu paciente envolve também saber para qual nível de dificuldade ele está preparado.

Um exercício mais difícil ou complicado não é exatamente algo ruim. O desafio serve de motivação e mostra à pessoa como ela está evoluindo. Mas em excesso pode desmotivar ou até piorar o quadro da lesão.

Trabalhando a dor com Funcional

A dor é um alerta do corpo de que algo está muito errado. Quando o desconforto começa, a pessoa está com um sério desequilíbrio ou falta de alguma habilidade, como:

  • Força;
  • Flexibilidade;
  • Estabilidade.

Os desafios que mencionei no tópico anterior precisam ser muito bem planejados. Em exagero, eles aumentam a dor, especialmente quando o paciente não tem controle motor suficiente para fazer o movimento.

Preste atenção nas reações do aluno, se ele mostrar algum sinal de desconforto algo pode estar errado. Talvez aquele corpo simplesmente ainda não esteja preparado para evoluir.

Trabalhar com alunos com dor ou lesionados é bastante complicado. A dor e a lesão acabam com o controle motor e a propriocepção do indivíduo.

Portanto, estamos trabalhando com alguém que altera seus padrões de movimento para evitar a dor em todos os movimentos.

Se insistirmos em realizar o movimento que causa algum incômodo sem corrigir as compensações, ele vai se lesionar.

Por acaso já viu alguém saindo de uma aula de funcional dizendo que ficou com dor na coluna depois? É porque o instrutor não corrigiu sua postura e padrão de movimento nos exercícios.

Quem está utilizando o treinamento funcional na reabilitação deve começar sempre aliviando a dor e com exercícios preparatórios.

Aproveite esse momento inicial para corrigir sua postura, identificar fraquezas e fortalecer os músculos de base do corpo.

Assim, a pessoa torna-se capaz de enfrentar os excelentes desafios do funcional com segurança.

Começando a aplicar o Treinamento Funcional na reabilitação

Até agora dei alguns avisos e dicas preventivas para usar o treinamento funcional na reabilitação. Mas finalmente chegou a hora de aprender a aplicar modalidades nas suas aulas focando na recuperação do cliente.

Sempre recomendo começar a reabilitação de um aluno trabalhando as bases do corpo. No funcional isso é representado pelas musculaturas do Core.

Imagino que, se você já procurou exercícios funcionais em algum lugar, percebeu que existem dezenas de exercícios para Core, certo?

Começamos trabalhando o Core e músculos de base porque eles são essenciais para o movimento. E muitos podem se perguntar: “Mas Keyner, meu aluno tem lesão na cervical, ele precisa trabalhar as bases?” 

E eu respondo: “Com certeza! O primeiro motivo para isso é aliviar a dor e proporcionar  mais movimento.”

Já percebeu que alunos com dor aguda dificilmente conseguem trabalhar a área lesionada nas primeiras sessões?

Além de aplicar técnicas para alívio, como crioterapia e terapia manual, podemos aproveitar para fortalecer suas bases.

Com movimentos funcionais mais adequados, a pessoa já consegue perceber uma boa melhora no quadro álgico.

Conforme fortalecemos e ativamos as estruturas do Core, nosso paciente ganha percepção da postura. Assim, começa a corrigir alguns dos padrões errados que poderiam causar dor e melhora a estabilidade do corpo.

Além disso, nunca podemos esquecer que o corpo e suas musculaturas são interconectados. Estudos mostram que ao ativarmos musculaturas do “centro”, conseguimos uma ativação mais eficiente de músculos nas extremidades também.

Escolhendo o tipo de exercício adequado

Para ser mais didático, dividirei os exercícios funcionais em dois tipos aqui:

  • Fortalecimento;
  • Corretivos.

Sei que existem diversas habilidades que trabalhamos no funcional, mas falarei desses dois tipos inicialmente, porque eles estão muito relacionados à reabilitação.

Na hora de escolher exercícios de treinamento funcional na reabilitação, devemos escolher entre os corretivos e de força.

Realmente, o corpo precisa de fortalecimento para as articulações lesionadas. Mas ele também necessitam de correção dos padrões de movimento funcional, então por onde começar?

Compare esses dois tipos de treinamento com a dieta de alguém. Os legumes podem ser considerados os exercícios corretivos, enquanto os de força são a carne. Ambos os alimentos são necessários para a saúde, mas em quantidades diferentes.

Uma dieta balanceada contém os dois tipos de alimentos. Portanto, podemos considerar que o treinamento funcional na reabilitação também precisa usar os dois tipos de exercício.

Como você pode adivinhar quando comparo os exercícios corretivos aos legumes, eles são os que devem vir em maior quantidade inicialmente.

Chamo esses movimentos de corretivos porque eles tentam solucionar ou corrigir um padrão errado do paciente. Como seu aluno conseguiria realizar um exercício de força sem saber se movimentar corretamente?

Usando o treinamento funcional na reabilitação precisamos primeiramente encontrar e corrigir o problema de movimento. Só depois podemos investir mais em habilidades, como força e flexibilidade.

Depois da correção, o corpo está mais preparado e seguro, sendo capaz de realizar a atividade sem grandes riscos.

Ciclo do Treinamento Corretivo

Para conseguir aplicar o treinamento funcional na reabilitação corretamente, precisamos seguir um ciclo. Já falei a respeito do primeiro passo nesse artigo, que é encontrar o problema. Você consegue isso através de uma excelente avaliação.

Depois de descobrir os diversos desequilíbrios do corpo do nosso aluno, conseguimos começar a aplicar exercícios corretivos. 

Só depois que seus padrões de movimento forem corrigidos chega a hora de utilizar trabalhos específicos para força e outras habilidades funcionais.

Durante o treinamento de habilidades, ainda é necessário balancear o uso de exercícios de estabilidade e mobilidade. Um corpo estável demais desenvolve rigidez, um corpo móvel demais desenvolve lesão.

É exatamente por isso que utilizamos tanto a abordagem articulação por articulação no treinamento corretivo.

Conclusão

Tendo um excelente conhecimento sobre as necessidades primárias de cada articulação você consegue prescrever os exercícios mais adequados.

Assim como acontece com as cadeias musculares, desequilíbrios articulares geralmente afetam diversas partes do corpo.

Sabe por que recomendo trabalhar tanto mobilidade quanto estabilidade? Porque a rigidez já é um problema extremamente comum na nossa sociedade.

Atualmente, boa parte das pessoas ficam sentadas muitas horas por dia. Além de causar tensões musculares importantes, essa posição proporciona rigidez de articulações importantes, como quadril e torácica.

Dessa forma, podemos considerar que a maioria dos pacientes lesionados ou com dor têm rigidez em alguma articulação. É claro que não basta focar somente na articulação ou musculatura acometida pelo problema.

Já falei e repito, precisamos trabalhar o corpo inteiro ao usar o treinamento funcional na reabilitação. Ignorar essa ideia seria tirar uma das principais vantagens de trabalhar com funcional.



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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Especial Dia dos Pais | Método Pilates como treino para homens de meia idade

O dia dos pais está chegando e, nessa data especial, não podemos deixar de lembrar dos paizões. Essas figuras tão importantes em nossas vidas, também merecem atenção com a saúde. Por isso, hoje queremos falar a respeito do treino para homens de meia idade.

Se você quer incentivar o seu pai ou atrair os pais dos alunos para o seu Studio, recomendamos que continue lendo esse artigo!

Aqui aprenderemos a respeito das alterações físicas e metabólicas que atingem quem está nessa faixa etária e como conter seus efeitos com a atividade física, principalmente, o Pilates. 

Vamos lá?

Importância do treino para homens de meia idade

No tópico abaixo falaremos um pouco mais a respeito das mudanças fisiológicas que acontecem no corpo após os 30 anos de idade. Mas agora precisamos falar de um agravante para essas mudanças que é muito comum em homens de meia idade: o sedentarismo.

Na verdade, esse problema está presente em todas as idades. Nosso estilo de vida está se tornando cada vez mais estático. Mesmo crianças e jovens, que tendem a ser mais ativos e ter mais tempo livre para atividades físicas, já sofrem com esses problemas. 

Então, qual será a situação de homens de meia idade com inúmeros afazeres, trabalho e cuidados com a família? Bem pior.

Um estudo no Rio Grande do Sul avaliou 4.296 indivíduos de meia idade para descobrir como estava sua prática de atividades físicas. Os resultados foram alarmantes, tanto homens quanto mulheres apresentaram uma tendência ao sedentarismo. 

Cerca de 28% dos homens simplesmente não praticavam atividades físicas em toda sua semana. Outros 58,4% não praticavam atividades em intensidade suficiente para manter sua qualidade de vida.

Portanto, o sedentarismo é um problema grave nessa faixa etária. Considerando que a atividade física é um fator essencial para o envelhecimento saudável, devemos estar ainda mais preocupados com esses indivíduos.

Muitos justificam a falta de exercício como falta de tempo para praticá-lo. Portanto, chegou a hora de mostrarmos a esse público que nem sempre é preciso tirar uma grande quantidade de tempo da rotina para se exercitar. Ou será que 50 minutos a 1 hora algumas vezes na semana é demais para garantir a saúde?

O que muda nessa fase da vida?

Até os 30 anos de idade o sistema muscular humano está em pleno desenvolvimento. Porém, passando dessa idade muitos homens começam a perceber mudanças no seu corpo que, a princípio, são bastante sutis. É o processo de envelhecimento que inicia, juntamente com a perda de massa muscular.

Ou seja, quem passou dos 30 anos e já está na casa dos 40 anos começa a perder músculos ao invés de desenvolvê-los. Isso acontece a uma velocidade de 3% e 5% a cada 10 anos, pelo menos para sedentários. Quem pratica atividades físicas é outro caso, como veremos logo.

Homens nessa idade também sofrem com alterações metabólicas que também são parte do envelhecimento. Eles passam a produzir uma quantidade menor de certos hormônios, como o GH (hormônio do crescimento), testosterona e insulina. Até a capacidade de sintetizar proteínas fica diminuída.

É claro que isso não acontece do dia para a noite. Tais alterações vão afetando a vida masculina aos poucos, um pouco de falta de coordenação motora aqui, uma dificuldade a mais para carregar cargas. Quando o homem percebe, ele está se tornando um idoso com inúmeras dificuldades, perda das suas funções corporais e pouca independência.

Esse é o processo de envelhecimento e não existe como escapar dele. Mas não precisa ficar desesperado pelos seus alunos com mais de 40 anos. Existem formas de melhorar a qualidade de vida nessa faixa etária e se preparar para um envelhecimento saudável!

Por isso recomendamos o treino para homens de meia idade. Através dele é possível conter os efeitos do envelhecimento, garantir qualidade de vida nessa idade e nos anos futuros. 

Podemos ajudar os paizões que nos procuram no Pilates a manterem-se ativos sem grandes perdas.

Cuidados com os treinos para homens +40

Os treinos para homens de meia idade precisam de algumas adaptações. Já sabemos que esse público está começando a passar pelos efeitos do envelhecimento e que precisam garantir suas habilidades funcionais. 

Primeiramente, precisamos saber qual é o perfil deste indivíduo para determinar o treino mais adequado. 

Já vamos avisando, a maior parte dos nossos alunos inicia como sedentários. Só é considerado ativo quem treina sistematizadamente há mais de 6 meses. Jogar futebol de fim de semana com os amigos de vez em quando não conta!

Ainda mais que em qualquer outra idade, o treino global será essencial para homens acima dos 40 anos. Eles precisam treinar todo o corpo de forma integrada, seja para manter os movimentos funcionais ou para evitar a perda de massa muscular.

Muitos homens querem treinar grupos musculares específicos, como fariam na musculação, por motivos estéticos. Esse é um erro que deve ser evitado!

O treino localizado é pouco eficiente para melhorar o metabolismo e a produção hormonal em homens de meia idade. Lembram-se que esses são alguns dos fatores característicos do processo de envelhecimento? Não podemos deixar que isso aconteça. Portanto, o treino globalizado é a ferramenta mais adequada.

Também devemos dar um foco especial aos treinos de mobilidade, flexibilidade e propriocepção. Com o passar dos anos essas são algumas das habilidades funcionais mais prejudicadas. 

Através do treino para homens de meia idade, eles conseguem evitar a perda de amplitude de movimento, que mais tarde na vida levaria a patologias, lesões e perda de independência.

Pilates como treino para homens de meia idade

Muitos dos nossos alunos homens acabam optando por praticar o Pilates devido aos benefícios proporcionados ao tratamento de lesões, alívio de dores e melhora no alongamento. 

Contudo, vale ressaltar que o Pilates não é apenas um método de reabilitação, ele também é um ótimo treino para homens de meia idade, pois além estimular novas habilidades, promove o desenvolvimento integral de todo o corpo, equilibrando físico e mente.  

Para eles não se sentirem desmotivados, as aulas de Pilates como treino para homens de meia idade devem ser elaboradas de acordo com o que cada aluno busca e às vezes, é interessante lançar desafios, exercícios mais avançados ou até uma sequência de exercícios com variações. 

Conclusão

São tantas alternativas de atividades físicas hoje em dia, então por que seu aluno deveria escolher o Pilates? Gostamos de indicar essa modalidade por ser tão completa. 

A musculação é ótima se for bem praticada, mas ela dificilmente conseguirá trabalhar em todos os planos de movimento e com todas as habilidades funcionais encontradas no Pilates.

Ao trabalhar com o Método, conseguimos utilizar equipamentos, acessórios e outros tipos de complemento para proporcionar tudo que um homem nessa idade precisa. 

Ele pode fortalecer suas musculaturas ao mesmo tempo que trabalha propriocepção. Até é possível melhorar as habilidades para praticar outros esportes e ainda garantir a saúde articular, evitando dores e lesões.



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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Core ou Power House: existem diferenças entre os termos?

*Este conteúdo é científico e pode ser utilizado para pesquisas* Atualmente vem se falando muito sobre a importância do fortalecimento dos músculos do Core ou Power House. Mas afinal, o que é cada um? Existem diferenças entre eles? 

Os dois termos são praticamente a mesma coisa. Core ou Power House refere-se ao conjunto de músculos da região abdominal, coluna lombar, pelve e quadris. Entretanto, no Pilates utiliza-se mais nome Power House e no Treinamento Funcional, Core. 

Quer saber mais sobre essa famosa musculatura, entender a sua importância nas diferentes modalidades e conhecer os benefícios em realizar seu fortalecimento? Então continue lendo esta matéria e confira!

O que é Core ou Power House?

Definimos Core ou Power House como “casa de força”, também chamado de “centro de força”. Os músculos que o formam sustentam a coluna, os órgãos internos e a postura, formando um cilindro de estabilidade ao redor da cintura. 

O centro de força é formado por 29 pares de músculos que tem como função suportar o complexo lombo-pélvico-quadril, para que possa estabilizar a coluna vertebral, pelve e a cadeia cinética durante os movimentos funcionais. 

Ou seja, é formado pela musculatura que circunda nosso centro de gravidade (a região próxima ao umbigo). Basicamente, são os músculos abdominais, da região lombar, pelve e quadril.

O Core ou Power House é composto por:

  • Transverso do abdômen: tem a função de estabilizar as vértebras lombares. É um músculo involuntário. É ligado neurologicamente ao períneo (possui a mesma inervação) e por isso, sua contração só é possível quando simultânea à contração do períneo. Também só entra em ação na expiração forçada;
  • Períneo: músculo do assoalho pélvico, fazendo sustentação visceral, causando uma pressão positiva. Suas ações são diretamente proporcionais, ou seja, quanto maior a pressão intra-abdominal, maior a estabilização lombar;
  • Multíferos: trata-se de um músculo bem interno da coluna e que tem a função de estabilizar a coluna. Faz a flexão lateral da coluna e rotação lateral do tronco, também sendo um auxiliar na extensão;
  • Diafragma: tem a forma de cúpula. Na inspiração, ele aplaina para expansão da caixa torácica (quando a respiração é mais anatômica possível, ou seja, sem protusão abdominal). Como ele tem inserções nas vértebras lombares, também possui a função de estabilização da coluna.

O Core ou Power House é o alicerce, ou seja, a base de tudo. Visualize-o como uma “casa de força”:

  • Frente e lado da “casa” são o transverso e oblíquo interno do abdômen;
  • A parte de trás da “casa” é o multifidus;
  • A base da “casa” é constituída pelos músculos do assoalho pélvico;
  • O teto da “casa” é o diafragma;

A origem dos termos

Essa musculatura sempre existiu e era trabalhado por bons treinadores já na década dos anos 90. Com o grande avanço do Pilates e do Treinamento Funcional, ele ficou mais evidente, pesquisado e conhecido.

Os primeiros conceitos relacionados a importância do Core ou Power House e ao seu treinamento, começaram a ser definidos no início da década de 80. Isso ocorreu em pesquisas que foram extremamente importantes para que fosse possível entender as dores e lesões na região lombar utilizando exercícios que estimulassem o quadril e o tronco.

Trabalhar bem este conjunto de músculos é fundamental pois traz: melhor manutenção postural; economia de energia; maior eficiência na transferência de forças através da coluna; diminuição da incidência de dores lombares, evitando assim, lesões e melhorando a qualidade de vida em geral.

Além disso, a estabilidade do Centro de Força é crucial para fornecer a base, regulando a distribuição de carga durante movimentos das extremidades inferiores e superiores, e proteger a medula espinhal e as raízes nervosas.

Para Joseph Pilates essa musculatura é considerada a mais importante do corpo sendo a área entre a base da sua caixa torácica e a linha que vai de um quadril ao outro (do Diafragma) com a sinergia dos músculos abdominais (sobretudo o Transverso do Abdome), Multíferos e Períneo, propiciando assim a estabilização da coluna lombar. 

Quais são as funções do Core ou Power House?

A função do Core ou Power House é manter o alinhamento corporal, bem como favorecer a base de suporte do corpo, além de prevenir lesões e gerar torque (força). 

Muitas lesões seriam evitadas se ao começar praticar exercícios físicos, as pessoas fizessem seu treinamento de centro de força.

 Os músculos do centro podem ser classificados de duas maneiras: locais e globais.

Músculos locais são os que são responsáveis por gerar a estabilização antes que ocorra o movimento. Eles são recrutados por alguns milésimos de segundos antes que ocorra o recrutamento dos demais músculos, os globais.

Músculos globais são recrutados após os músculos locais já terem gerado a estabilização necessária de todas as estruturas não contráteis, para que o movimento possa ocorrer com alta eficiência e sem a presença de dor, sendo estes os responsáveis pelo auxílio na realização de praticamente todas as atividades cotidianas.

Por que o Centro de Força deve ser fortalecido?

Esta musculatura é a responsável pela sustentação e estabilização de praticamente todos os movimentos de nosso corpo, por isso, é fundamental que qualquer pessoa tenha seu centro de força fortalecido e estabilizado.

O Core ou Power House bem fortalecido, gera a estabilidade necessária para evitar que lesões aconteçam ou ainda, auxilia no desenvolvimento de atividades relacionadas à performance física, principalmente através do desenvolvimento de valências físicas como a força e a potência muscular. 

Sendo assim, é mais do que evidente que a correta estabilização do centro de força é fundamental para que a sua funcionalidade seja mantida e para que você consiga desenvolver melhor seu corpo e suas qualidades físicas. 

Isso por que esta região realiza a estabilização de quase todos os movimentos e caso ela esteja instável, temos padrões alterados de movimento.

Princípios para fortalecimento

Para garantir a estabilização e fortalecimento do centro de força é necessário realizamos de forma segura, correta e considerando os princípios.

  • Alinhamento: consciência do posicionamento do corpo. Manter a coluna na posição neutra
  • Respiração: coordenação entre o Core ou Power House e o diafragma (principal músculo da respiração);
  • Ativação da musculatura: a partir da respiração e alinhamento corretos, podemos ativar o Core ou Power House através da manobra de prender levemente o fluxo urinário contraindo o Períneo + apertar as nádegas para contrair os Glúteos + levar o umbigo para dentro para ativar o músculo Transverso do Abdome (a camada mais profunda dos músculos abdominais) e ativar os Multífidos (situados ao longo da coluna ao lado das vértebras).

Benefícios do fortalecimento do Core ou Power House

Os benefícios de ter o Core ou Power House fortalecido são muitos, citaremos a seguir os principais.

Aumento do desenvolvimento de potência

Um core estável e forte vai permitir que mais potência seja gerada e transferida através da cadeia cinética. 

Por exemplo, quando ocorrem mudanças de aceleração do corpo ou de direção, a potência pode ser um fator determinante entre o sucesso e falha de um movimento.

Aumento da eficiência e da estabilidade

A maioria dos grandes grupos de músculos, sejam eles da região superior ou inferior do corpo, são interligados ou à coluna ou à pelve.

Fortalecer esta “âncora” vai ajudar a conseguir uma plataforma estável, permitindo que os movimentos sejam mais eficientes e que você tenha mais potência em seus membros.

Melhora do equilíbrio

Um Core ou Power House forte ajuda nosso centro de equilíbrio a ser mais estável, mantendo a coluna vertebral e a pelve estabilizadas, enquanto a musculatura dos braços, ombros e pernas estão em movimento.

Diminuição do risco de lesão menor

Um centro de força pouco fortalecido, leva a uma sobrecarga nas extremidades do corpo, podendo causar lesões nesta região. Os músculos quando fortalecidos, eficientes e estáveis são capazes de absorverem melhor e converterem o movimento com mais força, causando menos estresse nas extremidades do corpo.

Melhora de adaptações neurais

O treinamento vai produzir melhora dos padrões de recrutamento neurais, tornando-os muito mais eficientes, causando uma ativação mais rápida do sistema nervoso, tornando a sincronização das unidades motoras melhoradas, assim como uma diminuição de reflexos neurais inibitórios

Conclusão

Conforme explicado, a diferença entre Core ou Power House está apenas na nomenclatura, pois o seu fortalecimento é fundamental em todas as modalidades de atividade física. 

Se os músculos do centro de força estiverem ativados e fortes, a musculatura mais superficial do abdome, como o reto abdominal e os oblíquos, fortalecem com maior facilidade, pois recebem um suporte maior.

Assim, conclui-se que o fortalecimento dos pequenos músculos que compõem o Core ou Power House, não apenas tratam ou previnem dores nas costas, mas também potencializam os músculos superficiais, facilitando o fortalecimento do abdômen de todas as maneiras.



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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Conheça os 13 principais exercícios para reabilitação do Joelho

O joelho é uma das maiores e mais importantes articulações do corpo. A articulação do joelho é composta por três ossos: fêmur, tíbia e patela. Além desses componentes rígidos existem estruturas como o menisco, tendões e ligamentos.

Por se tratar de uma articulação suscetível a lesões diretas e indiretas, a incidência de lesões nos joelhos é considerada alta, pois afeta desde jovens atletas até idosos. As patologias do joelho podem ter origem genética, traumática e até mesmo serem causada por hábitos posturais inadequados.

As lesões de joelho mais comuns são: lesões ligamentares (ligamento cruzado anterior, posterior, colateral medial e lateral), lesão de menisco, tendinite patelar, luxação de patela, condromalácia patelar, artrose e síndrome do trato iliotibial.

Mas você sabia que o Método Pilates pode ser uma boa ferramenta para o tratamento? Confira abaixo os principais exercícios para reabilitação do joelho e saiba como aplicá-los com segurança e eficácia.  

Principais exercícios para reabilitação do joelho

1.  Alongamento de cadeia posterior

Esse exercício é muito importante para as disfunções do joelho. Caso seu aluno tenha uma flexibilidade satisfatória, você poderá colocar uma caixa pequena para aumentar a amplitude do movimento deste alongamento.

Por se tratar de um alongamento em cadeia fechada, este exercício para reabilitação do joelho é bastante benéfico para os pacientes que apresentam instabilidade.

 2. Alongamento de isquiotibiais

Os benefícios deste alongamento são a estabilização da coluna durante a execução e a inibição da descarga de peso. 

Este posicionamento também pode ser realizado para fortalecimento muscular, podendo o profissional colocar mais molas para que o exercício se torne resistido.

3. Monkey

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Para uma maior diversidade das aulas durante o tratamento, você poderá também utilizar o alongamento Monkey, que além de alongar isquiotibiais alonga também a cadeia posterior de tronco e cintura escapular.

Este alongamento de adutores e extensores da coluna auxilia também na mobilização da coluna vertebral, visto que o posicionamento da pelve também tem influência em algumas patologias do joelho, como a condromalácia e a tendinite patelar. 

4. Roll Up

Além de ser um ótimo alongamento, é também um exercício de mobilidade vertebral e fortalecimento abdominal. 

Devemos lembrar que um paciente que apresenta alterações funcionais no joelho tem de ser tratado como um todo. Sendo assim, seu tratamento não deve ser voltado apenas para o fortalecimento de alongamento de MMII.

5. Footwork 

Esse exercício de alongamento de iliopsoas e quadríceps é importante para a saúde do joelho, visto que se os mesmos se encontram encurtados, a pressão na patela pode aumentar.

5.1. Footwork no Reformer

 Ao diminuirmos a carga sobreposta no joelho estamos permitindo ao músculo que se fortaleça, sem sobrecarregar as estruturas articulares (ossos, meniscos, cartilagens). 

Desta forma, o footwork no Reformer é um dos exercícios para reabilitação do joelho mais benéfico. Pode ser realizado de forma unipodal ou bipodal. Ao ser executado de forma unipodal, estamos realizando um exercício isométrico em um membro inferior e uma atividade isotônica no outro membro inferior.

5.2. Footwork na Chair

A Chair nos permite uma infinidade de exercícios que são seguros e eficazes, tanto para alongamento quanto para fortalecimento. O footwork também pode ser executado nela de maneira unipodal ou bipodal.

Footwork em abdução pode aumentar a contração de glúteo máximo, visto que é executado com rotação externa de quadril. E isso é muito válido, pois o glúteo máximo é um músculo triplanar e um importante estabilizador da marcha. 

6. Agachamento

Para que o agachamento seja executado através de uma estratégia facilitadora, o mesmo pode ser realizado com apoio na barra da Chair, desta forma o aparelho diminuirá a incidência de peso no joelho e o aluno se sentirá mais motivado, por estar conseguindo agachar. 

Para a ativação excêntrica mais eficiente de quadríceps, a execução do agachamento na rampa é embasada pela literatura para o tratamento da tendinite patelar. É importante que o instrutor solicite que a descida do movimento seja feita de forma unipodal e a subida bipodal.

Mas, atenção, este exercício deve ser indicado com precaução, principalmente para pacientes que apresentam degeneração articular.

7. Going up 

O going up é uma ótima opção para pacientes que têm indicação da cadeia cinética fechada. As molas da barra da Chair podem auxiliar ou tornar o exercício mais difícil, tudo isso vai depender da capacidade do seu aluno. 

Existe também sua variação lateral que teoricamente apresenta uma maior ativação de adutores e glúteo médio. 

A ativação abdominal, de MMII e de estabilizadores torna este exercício uma ótima opção, pois a carga colocada sobre os joelhos é mínima.

 8. Prancha Lateral

 A prancha lateral nos garante uma ótima ativação de estabilizadores, principalmente de glúteo médio, um músculo muito importante para as disfunções do joelho. 

Deve-se observar se o posicionamento adotado pelo aluno é correto durante a execução do exercício para evitar que o mesmo não sobrecarregue grupos musculares acessórios. Caso o aluno esteja realizando rotação ao elevar o quadril, devem ser adotadas estratégias facilitadoras.

A prancha lateral com apoio nos joelhos é uma forma de tornar o exercício mais simples, sem tirar sua eficiência. Além de trabalhar também a ativação isométrica do membro inferior contralateral.

É importante ter-se cautela durante sua execução de suas variações, pois onde o apoio é nos pés, há aumento do estresse do LCA e aumento da pressão na patela. Já a execução com apoio nos joelhos pode gerar desconforto nos pacientes que sofrem de condromalácia, artrose e degeneração meniscal.

9. Ponte

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Por ser um exercício considerado completo e por apresentar uma grande variação de execução, a ponte tem sido indicada para as mais diversas alterações da articulação do joelho.

10. Clam

O Clam é um exercício que objetiva o fortalecimento de glúteo médio. Em decúbito lateral, o aluno deve manter o crescimento axial e quadril neutro, quadril e joelho levemente fletidos e pés seguindo o alinhamento do quadril. 

Na expiração realiza-se a abertura da perna de cima, sem desencostar um pé no outro.

11. Stretches Front

Em pé, mantendo o crescimento axial com apoio unipodal, o aluno deve flexionar o quadril contralateral sobre o Barrel. Flexionar também, suavemente, o tronco na expiração, levando os membros superiores em direção ao pé.

12. Tower

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Tower é um ótimo exercício para reabilitação do joelho pois busca fortalecer o quadríceps e alongar a cadeia posterior dos membros inferiores.

Realizado em decúbito dorsal, o aluno deve apoiar o retro pé na barra torre, estender o joelho realizando a expiração e retornar à posição inicial.

Alguns cuidados devem ser tomados a fim de evitar complicações, como: não permitir que o paciente retire o quadril do Mat, e caso o encurtamento seja muito grande posicione o paciente mais para cima no Cadilac. Caso você queira priorizar o fortalecimento utilizar molas mais resistentes.

13. Hip Stretch 

O objetivo deste exercício é alongar os isquiotibiais, pectíneo, grácil, adutor longo, adutor curto, adutor magno e fortalecer os músculos quadríceps femoral, glúteos mínimo, médio e máximo, piriforme e tensor da fáscia lata.

O aluno deve estar posicionado em decúbito lateral, apoiar o antepé do membro inferior posicionado para cima na parte anterior da barra torre, realizando a extensão do joelho na expiração e retornando à posição inicial com o joelho fletido.

Atenção com hiperextensão do joelho, sair do alinhamento de tronco!

Conclusão

Como podemos perceber, o Método Pilates possui excelentes exercícios para reabilitação do joelho, constatando assim, a sua eficiência no tratamento das patologias.  

Vale ressaltar, a importância de nós instrutores realizarmos um tratamento global com o aluno – não focar apenas nas lesões do joelho – e também, não indicar exercícios que vão além de suas capacidades. 

Sem dúvida alguma, se conseguir oferecer um tratamento adequado e seguro, você e seu aluno perceberão a consequente melhora nas atividades diárias e a motivação em praticar o Método.



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